quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Águas Claras


Olá!

Vamos falar um pouco de Águas Claras, a cidade que moro, acompanho e vivencio uma série de questões, especialmente relacionadas à mobilidade urbana. 

Comecemos com o transporte público por ônibus: um grande problema. São poucas linhas de ônibus que ligam a poucas cidades do DF, nada de informação ao usuário e superlotação. Converso com muitos usuários (especialmente mulheres que moram no entorno do DF e trabalham em Águas Claras). Ontem, uma senhora me disse que já estava esperando o ônibus a mais de uma hora. Mas, não é apenas o usuário do transporte público que sofre com isso. Moradoras de Águas Claras, que necessitam de secretária do lar, encontram dificuldades em contratar por causa da baixa oferta de transporte público por ônibus.

Já com o metrô os problemas são menores. Os trens passam com certa regularidade (quando comparados com os ônibus). O nível de conforto também é bem melhor (apesar de haver superlotação em determinados horários). A acessibilidade para acessar as estações não é ideal, mas é bem melhor do que nas proximidades dos pontos de parada. As informações ao usuário também são bem melhores. O curioso é que quem anda de metrô paga menos do que quem anda de ônibus (R$ 2,85 X R$ 3,00).

No nosso blog, estamos acompanhando muitos problemas com o metrô, especialmente os relacionados a problemas do sistema elétrico. A questão é que o metrô será expandido e irá aumentar muito a quantidade de pessoas que vem de Ceilândia e Samambaia. Já há recursos para ampliar a quantidade de trens. Entretanto, se não houver investimentos no sistema elétrico não adianta nada ter mais trens. É preocupante um possível sucateamento do metrô.

Rampa de acesso à Estação Arniqueiras do Metrô

Placa de orientação ao usuário do metrô

Estacionamento improvisado ao lado da Estação Arniqueiras

Não é seguro andar de bicicleta em Águas Claras. Há muitos carros circulando nas vias e obstáculos. Trânsito compartilhado entre bicicletas e carros é desaconselhável em determinadas vias. Os principais polos geradores de viagem (faculdades, shoppings, etc) não são fáceis de serem acessados por quem anda de bike. Uma pena! É preciso investir em uma malha cicloviária segura e funcional.

"Bicicletário" da Estação Águas Claras do Metrô


Poste no meio da calçada

De forma geral, as calçadas, quando existem, não são acessíveis e costumam contar com postes no meio delas. É impressionante! Tenho filhos pequenos e uso carrinho de bebê para gêmeos (72 cm de largura). Quando há poste no meio da calçada, em muitas vezes é preciso ir para o asfalto (com um monte de carros dividindo o espaço) para conseguir passar. As calçadas devem ser acessíveis e valorizar o caminhar e a nossa cidade. É preciso pensar mais no ser humano e menos no carro.

Calçada danificada


Rampa de acessibilidade bloqueada por uma vaga de automóvel

Postes no meio da calçadas: uma constante em Águas Claras

Obstáculos para atravessar determinadas avenidas

Calçada acessível e com piso podotátil

Mãe com carrinho de bebê, por onde ir?

No sistema viário existem diversos gargalos como o viaduto Israel Pinheiro (acesso da EPTG à Águas Claras), o balão da Unieuro (acesso da Universidade pela rotatória!) entre outras pérolas. Existem soluções simples e sem grandes custos para isso.

Um exemplo que gosto de dar é a Rua 19 Sul (a rua do Pão de Açúcar), uma via coletora. Nos horários de pico se forma uma fila enorme que vai o semáforo (esquina com a Av. Araucárias) até quase a Av. Vereda da Cruz (cerca de 400 m), o que chega a "travar" uma rotatória próxima ao Supermercado Pão de Açúcar. Para agravar, há estacionamento nas proximidades do semáforo, o que acaba por prejudicar a fluidez da via.



Rua 19 Sul: congestionamento


Outro problema identificado (e que muitas pessoas me falam) é o transporte de cargas e as obras na cidade. Em muitos casos a carga e a descarga de mercadoria ocorrem nas principais avenidas da cidade e acabam virando obstáculos, obrigando o estrangulamento no fluxo de veículos e gerando congestionamentos e aborrecimentos. Igualmente prejudicial são os caminhões usados nas obras de construção dos edifícios.

Transporte de carga: poucos pontos apropriados para carga e descarga

A Av. Vereda da Cruz se localiza na parte sul da cidade e acompanha a linha de transmissão de energia, dividindo o Park Way de Águas Claras. Por contornar a parte sul da cidade de Águas Claras, muitos motoristas optam por essa avenida. Entretanto, originalmente a avenida foi concebida para servir de acesso às residências de um conjunto do Park Way (movimento bem menor do que se verifica hoje). A Av. Vereda da Cruz conta com apenas uma faixa de rolamento por sentido e não há acostamento e nem calçadas. Para piorar, ao longo dela, há atividades comerciais e educacionais, o que aumenta o fluxo de veículos, tornando a via mais movimentada e perigosa. Diante desse cenário, é preciso duplicá-la, sem esquecer das calçadas, ciclovias, iluminação e sinalização!

Já a Av. Interbairros, que ainda não saiu do papel (prevista para passar exatamente na faixa de domínio das linhas de transmissão), é uma importante obra para boa parte do DF e possui uma relevância ainda maior para Águas Claras. Mas, não adianta apenas construir o viário, é preciso planejá-la como um eixo de oportunidades de desenvolvimento econômico, social e cultural para a região.


Av. Vereda da Cruz

Devido ao adensamento de Águas Claras, a cidade é mais sensível às questões de trânsito. Há necessidade de se realizar um adequado planejamento urbano, que seja integrado com outras políticas públicas. O sistema de transporte público possui um incrível potencial de indução ao desenvolvimento econômico, social e cultural. Você já pensou se nas estações de metrô houvesse, de forma integrada, espaços culturais e sociais, centros comerciais, o "Na Hora", espaços de saúde preventiva, estacionamentos e bicicletários cobertos e controlados? Temos um tesouro nas mãos, mas parece que vivemos como mendigos.

Estudos apontam que a situação do trânsito vai piorar muito, prejudicando nossa qualidade de vida e desvalorizando nossos imóveis. Outra vez: Não dá mais para errar! É preciso uma conduta correta do próximo governo e deputados dispostos a fiscalizar e orientar as ações necessárias do GDF. 

Minha principal contribuição nestas eleições é apresentar uma Nova Política de Mobilidade Urbana para o DF. O tema da mobilidade urbana afeta a todos, e todos os dias. Não dá mais para errar! As projeções indicam que em 2020 Brasília vai parar. O Plano Diretor de Transporte Urbano já sugeria em 2010 investimentos de R$ 6 bilhões em infraestrutura de transporte público. Estamos em 2014 e apenas R$ 600 milhões viraram obras. Ou seja, na metade do período, apenas 10% do total foram executados.

Vamos construir juntos a cidade que queremos! Contem comigo!

Forte abraço,
Higor Guerra

A Seção "EXPERIÊNCIAS DE UM CANDIDATO" traz matérias especiais sobre a realidade de muitas áreas urbanas do DF e entorno. Higor Guerra é candidato a Deputado Distrital e está aproveitando esta oportunidade para apresentar soluções concretas (saiba mais). Conheça a sua plataforma política em www.acreditabrasilia.com.br
Gostou da proposta de uma melhor mobilidade urbana? Ajude a divulgar este trabalho sério e importante que irá melhorar a nossa qualidade de vida. Converse com amigos e parentes. Compartilhe nas redes sociais! Entre em contato com Higor Guerra (faleconosco@acreditabrasilia.com.br). Vote: 12312.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Regulação do Serviço de Transporte Público


Amig@s,

A regulação e a fiscalização dos serviços de transporte público são pilares fundamentais para se garantir um deslocamento adequado e digno do ser humano. Nesta linha, defendo:

  • A regulação da integração física, tarifária e operacional dos diferentes modos e das redes de transporte público e privado;
  • A observação aos dispostos legais e contratuais;
  • O foco no usuário que deverá ser garantido o serviço adequado, observando a satisfação quanto: regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas;
  • A promoção do controle social (especialmente dos usuários), bem como a transparência nas divulgações das informações;
  • O acompanhamento e a fiscalização dos serviços prestados;
  • A intervenção do Poder Público Concedente nos casos de prestação de serviço inadequado
  • O aprimoramento dos serviços:
    • A modernidade das técnicas, dos equipamentos e das instalações e a sua conservação, bem como a melhoria e expansão do serviço
    • A melhoria da eficiência/eficácia na prestação dos serviços.


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Conheça o candidato:

  • Brasiliense e usuário do transporte público;

  • Formado em Engenharia Civil e Mestre em Transportes (UnB);

  • Servidor Público concursado, trabalha com a Política Nacional da Mobilidade Urbana no Ministério das Cidades, orientando políticos e gestores públicos de todo o Brasil;

  • Acompanha e monitora as grandes obras estruturantes do Transporte Público do DF;

  • Coordenador do Grupo de Transportes do PDT-DF, com grande participação no Plano de Governo de Rodrigo Rollemberg no tema Mobilidade Urbana;

  • Criador do Blog Brasília em Movimento, onde são tratados exclusivamente assuntos de transporte e mobilidade urbana do Distrito Federal, além de divulgada a Política Nacional de Mobilidade Urbana!

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Operação do Sistema de Transporte Público



Amig@s,

Muito se fala em investimentos em infraestrutura de transporte público. Porém, é no dia-a-dia que o usuário sofre, ou seja, é com a operação deficitária do sistema. A infraestrutura colabora para o ganho de operação, mas outras áreas que é fundamental a realização de investimentos. Seguem algumas contribuições:

  • O Sistema Tronco-Alimentado precisa contar com uma integração rápida e confortável (fazer uma integração já é muito)
  • As Linhas Alimentadoras precisam:
    • Ser atrativas, pois possuem importante papel na alimentação das linhas troncais (BRT, VLT e Metrô)
    • Contar com vias adequadas à circulação e com prioridades em relação ao transporte motorizado individual
    • Possuir cobertura espacial adequada ao usuário e otimizada no STPC
    • Garantir frequência mínima e pontualidade
    • Ser dotadas de abrigos confortáveis e com informações suficientes, além de contar com:
      • Calçadas acessíveis nas proximidades do embarque e desembarque
      • Facilidades para o acesso por transporte por bicicleta.
  • Quanto aos serviços complementares,:
    • O Transporte Especial e Vizinhança precisa se pautar em:
      • Serviços diferenciados que devem ser estimulados
      • Tarifa diferenciada e justa
    • Já na área rural é importante observar:
      • Serviços regulares e pontuais
      • Infraestrutura viária adequada
      • Atendimento aos núcleos rurais

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Conheça o candidato:

  • Brasiliense e usuário do transporte público;

  • Formado em Engenharia Civil e Mestre em Transportes (UnB);

  • Servidor Público concursado, trabalha com a Política Nacional da Mobilidade Urbana no Ministério das Cidades, orientando políticos e gestores públicos de todo o Brasil;

  • Acompanha e monitora as grandes obras estruturantes do Transporte Público do DF;

  • Coordenador do Grupo de Transportes do PDT-DF, com grande participação no Plano de Governo de Rodrigo Rollemberg no tema Mobilidade Urbana;
  • Criador do Blog Brasília em Movimento, onde são tratados exclusivamente assuntos de transporte e mobilidade urbana do Distrito Federal, além de divulgada a Política Nacional de Mobilidade Urbana!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Trens e ônibus


Amig@s,

Por que precisamos andar em ônibus sujos, barulhentos, poluidores, sem conforto etc? O ser humano tem que ser tratado com dignidade. Vamos qualificar nossa frota de ônibus e de trens!

Defendo que os Trens, Ônibus e Microonibus atendam os seguintes requisitos:

  • Sustentabilidade: soluções menos poluentes (diesel limpo, biodiesel, híbrido, elétrico etc), menor nível de ruídos e vibração;
  • Acessibilidade veicular: piso em nível com a plataforma, elevadores, rampas, espaço reservado para usuários com necessidades especiais e obesos;
  • Conforto e Segurança ao usuário: ar-condicionado, aceleração contínua, manutenção preventiva, velocidade adequada, freadas suaves, melhores assentos, sensores anti-impacto etc;
  • Tecnologia embarcada: telas de vídeo, sistemas de controle e cobrança eletrônicos, GPS, sensores que facilitam a operação (ex.: estacionamento na plataforma de embarque);
  • Modernidade da frota: validade máxima de 7 anos, avanços estéticos (interno e externo);
  • Características conforme parâmetros técnicos operacionais, observando layout, frequências mínimas e áreas de trânsito;
  • Custo/Benefício: Opção pelo melhor custo/benefício que atenda requisitos mínimos, com base em critérios técnicos;
  • Conforto e segurança ao motorista;
  • Estímulo à manutenção preventiva e estoques mínimos de peças


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Conheça o candidato:

  • Brasiliense e usuário do transporte público;

  • Formado em Engenharia Civil e Mestre em Transportes (UnB);

  • Servidor Público concursado, trabalha com a Política Nacional da Mobilidade Urbana no Ministério das Cidades, orientando políticos e gestores públicos de todo o Brasil;

  • Acompanha e monitora as grandes obras estruturantes do Transporte Público do DF;

  • Coordenador do Grupo de Transportes do PDT-DF, com grande participação no Plano de Governo de Rodrigo Rollemberg no tema Mobilidade Urbana;
  • Criador do Blog Brasília em Movimento, onde são tratados exclusivamente assuntos de transporte e mobilidade urbana do Distrito Federal, além de divulgada a Política Nacional de Mobilidade Urbana!