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terça-feira, 1 de julho de 2014

Metrô não opera no túnel e usuário fica confuso e sem informação


Hoje foi um dia complicado e confuso para ir ao trabalho (veja matéria do CorreioWeb abaixo). Cheguei na estação Águas Claras do Metrô desejando desembarcar na estação Galeria no Plano Piloto. Antes de passar na catraca, uma funcionária nos alertou que havia problemas na parte elétrica no sistema e que o metrô não estava circulando no túnel, só indo até a estação Asa Sul. Além disso, para quem desejasse ir até a Rodoviária do Plano Piloto (ou qualquer uma das estações localizadas ao longo da Asa Sul), ela disse que a orientação  era desembarcar na estação de integração da Asa Sul e pegar ônibus para complementar a viagem, sem necessidade de pagar nova passagem.

Diante disso, embarquei na estação Águas Claras. Não demorou muito para chegar um trem, mas estava lotado. Normalmente o percurso entre as estações Águas Claras e Galeria o trem gasta cerca de 25 minutos. Hoje o trem foi em uma velocidade menor. Gastamos 30 minutos entre Águas Claras e a Estação Asa Sul (integrada com o Terminal Asa Sul).

No terminal de integração, eu não encontrei uma informação sobre onde deveria pegar o ônibus. nem mesmo fomos orientados por funcionários. As informações conseguidas foram por meio dos próprios usuários. Havia diversas filas para embarque. Algumas pessoas diziam que achavam que determinada fila era para ir para determinado lugar. Entrei em uma dessas que diziam fazer o percurso do metrô (via Eixo Rodoviário). Com poucos minutos essa fila simplesmente se desfez. Tive que procurar outra fila.

Diversas filas para esperar ônibus. Sem informações ao usuário.


Nessa outra fila o ônibus parou e houve o embarque dos passageiros, mas sem obedecer a ordem. Muitos "espertinhos" furavam a fila e entravam no ônibus assim que as portas eram abertas. Muita confusão e falta de informação. Cada um por si. Os ônibus saiam lotados.


Quase não deu, mas consegui entrar em um ônibus! Fiquei exatos 22 minutos para fazer a integração. Lá dentro mais uma novidade! Tem que pagar. Questionei dizendo que estava vindo do metrô e que havia a orientação que o transbordo seria gratuito. O motorista do ônibus disse que não estava sabendo de nada sobre isso. Ou seja, pelo jeito a orientação só valia para o usuário e não para o motorista. Resultado: tive que pagar mais R$ 2,00 para poder chegar aonde queria.


O ônibus estava lotado. Com exceção da superlotação, a viagem foi feita sem grandes problemas para o pessoal que estava embarcado, pois o ônibus não parou nos pontos de parada. Mas em compensação, quem estava ao longo do trajeto, não conseguia embarcar, pois o ônibus estava lotado e o motorista nem parava, só acenava informando que não cabia mais ninguém.

Em determinado momento, um rapaz pagou a passagem e quis passar pela catraca, mas a mesma travou. Então o motorista gritou: "Dá uma batidinha no validador". Conforme orientação, o rapaz deu umas batidas no validador e a catraca voltou a funcionar! Impressionante!


Cheguei no meu destino com cerca de 40 minutos de atraso.

Infelizmente, o usuário ainda não recebe o devido tratamento. Vejamos o que diz a Lei da Mobilidade Urbana sobre o assunto:

"Art. 14.  São direitos dos usuários do Sistema Nacional de Mobilidade Urbana, sem prejuízo dos previstos nas Leis nos 8.078, de 11 de setembro de 1990, e 8.987, de 13 de fevereiro de 1995: 

I - receber o serviço adequado, nos termos do art. 6o da Lei no 8.987, de 13 de fevereiro de 1995; 
...
III - ser informado nos pontos de embarque e desembarque de passageiros, de forma gratuita e acessível, sobre itinerários, horários, tarifas dos serviços e modos de interação com outros modais;"

Hoje foi um dia atípico. Mas, de qualquer forma, poderia ter uma equipe que pudesse realizar uma melhor trabalho de orientação ao usuário. Devemos ter em mente que o usuário está sempre em primeiro lugar!

Abraço Forte!
Higor Guerra


Com percurso reduzido, metrô passa a circular com menos trens
Problema elétrico prejudicou várias pessoas que precisavam chegar ao Plano Piloto
Publicação: 01/07/2014 12:56 
Atualização: 01/07/2014 12:56
Matéria original, clique aqui.

Com o rompimento de um cabo de energia no túnel por onde passam os trens da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), na manhã desta terça-feira (1º/7), os trabalhos do metrô foram reduzidos. Dos 24 trens que circulam em dias normais, apenas 12 continuam operando. 

Segundo a companhia, não há a necessidade de circular com a frota completa já que o percurso foi reduzido para a manutenção. Agora eles irão apenas até a estação Asa Sul, onde os passageiros precisam desembarcar para seguir viagem de ônibus.

As pessoas que precisavam chegar ao trabalho pela manhã reclamaram da demora na espera do transporte, no entanto, o Metrô-DF informou que opera na velocidade habitual. São 30 minutos desde a estação Samambaia até a Asa Sul. Ainda não há previsão de quando as demais estações voltarão a funcionar. As equipes técnicas continuam trabalhando no local.

Quem precisa vir até o Plano Piloto pode desembarcar na estação Asa Sul e embarcar em um dos ônibus que faz integração. Segundo a assessoria do Metrô, não será cobrada passagem adicional por este trecho da viagem. O Metrô-DF informou ainda que o número de ônibus foi reforçado.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Motorista ignorante ameaça grupo de ciclistas no Lago Norte


Pessoal,

Iniciamos o mês de maio aderindo o Movimento Maio Amarelo (relembre aqui), que visa estimular medidas coordenadas com o intuito de reduzir o número de acidentes e a gravidade. Hoje, no último dia útil de maio, vamos relatar um episódio de agressão no trânsito para que possamos refletir sobre o assunto da segurança viária e respeito ao próximo.

Motorista ignorante

Uma amiga me relatou um caso absurdo que aconteceu ontem a noite (por volta das 22:00h) na alça que dá acesso ao Lago Norte de quem vem do Plano Piloto (logo após a Ponte do Bragueto).

Segundo essa amiga, ela dirigia seu carro vindo do Plano Piloto para o Lago Norte. Após passar pela Ponte do Bragueto, ela entrou na via de acesso à avenida principal do Lago Norte e avistou um grande grupo de ciclistas que pedalavam por ali de forma ordenada e ocupando a faixa da direita. Nisso apareceu um motorista ignorante dirigindo um SUV (Veículo Utilitário Esportivo) que a ultrapassou e, em seguida, ele jogou o carro em cima do grupo de ciclistas.

O elemento desumano parou seu possante, abaixou o vidro e começou a disparar palavras de insulto aos ciclistas, dizendo que eles atrapalhavam o trânsito. Apesar de muitos ciclistas pedirem para o motorista do SUV continuar a sua viagem em paz, o rapaz não deu sossego e começou a dirigir de forma agressiva jogando o carro em cima do grupo.

Segundo minha amiga, ela disse que não identificou pessoas feridas no episódio.

Infelizmente ainda hoje boa parcela da população não consegue (ou não quer) respeitar o direito de circulação de outras pessoas. Nas vias urbanas, é comum haver conflitos de interesse entre os diferentes usuários do Sistema de Mobilidade Urbana, especialmente entre aqueles que usam os modos motorizados e os que optam pelo modo não-motorizado.

Para solucionar esses conflitos existem as legislações (leis, decretos, normas etc). O Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) estabelece que "Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres" (Art. 29,  § 2º).

No caso em questão, percebe-se não só uma desobediência à legislação, mas uma total ausência de respeito ao ser humano. É preciso que tomemos medidas que possam promover a paz no trânsito. Essas medidas precisam ser estruturais, inseridas desde a educação das nossas crianças em ambiente escolar e familiar. Penso ser adequado também repensar o processo de obtenção da carteira de motorista, observando a Política Nacional da Mobilidade Urbana. A fiscalização mais rigorosa e campanhas permanentes de educação também são ações válidas, entre outras.

Amanhã iremos comentar sobre o acidente fatal que comoveu muitos moradores de Águas Claras.

O mês de maio está acabando, mas nossa luta pela paz no trânsito continua! Vamos juntos!

Um forte abraço!
Higor Guerra

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Um trânsito caótico...




Pessoal,

Ontem (23/04/14) a tarde (por volta das 16 horas), a Via W3 Sul (Sentido Sul), no trecho entre as quadras 712Sul e 716Sul, estava congestionada (na verdade estava extremamente caótica). Para percorrer 5 quadras (cerca de 2km) gastei 30 minutos. Agora o que mais me deixou impressionado foi o congestionamento na faixa "exclusiva" dos ônibus. Vejam a fileira de ônibus na foto.

A medida que eu ia avançando (muito lentamente) rumo a 716 Sul fui entendendo aquela situação (caótica). Para acessar o Setor Hospitalar Sul (Quadra 716 Sul), os carros particulares precisam entrar na faixa "exclusiva" dos ônibus e fazerem a conversão a direita. Ocorre que, no Setor Hospitalar Sul, o trânsito estava literalmente travado provavelmente por causa do excesso de veículos circulando e procurando vagas no insuficiente estacionamento público. Esse travamento dentro da quadra acabou refletindo no excesso de carros parados na faixa "exclusiva" dos ônibus, gerando uma fila de carros ao longo da Quadra 716 Sul e de ônibus nas demais quadras (715 Sul até 712 Sul).

Com os carros parados na faixa "exclusiva", alguns motoristas dos ônibus começaram a circular nas faixas de tráfego geral de veículos, que pelo menos andava a conta gotas. Só que as manobras dos ônibus (que são bem menos ágeis que os carros por causa de suas maiores dimensões) agravava a situação do trânsito, tornando-o ainda mais desarticulado. Havia ônibus circulando até na faixa da esquerda.

Mas a confusão não para por aí. Na Quadra 716 Sul existe uma parada de ônibus (que fica posicionada junto a faixa da direita), entretanto, na baia haviam os carros (parados) que desejavam fazer a conversão à direita e acessar (o travado) Setor Hospitalar. Lembram que falei que existiam ônibus circulando na faixa da esquerda? Pois bem... Adivinhem o que aconteceu nas proximidades dessa parada da 716 Sul.... Isso mesmo!... Passageiros atravessando de qualquer jeito a W3 Sul e embarcando nos ônibus que circulavam na faixa da esquerda. Além da insegurança, esse embarque (inadequado e desumano) ainda travou de vez a via, gerando espaços vazios a frente.

Isso tudo é um (grande) exemplo da ineficiência na circulação viária. Uma série de falhas/gargalos que acabam se agravando e gerando inúmeras consequências. Em primeiro lugar, estamos falando de uma área próxima ao Setor Hospitalar. Imaginem se houvesse uma necessidade de passagem de uma ambulância trazendo um paciente em estado grave de saúde. Em segundo lugar, essa implantação da faixa "exclusiva" de ônibus (ao menos nesse trecho) não cumpre com sua função básica de garantir exclusividade ao transporte público coletivo. Sinceramente desconheço os estudos que basearam a decisão de implantação dessa "solução" (ou pior, se essa decisão foi baseada em estudos sérios). Há ainda a carência de serviços médicos (e outras áreas) nas cidades-satélites (salvo raríssimas exceções) e entorno, forçando uma grande parcela da população a ir ao Plano Piloto.

É, meus amigos, precisamos rever muitas questões em nossa querida cidade. Bom, para isso, contem comigo! Ainda acredito que podemos ter uma Brasília que seja exemplo de cidade, com uma excelente qualidade de vida.

Um grande abraço!
Higor Guerra

sexta-feira, 21 de março de 2014

Falha na sinalização causa desmaios de usuários em metrô lotado

Foto: Sóstenes Guerra
Pessoal,

Ontem o problema no Metrô de Brasília não foi incêndio, mas uma falha na sinalização, no qual resultou uma parada dos trens por 15 minutos nas estações. Não precisa ser usuário para sabe que metrô lotado gera desconforto. Já quem é usuário sente na pele esse desconforto e os males associados, especialmente quando os trens ficam muito tempo parados. Qual usuário regular do Metrô-DF nunca presenciou um desmaio?

Meu primo, Sóstenes Guerra, ontem estava no Metrô na Estação Praça do Relógio (em Taguatinga) e presenciou as cenas das fotos. Segundo ele, havia muita gente aglomerada na estação, trens superlotados, e o povo gritando por socorro. Situação tensa! Segundo ele, ao menos 7 pessoas passando mal.

Vejam a matéria do Jornal de Brasília abaixo, ou clique aqui para ver o original.

Sóstenes, obrigado por contribuir! Aqueles recursos para melhoria do Metrô-DF precisam ser logo investidos (não basta só anunciar!), de forma a evitar esse tipo de situação ao usuário! O usuário precisa ser tratado com respeito, afinal de contas é um ser humano!

Um grande abraço e estamos juntos!
Higor Guerra   

Foto: Sóstenes Guerra

Falha na sinalização do Metrô-DF causa pânico em usuários
De acordo com a companhia, houve um problema de sinalização
Publicação: Quinta-feira, 20/03/2014 às 07:20:00
Atualização: 20/03/2014 às 09:25:52
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Na manhã desta quinta-feira (20), os trens da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) ficaram parados por cerca de 15 minutos. Segundo informações preliminares, passageiros chegaram a desmaiar no local.

De acordo com um leitor do Jornal de Brasília, alguns usuários começaram a brigar.  O tumulto aconteceu na Estação Praça do Relógio, no centro de Taguatinga.

De acordo com a companhia, houve um problema de sinalização que bloqueou o trecho entre as estações Asa Sul e Central. O problema foi causado porque a central de controle não conseguiu identificar o circuito.

Ainda de acordo com a assessoria, por volta das 6h35 o problema foi resolvido e a situação se normalizou às 7h. Cada trem leva cerca de mil passageiros. Os vagões ficaram parados com as portas abertas nas estações até que o problema fosse resolvido.  
Foto: Sóstenes Guerra

quarta-feira, 12 de março de 2014

Triste situação das calçadas na W3 Sul



Pessoal,

Segue um link do Portal Mobilize sobre as condições das calçadas na via W3 Sul. Uirá Lourenço fez um interessante vídeo em fevereiro de 2013 e outro exatamente 1 ano após, em fevereiro de 2014. Verifica-se que, mesmo em condições precárias, as calçadas não tiveram qualquer investimento. 


No mesmo período, diversas ruas e avenidas da capital federal foram recapeadas para o uso de veículos automotores. Além da precariedade das calçadas, os vídeos mostram o constante uso das calçadas por carros de passeio como estacionamento, obrigando os pedestres desviarem pela rua. No primeiro vídeo (Fev/13), no minuto 2:10, reparem na dificuldade de um pedestre com deficiência visual para atravessar a avenida W3 Sul.

A Lei da Mobilidade Urbana (Lei nº 12.587), de janeiro de 2012, estabelece como diretriz a priorização do transporte não motorizado sobre o transporte motorizado (art. 6º, II). Adicionalmente, a Lei tem como princípio a Acessibilidade Universal (art. 5º, I).

Desta forma, desde do primeiro vídeo, de fevereiro de 2013, já era possível seguir as orientações da Lei Federal e ter requalificada a calçada na Via W3 Sul, dando condições adequadas de trânsito para pedestres, com acessibilidade. Recursos haviam. Mas houve uma priorização inversa: investiu-se no asfalto no lugar da calçada.

É importante que a próxima gestão governamental no DF siga a Política Nacional de Mobilidade Urbana. É preciso concentrar os investimentos no transporte público, nas calçadas e infraestruturas cicloviárias. Caso contrário, nossa querida Brasília estará fada a ser uma cidade insustentável, inacessível, não democrática e desumana (feita para carros e não para pessoas).

Pense nisso!

Estou com vocês para uma melhor mobilidade urbana!

Grande abraço!
Higor Guerra.

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terça-feira, 11 de março de 2014

Especial Tóquio: Lições Sobre o Transporte Urbano


Estimadas(os),

Recentemente meu grande amigo, Geraldo Garcia, fez um curso no Japão sobre planeamento urbano, com ênfase no transporte urbano. Ele nos enviou algumas lições que aprendeu e vivenciou por lá. O aprendizado veio em momento oportuno, uma vez que Brasília e outras grandes cidades brasileiras vivem um caos na mobilidade urbana. 

A Região Metropolitana de Tóquio é mais do que 10 vezes maior do que Brasília e cidades do entorno. A lição aprendida é que é possível viver em uma cidade grande sem muitos problemas de mobilidade urbana. Chamou-me a atenção o planeamento urbano integrado, a quantidade de deslocamentos feitos por automóvel, a decisão de implantar ruas exclusivas para o pedestre, a rede e a qualidade do transporte público, além de aproveitar as infraestruturas de transporte para promover o desenvolvimento urbano.

Muito bom! Temos que analisar as boas práticas nacionais e internacionais e promovê-las, no que for possível, em nossa querida cidade! 

Geraldo, parceiro, meu muito obrigado e estamos juntos por uma Brasília melhor!

Um forte abraço!
Higor Guerra

Tóquio – Lições Sobre o Transporte Urbano

Estive no Japão durante 2 meses no final de 2013 participando do treinamento “Comprehensive Urban Transportation Planning and Project”. O curso contou com a presença de pessoas de 17 diferentes países, todos, países em desenvolvimento.

E não poderia haver lugar melhor para estudar transportes urbanos: A região metropolitana de Tóquio tem uma população de 37 milhões de habitantes, o que representa quase o dobro da população da grande São Paulo e mais de 10 vezes a do Distrito Federal, e Tóquio é uma cidade limpa, moderna, organizada, grandes espaços abertos mesmos nas regiões mais adensadas e muitas, mas muitas mesmo, ruas exclusivas para pedestres. 

Tama New Town

O transporte público funciona de tal forma bem que apenas pouco mais do que 10% dos deslocamentos pessoais na cidade são feitos com o uso do automóvel, ainda que a infraestrutura viária seja de ótima qualidade e conte com uma rede de vias expressas com mais de 300 km. O resultado é que Tóquio, grande como é, sofre menos com engarrafamentos do que qualquer cidade brasileira com mais de 1 milhão de habitantes. O metrô de Tóquio tem 13 linhas e 290 estações percorrendo 304 km, ele ainda é acrescido dos trens urbanos que formam um anel em torno e com linhas por dentro da região central da cidade, além de um conjunto de outras linhas de transportes sobre trilhos menores, como monorails, que fazem a conexão com as áreas mais distantes do centro. Este gigantesco e complexo sistema possibilita que as pessoas circulem por todos os lugares da cidade usando o transporte público. Mas não só esta abrangente cobertura incentiva seu uso intensivo, outros cuidados são também importantes: O metrô e os trens são pontuais, circulam em grande quantidade e alta frequência durante todo o dia, têm qualidade, oferecem segurança e há uma fartura de informações em todas as estações sobre as linhas, os itinerários e as tarifas.

Odaiba – Yanamote line

Uma das mensagens mais importantes que assimilei no treinamento é que o planejamento dos transportes urbanos é indissociável do planejamento urbano, a área urbana deve ser vista de forma orgânica e, neste paralelo, os transportes urbanos representariam o sistema circulatório do organismo. Uma novidade conceitual que conheci neste período foi o TOD – Transit Oriented Development que propõe o desenvolvimento de centros urbanos ao longo das linhas de metrô e trem urbano e, em especial, em torno de suas estações. São áreas residenciais e comerciais adensadas, podendo incluir shoppings, universidades, hospitais, órgãos de governo e, certamente, grandes prédios residenciais. Estas estações devem ser agradáveis aos pedestres, oferecendo grandes calçadas e passarelas, e acessíveis aos ciclistas oferecendo, inclusive, estacionamentos para as bicicletas.

Estação Central de Tóquio


No Brasil há uma carência muito grande no que se refere aos transportes coletivos e, portanto um desafio importante para os próximos anos. Há um uso excessivo dos transportes individuais motorizados, e, mesmo com os grandes investimentos atuais em transporte público pelo país, a precariedade do planejamento pode fazer com que os resultados obtidos não tragam os benefícios na escala esperada. Os conceitos absorvidos no Japão são perfeitamente aplicáveis às nossas cidades e a expectativa é que possamos rever as regras dos nossos programas de suporte financeiro aos municípios de forma que os investimentos do governo sejam, de forma mais efetiva, indutores do desenvolvimento dos nossos municípios e tragam os tantos benefícios que o transporte público traz para as áreas urbanas e para seus moradores.

JR East - Tohoku Through Line

Geraldo Freire Garcia
Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental
Secretaria Nacional de Transportes e da Mobilidade Urbana
Ministério das Cidades
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sábado, 8 de março de 2014

Escuridão no Metrô DF


Olá pessoal!

Ontem o brasiliense que usa o metrô teve dificuldade na volta para casa. Segundo informações, houve problemas na subestação de energia que alimenta o metrô. O sistema operava com lentidão e chegou a faltar energia em algumas estações. Muitos usuários tiveram que utilizar o ônibus, pois as estações chegaram a ser fechadas, mas posteriormente foram abertas. Saiba mais, clicando aqui

Eu havia recebido algumas ligações dizendo que o metrô estava com problemas. Chegando na Estação Central (Rodoviária do Plano Piloto), me deparei com uma escuridão (veja a foto). Como não havia eletricidade, as catracas não estavam operando. As portas foram abertas para que os usuários pudessem acessar o sistema sem pagar a tarifa.

A minha viagem foi bem tranquila. Não havia excessos de passageiros e nem lentidão do trem. Mas, um amigo me ligou dizendo que a viagem dele tinha durado quase uma hora a mais do que o normal.

Quem acompanha o nosso blog com frequência já percebeu que problemas relacionados com o sistema elétrico do metrô estão virando uma constante. É preciso que as autoridades tomem atenção devida sobre o assunto. O Metrô-DF é um patrimônio de Brasília e precisa ser muito bem cuidado! Se temos problemas com o sistema elétrico, então que sejam investidos recursos para sanar esses problemas. O que não dá, é ficar fazendo reparos toda vez que ocorre problemas. 

Se esse tipo de problema continuar, muitos usuários vão acabar perdendo a confiança e tendo que buscar outras alternativas para seus deslocamentos. Como não temos alternativas de transporte coletivo atrativas, a tendência é mais carros nas ruas, agravando sobremaneira os problemas de congestionamentos, por pura falta opção. 

Vamos juntos zelar pelos nossos bens coletivos! Para isso, contem comigo!

Um forte abraço!
Higor Guerra

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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Indo para o Aeroporto de Bike

Prezadas(os),

Recentemente eu publiquei a matéria "Indo para o Aeroporto de Frescão" (relembre aqui). Agora eu sugiro que assistam um vídeo no qual o ciclista Uirá Lourenço sai do fim da Asa Sul e vai até o Aeroporto de bicicleta (clique aqui). 

O vídeo exemplifica bem as dificuldades encontradas por ciclistas ao circular por determinadas vias urbanas do DF. Gostaria apenas comentar um aspecto. Boa parte do trajeto é feito pela Estrada Parque Aeroporto (EPAR), que está recebendo investimentos para ampliação e "modernização" (veja placa da obra em 5min:47seg). Sinceramente não sei o que as intervenções nessa via estão gerando de moderno. Modernização para mim é promover um espaço urbano democrático onde os cidadãos são respeitados independentemente da forma como eles optam por se deslocar nas vias. 

A Lei da Mobilidade Urbana (Lei nº 12.587/2012) traz princípios e diretrizes que estão em tempo com os avanços alcançados em determinados países desenvolvidos e em desenvolvimento. Muitas cidades vem adotando políticas de priorização do transporte por bicicleta e vem colhendo bons frutos disso (veja exemplos clicando aqui). Simplesmente seguir esses princípios e diretrizes já irão conferir outro padrão de qualidade nos deslocamentos urbanos. Não há mistério, basta cumprir a lei que podemos falar em modernização urbana.

Estamos juntos!
Grande abraço,
Higor Guerra

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Manhã de acidentes e um dia de aprendizado...



Hoje Brasília amanheceu com uma série de acidentes: capotamento de uma van escolar na Av. das Nações; outro capotamento na saída da Ponte JK, sentido Asa Sul; outro acidente na DF-180; atropelamento por um carro e uma moto no Eixão Sul, resultando na morte de uma senhora de 66 anos; colisões e engavetamentos em outras vias. Realmente uma manhã de muita dor para os brasilienses. 

(Saiba mais sobre esses lamentáveis acidentes clicando aqui).

Em outras oportunidades já comentamos sobre os danos que os acidentes ocasionam para a sociedade e, especialmente para as famílias diretamente afetadas, principalmente quando há ocorrência de mortes ou vítimas graves. (Clique aqui e relembre). Vou agora falar um pouco do impacto dessas ocorrências na minha manhã de hoje.

Normalmente vou ao meu trabalho de metrô. Todavia, hoje eu tinha uma série de compromissos externos e resolvi sair de casa usando o carro, pois acreditava que ia ser mais rápido, visto a flexibilidade que o carro proporciona. Liguei o rádio e coloquei nas notícias de trânsito, que não paravam de anunciar esses acidentes que acabamos de comentar. Os repórteres de plantão também anunciavam as vias, quase todas congestionadas, inclusive a que eu ia utilizar, a EPTG. Pensei: vou ter que enfrentar isso.

Ocorre que peguei congestionamento ainda dentro de Águas Claras em vias que nunca havia visto um trânsito tão caótico. Desisti de ir de carro. Voltei para casa e deixei o carro. Comuniquei lá em casa que iria adiar alguns compromissos.

Fui para a estação do metrô e peguei um trem lotado, mas pelo menos consegui ler um livro. A viagem foi bem rápida e desci na Estação Central. Na Rodoviária do Plano Piloto, eu fui a um totem buscar informações de ônibus para a L2 Sul. Lá indicava as baias e os horários. Até que haviam muita oferta de ônibus para mim. Embarquei em um ônibus novo da Linha 114, operado pela Pioneira (Área 1). Apesar do atraso para sair, a viagem foi bem tranquila.

Gostei do sistema de acessibilidade eletrônico para cadeirantes que permite melhor embarque e desembarque. Havia uma usuária cadeirante no nosso ônibus. Quando ela foi desembarcar, o cobrador teve que sair do seu posto para acionar eletronicamente o elevador. A usuária não precisou de outra ajuda, por conta própria conseguiu desembarcar. Muito bom essa independência! O tempo total para o desembarque foi cerca de 1 minuto. Só acho que o sistema poderia ser acionado pelo próprio motorista, sem necessidade de sua ausência do posto de trabalho.

Desci na parada da 608 Sul. Resolvi o que tinha para resolver e na saída do estabelecimento um casal de pessoas com deficiência visual me pediu ajuda para atravessar a Av. L2 Sul. Prontamente procurei auxiliá-los. A mulher segurou no senhor que colocou sua mão esquerda no meu ombro e assim fui guiando-os. Passamos na faixa de pedestre semaforizada. Foi bem tranquilo, exceto a parte de uma poça d'água junto à rampa da calçada. Avisei-os sobre a poça. Eles tentaram esticar ao máximo as pernas, mas não teve jeito, acabaram acertando a poça que possuia dimensões bem generosas. Após a travessia da L2 Sul, me prontifiquei de levá-los até a parada de ônibus, mas eles me disseram que estavam tranquilos e que poderiam continuar a viagem a sós. Tenho um colega que também tem deficiência visual e ele me disse que para um cego o que mais importa é a sua independência. Voltei a travessar a via L2 Sul para poder pegar meu ônibus no outro sentido, desta vez rumo ao meu trabalho.

Hoje eu fiquei triste em saber a quantidade e gravidade dos acidentes. Fiquei também frustado em não poder resolver tudo aquilo que havia planejado. Porém, hoje foi um dia que aprendi um pouco mais sobre as dificuldades que muitas pessoas levam em suas vidas em função de algum tipo de restrição e como essas pessoas lidam para tentar resolver suas necessidades, mesmo em uma cidade que ainda carece de infraestruturas de acessibilidade.

Um grande abraço!
Higor Guerra.

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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Os buracos da vida (dos pedestres)

Buraco na calçada do Setor de Autarquias Sul. Imaginem esse buraco a noite! É para quebrar a perna! Nas proximidades, não encontrei um buraco no asfalto. Por que para os pedestres existe esse descaso?


Abraços!
Higor Guerra

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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Ponte JK: Cena desanimadora

Essas são as cenas desanimadoras que meu meu amigo, o Advogado Dr. Márcio Lima, e outras milhares de pessoas tiveram que enfrentar hoje cedo para acessar a Ponte JK em direção ao Plano Piloto. Segundo o relato, houve um acidente que complicou tudo.

É fundamental ter a opção pelo transporte público coletivo de qualidade e de circulação rápida em espaço exclusivo, sem interferências externas que podem prejudicar a fluidez.

Todavia, a região carece de infraestruturas que priorizem a circulação do transporte público coletivo. Só mesmo o carro serve como meio para as viagens diárias casa-trabalho-casa.


Obrigado Márcio pelas contribuições! Estamos na luta para uma melhor mobilidade urbana no DF!

Grande abraço!
Higor Guerra

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sábado, 8 de fevereiro de 2014

Indo para o Aeroporto de Frescão


Olá pessoal,

Hoje vou falar da viagem que fiz saindo de Águas Claras para o Aeroporto de Brasília. Se eu fosse de táxi iria gastar no mínimo uns R$ 50,00. Resolvi ir de metrô até a Estação 114 Sul e de lá pegar um ônibus executivo para o Aeroporto (também conhecido como Frescão), gastando R$ 11,00 (R$ 3,00 do metrô + R$ 8,00 do executivo). É notória a economia usando o sistema de transporte público coletivo em relação ao táxi: cerca R$ 39,00. Mas, como será o tempo de viagem, o conforto, a segurança, a confiabilidade etc? Quero passar uma ideia para vocês, caso queiram optar pela linha executiva de ônibus da Empresa TCB (Linha 113) que liga o Aeroporto ao centro da Capital Federal (conheça os horários e o itinerário da linha clicando aqui). Vamos lá!

Saí de casa às 8:05h e cheguei na Estação Águas Claras do Metrô às 8:15h. Levei apenas uma mochila. Peguei um trem não muito cheio e desci na Estação 114 Sul às 8:40h. Precisava chegar no Aeroporto às 9:15h. Neste horário o trânsito do final da Asa Sul para o Aeroporto é tranquilo, mesmo sem faixa exclusiva para ônibus ou outras prioridades. Imaginei que uns 10 minutos seriam suficientes para o deslocamento. Então, em tese, teria até 9:05h para ficar ali esperando o ônibus. Tranquilo, estava com 25 minutos de sobra!

Ocorre que o intervalo entre os ônibus dessa linha é de 30 minutos. Bom, não fui pessimista ao ponto de imaginar que tivesse acabado de perder o ônibus no momento que chegara à parada. Mesmo assim, um atraso de 5 minutos no aeroporto não ia ser o fim do mundo.

Muitos usuários estavam na parada. Enquanto eu esperava, percebi que havia um ônibus antigo, sem identificação e sem motorista parado na baia. Não entendi aquilo. Deu 9 horas e nada de ônibus para o Aeroporto. Comecei a ficar preocupado. Olhei para o estacionamento atrás da parada (em frente ao McDonald's) e vi um táxi disponível. Fique mais calmo, pois qualquer coisa pulava para o táxi. Mas, logo em seguida, o taxista ligou o carro e foi embora. Pronto. Complicou! Ligar para táxi naquela urgência não era certeza de pronto atendimento.

Fui ficando preocupado em perder o voo. Mas, ao longe, vinham 6 ônibus de uma só vez, um ultrapassando o outro. Meus companheiros de parada foram logo levantando o braço, sinalizando seus desejos de embarque. No amontoado de ônibus, consegui ver o meu: Linha 113- Aeroporto. Ele estava na faixa mais afastada da baia, ultrapassando os outros. Sinalizei na esperança do motorista, não só me ver, mas conseguir um parar em um espaço na baia que estava sendo disputado por outros ônibus que chegavam, além daquele sem identificação que estava ali atrapalhando. Consegui pegá-lo às 9:05h. Ufa!!!

Assim que entrei no ônibus já perguntei ao motorista se ele sabia o que era aquele antigo ônibus parado na baia. Prontamente ele me respondeu que era de uma linha rural e que não tinha apoio da empresa para estacioná-lo e que eles ficavam ali irregularmente até dar umas 11 horas para poder voltar a circular.

Esclarecida a história do ônibus parado na baia, paguei a tarifa e me sentei. Estavam presentes no ônibus: o motorista, o cobrador, um senhor e eu. Achei o ônibus confortável e seguro, além de ser acessível e possuir espaço para colocar as malas. Havia um adesivo no interior do ônibus informando a presença de Wi-fi. Beleza, vou testar no Smartphone. Realmente funcionou o Wi-fi, com sinal razoável, mas não tinha serviço de internet disponível :(

Passei pelas obras na EPAR (Estrada Parque Aeroporto) e cheguei no Aeroporto às 9:15. Bem na hora!

Por sinal, o Aeroporto também está em obras para a Copa do Mundo FIFA 2014, e cheio de espaços provisórios.

No fim das contas, saindo de Águas Claras/DF, gastei 1 hora e 10 minutos para chegar ao Aeroporto. A parte do metrô é bem tranquila, desde que você não possua muitas malas. Uma vez embarcado no ônibus executivo, também não tive aborrecimentos, pelo contrário é muito bom. Agora o que me incomodou foi a incerteza do horário que o ônibus iria passar na parada.

Moral da história: levando em conta o acervo tecnológico que temos nos dias atuais, a linha do Frescão poderia ser bem melhor. Todavia, avalio que vale a pena pegar o ônibus executivo desde que você considere um tempo de espera na parada de no mínimo de 30 minutos e leve pouca bagagem. 

Em outra oportunidade, vou descrever a volta: Aeroporto - Águas Claras usando o transporte público coletivo.

Grande abraço!
Higor Guerra

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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

(I)mobilidade e contradições de Brasília





Prezadas(os),

Mais uma contribuição de nosso amigo Uirá Lourenço, ciclista e grande defensor de uma mobilidade urbana sustentável e respeitosa. Fruto de um dedicado trabalho, Uirá consegui reunir um riquíssimo acervo de fotos que ajudam a diagnosticar a sofrida mobilidade urbana que enfrentamos diariamente em nossas vias e nos serviços prestados no DF. 

Ele também produziu textos que nos levam a diversas reflexões: maus hábitos (infrações) praticados por motoristas, falta de fiscalização, desrespeito ao pedestre e ao ciclista, falta de prioridade aos meios de transporte não motorizados, má aplicação dos recursos públicos, adoção de medidas governamentais equivocadas e incoerentes com as legislações, contrastes entre a magnitude do Estádio Mané Garrincha e seu entorno, etc. Há também diversas contradições detectadas como o caso da Linha "Verde" (EPTG), que mais parece uma Linha Cinza. Além disso, há registros de boas práticas internacionais na área de mobilidade urbana. 

Todo o material encontra-se no site da Mobilize Brasil (clique aqui). Além do texto base e das Leis Distritais sobre o tema, também é possível encontrar os seguintes álbuns fotográficos:
- Transporte por ônibus no DF;
- Condições aos ciclistas no DF;
- Multas cidadãs;
- Pedestres e ciclistas na EPTG;
- Entorno do estádio;
- Condições aos pedestres no DF;
- Inacessibilidade no DF; e,
- Locais hostis a ciclistas e pedestres.

Vejam também os quatro links de vídeo existentes!

Muito bom Uirá, parabéns pelo trabalho! 

Não podemos deixar que poucos grupos econômicos e falsos representantes do povo decidam que cidade construir. Quem faz a cidade são os cidadãos! Precisamos refletir que tipo de cidade nós queremos e, a mobilidade urbana é um dos temas centrais, pois possui um grande potencial de indução de desenvolvimento econômico, social e ambiental. Uma solução bem aplicada pode resultar em grandes benfeitorias para a população, todavia, ações desastrosas e caras podem piorar o quadro da dinâmica urbana, gerando mais deseconomias, tempos perdidos, dependências do automóvel, estresses e exclusões sociais.

Estou junto com vocês para uma melhor mobilidade urbana e, consequentemente, uma melhor cidade!

Grande abraço a todos! 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

3h30min para chegar em casa...


Imagina você saindo 16h do trabalho. Bom? Agora imagina você saindo 16h do trabalho e chegando em casa às 19h30min, gastando 3h30min só no deslocamento trabalho-casa. Pois é... conheço duas amigas que passam por isso quase que diariamente, pois dependem do transporte público coletivo do DF. Elas trabalham no Plano Piloto e moram em Brazlândia, que fica cerca de 45 km do centro da Capital Federal. Essa semana elas me contaram como é a maratona delas.

Boa parte desse excessivo tempo é esperando o ônibus na Rodoviária do Plano Piloto. Também não é para menos, com uma frota operacional bem menor que a necessária, a frequência dos ônibus é extremante grande e irregular. Não se sabe quando vai poder contar com o ônibus. Por falar em ônibus, essas usuárias (e heroínas) do transporte público coletivo me informaram que os veículos são antigos, barulhentos, inseguros... 

Falei em insegurança. A situação dos ônibus é precária. Os pneus são carecas. Se os pneus, um item que todo mundo vê o estado deles, estão carecas, sabe-se lá como estão as revisões desses veículos, as condições dos freios e fluidos, etc. Diante dessa situação, dizem que ainda há espaço para descontração no ônibus, no qual há a recomendação para que os usuários mantenham suas identidades no bolso da calça ou em algum lugar acessível para facilitar a identificação dos corpos em caso de acidente.

Além disso, em função da desordem operacional e da oferta precária de ônibus, as viagens são realizadas lotadas. Em uma dessas viagens chegaram a contar 103 usuários apertados em um ônibus que leva cerca de 80 pessoas. São pessoas trabalhadoras se espremendo umas nas outras para poder chegar aos seus ofícios. 

Por que trabalhadores de bem precisam se sujeitar a um tratamento desumano desses? (Tarefa de casa: confrontem esse relato com o Art. 14 da Lei 12.587/2012, referente aos direitos do usuários).

As novas concessões não estão operando nessas linhas que ligam Brazlândia à Rodoviária do Plano Piloto. Quem as opera é a cooperativa Alternativa. Os cidadãos de Brazlândia são contemplados com as novas concessões em linhas que ligam a cidade à Taguatinga e a Av. W3.

A revolta é tão grande que ontem e hoje tivemos manifestações sobre o assunto. Vejam as matérias do G1:



Hoje consegui conversar com essas amigas de Brazlândia. Primeiro fiquei surpreso! Mesmo com essas manifestações e bloqueios, elas vieram ao trabalho, com inúmeras dificuldades, mas vieram. Parabéns para elas! Depois disso, perguntei como elas iriam fazer para voltar para casa no fim do expediente. Elas me disseram que vai ser complicado, mas que uma solução é ir para Taguatinga (pagando R$ 3,00) e depois pegar outro ônibus para Brazlândia (e gastar mais R$ 3,00, recursos extras que o patrão não vai pagar).

Pessoas precisam ser tratadas como pessoas, com dignidade e respeito. O foco do sistema de transporte público precisa ser no ser humano!

Estamos juntos! Grande abraço!

Obs.: Lene e Dora, meu muito obrigado! Abraço grande!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Ciclovias na Ceilândia: Relato do usuário


Pessoal,

O Pedro Ivo Pellicano (um grande amigo, das antigas!) nos enviou suas experiências como ciclista assíduo nas ciclovias de Ceilândia e Taguatinga, enriquecendo o conteúdo do nosso blog e contribuindo para que possamos ter uma cidade melhor! Confiram!


Sou usuário assíduo das vias do DF, em especial Taguatinga e Ceilândia, usando a bicicleta para me locomover. O atual governo adora divulgar em sua propaganda que é amigo do ciclista e que está construindo não sei quantos quilômetros de ciclovias. Legal, né? Vou aqui fazer uma pequena descrição das ciclovias de Ceilândia.

São umas gracinhas, antes de mais nada. Feitas com asfalto bom, bem sinalizadas e não acumulam água. Quando está molhada, pouco espirra roda acima. Bons pontos positivos. A intensão é obviamente das melhores, e o governo deu um passo importante para melhora na locomoção urbana.
Só que, por melhor que ela seja, as ciclovias do DF, em especial as da Ceilândia são repletas de erros e falhas que comprometem a segurança dos ciclistas e dos pedestres. O primeiro defeito é que as intersecções com a pista, apesar de sinalizadas, estão no nível do asfalto, onde o ideal e mais seguro seria o nível com a ciclovia. Aqui vemos que ainda a prioridade é da agilidade para carros.

Segundo defeito: tampas de bueiro. No trajeto entre o Campus da UnB de Ceilândia e a Estação Centro Metropolitano do Metrô (onde a ciclovia simplesmente acaba) existem duas. Em uma delas, eu caí. Caí, mesmo porque a bagaça está abaixo do nível da ciclovia! Machuquei um ombro em uma dessas.

Terceiro defeito: a ciclovia está repleta de pedestres, principalmente no fim da tarde. Oras, se é uma ciclovia, por que está cheia de pedestres? Falta de educação? Falta de sinalização? Essas seriam falhas que vemos nas ciclovias do Plano Piloto, que também tem pedestres que preferem andar ali do que na calçada, sabe-se lá porque. Em Ceilândia o problema é: NÃO EXISTE CALÇADA! Isso mesmo! Os pedestres fazem sua caminhada diária ou sua corridinha na ciclovia simplesmente porque não tem outro lugar para o fazerem! O mais engraçado é que a ciclovia possui placas avisando o ciclista que há pedestres. Então é como se a ciclovia fosse uma calçada de asfalto, pois o risco para os pedestres é exatamente o mesmo de um ciclista andando pela calçada.

A descontinuidade da via é um defeito geral para todas as ciclovias do DF. Não vale a pena nem comentar.

Se existe alguém no meio político que tem interesse real em melhorar a mobilidade urbana, que atente-se a esses pequenos detalhes. Ciclovias são excelentes ideias, mas tem que ser bem elaboradas, de forma que a segurança de todos seja garantida.
Pedro Ivo Pellicano
Foto: nossaceilandia.blogspot.com.br
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Um aspecto que achei interessante foi a infraestrutura cicloviária ter que se adequar à geometria/nivelamento das vias de tráfego geral. Já vimos que a Lei da Mobilidade Urbana é clara ao estabelecer prioridade dos modos de transporte não motorizados sobre os motorizados (Lei nº 12.587/2012, art. 6º, inciso II). Neste caso, é notório que a concepção do projeto ainda foi pautada na ótica do veículo automotor.

Em relação aos bueiros, entendo que todo recurso público deve ser utilizado com o maior zelo possível. Portanto, o cidadão merece infraestrutura de qualidade.

Sobre a falta de calçadas, esse assunto posso também servir de testemunha. Frequento a Ceilândia ao menos uma vez por semana e, por lá, caminho pela cidade. De fato existem muitos lugares que simplesmente não há calçadas (ex.: Sol Nascente - estive recentemente lá e estou preparando uma matéria). Outros lugares as calçadas são completamente inadequadas (ex.: ao longo da Via Leste, no canteiro central, as calçadas são irregulares e são prejudicadas pelas raízes das árvores que sobem à superfície, forçando os pedestres a transitar pela ciclovia). Quanto a acessibilidade... não vou nem comentar agora...

É isso aí pessoal! Vamos exercer nosso papel de controle social e lutarmos para termos uma cidade que respeite e priorize os ciclistas e pedestres. Forte abraço!

Obs.: Pedro Ivo, parceiro e amigo, meu muito obrigado! Estamos juntos nessa luta! Fique a vontade em mandar outras contribuições!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Como sempre a chuva é a grande vilã



Mais uma vez a chuva é grande "culpada (?)" pela imobilidade no DF. Vejam os transtornos de hoje clicando aqui.

Essa história já é antiga! É só chover um pouco mais forte para gerar transtornos na cidade. O mal dimensionamento e a sujeira dos bueiros não dão conta do escoamento das águas, alagando as vias e dificultando a passagem dos veículos. Quem é a culpada? A chuva?
Caos no sistema elétrico, causando problemas nos semáforos e desativação do metrô. Quem é a culpada? A chuva?
Calçadas irregulares, esburacadas e descontínuas, gerando barro e poças de água, encharcando os sapatos dos pedestres. Quem é a culpada? A chuva?

Hoje eu fui (des)premiado. O trem no qual eu estava hoje pela manhã (sentido Central) veio se arrastando da estação 114 Sul até a Estação 108 Sul, onde parou completamente. A voz robótica que vem nos sistemas de áudio do trem apenas dizia o de sempre: algo do tipo "estamos com problemas operacionais e assim que resolvido continuaremos a viagem". Preciosos minutos meus e dos outros usuários estavam sendo perdidos. Ninguém para informar sobre a gravidade ou a previsão de solução. Para vocês terem uma ideia, eu costumo ler livros durante meus deslocamentos no metrô. Em cada viagem leio cerca de 12 páginas. Na viagem de hoje já estava chegando na vigésima página, quando eu desisti.

Na estação 108 Sul, muitos usuários saíram do trem e ficaram na plataforma aguardando informações. Outros preferiram aguardar no próprio trem. O trem que estava à nossa frente ficou parado entre a Estação 108 Sul e 102 Sul (dentro do túnel), forçando os usuários a utilizarem a passagem de emergência. Os profissionais da Brigada tiveram que trabalhar bastante, pois muitos usuários estavam passando mal.

Avançava mais de 30 minutos sem solução e nada de informar o usuário. Desistir da viagem ou persistir na viagem de metrô? Era a dúvida de todos. Muitos (como eu) desistiram. Pelo menos fomos reembolsados, afinal de contas o serviço não foi realizado. Mas quem vai pagar pelos atrasos no trabalho ou pelas perdas nas aulas?

Saí do metrô e peguei um ônibus no Eixinho L (acabei gastando os mesmos R$ 3,00 que havia sido reembolsado). Muitos usuários do metrô fizeram o mesmo. Imaginem a fila de ônibus que gerou neste ponto de ônibus! Desci na Galeria (Setor Bancário Sul) e vim enfrentando chuva e poças de água até chegar ao meu serviço com um atraso de 1 hora.

Vejam as fotos!

Usuários saindo pela passagem de emergência: o trem parou no túnel entre duas estações
 Usuários aguardando informações
 Usuários inconformados. A direita equipe de brigadista atendendo pessoas com mal estar.
Estação 108 Sul: Fila para ser reembolsado (viagem não concluída)
 
 Usuários do metrô aguardando o ônibus para poder completar a viagem

É muito fácil culpar a chuva pelos transtornos! Ainda bem que não temos outros "vilões" naturais como os tornados e os terremotos.

Abraços!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Revitalização das calçadas em Taguatinga

A Av. Comercial Sul em Taguatinga irá contar com novas calçadas. No trecho da QSA 01 a calçada já foi revitalizada, buscando ordenar espaços de pedestres e estacionamentos de carros. A bola da vez é a QSA 02 e a previsão de conclusão de toda a Avenida Comercial Sul é março de 2014 a um custo de R$ 1,4 milhão, segundo matéria do Jornal Alô Brasília (Comercial revitalizada, por Ana Karoline Lustosa, Ano 6, nº 1219, pag. 4, 02/10/2013). Saiba um pouco mais dessa obra acessando o vídeo do Bom Dia DF, clicando aqui.

Por muito tempo eu fui um frequente usuário da Av. Comercial em Taguatinga. Recordo-me que quando adolescente fazia a pé o trecho QSD (onde morava) - CNB (onde fazia curso de línguas), 3 vezes por semana, cerca de 2,5km. A Av. Comercial é uma das principais vias do Distrito Federal, caracterizada pelo seu forte comércio e pela alta densidade populacional da região. Por lá circulam diversos ônibus, carros e pedestres. É fundamental que haja um ordenamento desses fluxos, com especial zelo ao pedestre, conferindo-o prioridade no deslocamento, conforto e segurança. Também é de bom tom que haja a padronização das calçadas, com base em projetos arquitetônicos que valorizem o espaço urbano.

Atualmente, é possível ver em alguns trechos da Av. Comercial um total desrespeito ao pedestre, no qual ele tem que disputar espaço com os carros que ficam estacionados nas calçadas. Além disso, existem muitas irregularidades e ausência de acessibilidade, o que dificulta o trânsito de pessoas que utilizam cadeiras de rodas ou carrinhos de bebês.

Brasília necessita melhorar suas calçadas. Em diversas vias, os passeios públicos são de péssima qualidade, isso quando existem. Em outros casos existem soluções que desrespeitam os pedestres, com obstáculos bem no meio da calçada, a exemplo de postes e placas.

Existe o programa "Asfalto Novo" do governo, privilegiando o rodar macio dos automóveis e poupando os amortecedores destes. Por que não se cria o Programa "Calçada Nova" em todo DF? Mais do que justo, trata-se de conferir dignidade ao ser humano.

Por uma melhor mobilidade urbana! Contem comigo!

Abraços!

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Série Minha Experiência >> Rodoviária do Plano Piloto - Sudoeste

Hoje vou comentar uma viagem que fiz de ônibus em 31/07/13 saindo da Rodoviária do Plano Piloto até o Sudoeste/DF.

Cheguei na plataforma da linha 152.2. Raramente pego essa linha, mas não precisei pedir informações, o totem eletrônico me passou as informações que precisava. Na plataforma havia uma grande fila e, por lá, esperei uns 10 minutos até o ônibus estacionar. Não houve atrasos, o horário indicado da viagem era 17:40 e neste horário embarquei.

O ônibus (daqueles bem antigos) saiu lotado da Rodoviária. Tive que ir em pé. Boa parte dos passageiros pareciam exaustos no fim daquela tarde. Só para sair da rodoviária, devido aos muito ônibus que circulam por lá, gastamos 7 minutos (neste mesmo tempo é possível percorrer quase toda a Asa Sul no metrô). O próximo desafio foi vencer as 6 faixas do Eixo Monumental, indo de um lado para o outro, de forma a alcançar o primeiro ponto de parada. O processo não foi muito complicado: o cobrador olhava para trás e dava umas batidinhas na carroceria do ônibus de forma a avisar o motorista que podia ir avançando nas faixas.

O trânsito no Eixo Monumental estava muito pesado. Íamos em uma velocidade bastante baixa. Mais lentos que os carros ao lado, pois a aceleração do ônibus é inferior, apesar das fortes arrancadas iniciais que faziam "acomodar" os passageiros. Uma faixa exclusiva para o ônibus cairia bem!

Neste anda e para e nas chacoalhadas do ônibus (a foto desta postagem foi tirada nestas condições), eu vinha ouvindo  umas batidas na lataria. Não sabia bem da onde vinham os barulhos, mas só torcia para não ser nada grave que viesse a prejudicar a viagem.

Eu estava localizado na parte de trás do ônibus. Colado na porta traseira havia uma informação do tipo: "este veículo só circula com as portas fechadas". Inicialmente aquilo me passou segurança. Mas, momentos antes da parada do ônibus em um ponto, a porta abriu completamente com o veículo em movimento. O passageiro, que já se encontrava na escada da porta, pareceu não ter se importado.

Mais adiante, perto do ponto da parada do Palácio do Buriti, aproximou-se à porta traseira uma moça com a mão na boca dando sinais de querer vomitar (devia ser por causa das chacoalhadas). Pensei: é agora! Ela segurou bem a onda, mas batia na porta para ver se o motorista abria. Sem sucesso. Ela teve que esperar chegar na parada para poder desembarcar.

Saindo do Eixo Monumental e virando na EPIG, encontramos um ônibus danificado. Ao redor muitas pessoas esperando pelo próximo.  Continuando o caminho, no momento das curvas, algumas pessoas esbarravam em mim, mas bastava um sincero pedido de desculpas para manter o status quo do início da viagem. Em certa curva (e que curva), eu fui jogado contra um colega de viagem. Educadamente também providenciei meus sinceros pedidos de desculpas.

Chegando no Sudoeste, a medida que íamos parando nos pontos, o ônibus ficava mais vazio (pois praticamente ninguém mais embarcava, só havia desembarques). Consegui sentar! O banco não era dos mais limpos, mas como já estava voltando do trabalho, não me importei. 

As batidas na lataria pareciam se intensificar. Bom, a essa altura eu já estava próximo do meu destino mesmo, portanto não seria tão penalizado se o ônibus tivesse que pedir arrego. Às 18:25 eu desembarquei no ponto de ônibus. Fui andando pela calçada e, a certa altura, olhei para trás só para ver aonde o ônibus se encontrava. Para minha surpresa ele ainda estava no ponto de ônibus. O motorista havia descido para conferir alguma coisa debaixo do eixo traseiro. Seriam as batidas? Bom, não fiquei para ajudar, mas espero que meus colegas de viagem não tenham sido prejudicados.

Estava andando por agradáveis calçadas no Sudoeste. Pensei: "agora não há mais nada de diferente para contar no blog". Só foi terminar de pensar nisso que quase fui atropelado por um ciclista que vinha por trás trafegando na calçada. Ele parou a bicicleta e me pediu desculpas. Bom, lembrei dos esbarrões no ônibus e dei um sorriso.

Gastei 45 minutos no meu trajeto de ônibus de cerca de 8,5km. Quando vou para casa (em Águas Claras), gasto cerca de 25 minutos de metrô para correr cerca de 18 km. É uma diferença grande, sem contar que no metrô não tem aquelas significativas chacoalhadas e nem as batidas na lataria (só de vez em  quando falta energia). 

Nessa situação que vivenciei no ônibus, realmente fica difícil de convencer o usuário a abrir mão do carro e pegar ônibus. Particularmente se eu tivesse que fazer esse trajeto diariamente, eu iria fazê-lo de carro.

Só com grandes investimentos é possível tornar o transporte público coletivo mais atrativo. Portanto, vamos participar e mudar essa realidade.

Por uma mobilidade urbana melhor, contem comigo!

Grande abraço!

Higor Guerra.

Colabore você também com essa série. Mande suas experiências para hoguerra@gmail.com