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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Tendências: os Jovens e a Mobilidade Urbana


Prezadas(os),

O que pensam os jovens sobre trânsito, transporte, acessibilidade e mobilidade urbana? Segue abaixo uma interessante matéria sobre o que pensa a geração entre 18 e 24 anos. Percebe-se uma conscientização de soluções que privilegiem o coletivo, a sustentabilidade, a acessibilidade, a democracia e a cidade para o cidadão!

É necessária uma nova Política de Mobilidade Urbana para o Distrito Federal. Uma renovação na forma de pensar os deslocamentos e os potenciais de um Sistema de Mobilidade Urbana. Vamos renovar, vamos fazer a cidade que queremos!

Contem comigo!
Forte abraço!
Higor Guerra


Desinteresse dos jovens por carros preocupa montadora
A geração entre 18 e 24 anos está se importando mais com os outros e com o mundo em que vivem

Fonte: EMBARQ Brasil
Autor: Maria Fernanda Cavalcanti
Postado em: 09 de abril de 2012
Créditos da foto: Fernando Weno
Publicação: Mobilize Brasil.

Um recente artigo do The New York Times, da jornalista Amy Chozick, é mais uma prova de que os jovens mudaram. A geração entre 18 e 24 anos está se importando mais com os outros e com o mundo em que vivem, superando antigos valores e necessidades de consumo que já não os convencem e, muito menos, os satisfazem. Uma dessas mudanças importantes está no modo com que os jovens se relacionam com a mobilidade.

Há poucas décadas, o carro representava o ideal de liberdade para muitas gerações. Hoje, com ruas congestionadas, doenças respiratórias e falta de espaço para as pessoas nas cidades, os jovens se deram conta de que isso não tem nada a ver com ser livre, e passaram a valorizar meios de transporte mais limpos e acessíveis, como bicicleta, ônibus e trajetos a pé. Além do mais, “hoje Facebook, Twitter e mensagens de texto permitem que os adolescentes e jovens de 20 e poucos anos se conectem sem rodas. O preço alto da gasolina e as preocupações ambientais não ajudam em nada”, diz o artigo.

Para entender esse movimento, o texto conta que a GM, uma das principais montadoras de automóvel do mundo, pediu ajuda à MTV Scratch, braço de pesquisa e relacionamento com jovens da emissora norte-americana. A ideia é desenvolver estratégias adaptadas à realidade dos carros e focadas no público jovem para reconquistar prestígio com o pessoal de 20 e poucos anos – público que tem poder de compra calculado em 170 bilhões de dólares, segundo a empresa de pesquisa de mercado comScore.

Porém, a situação não parece ser reversível. “Em uma pesquisa realizada com 3 mil consumidores nascidos entre 1981 e 2000 – geração chamada de ‘millennials’ – a Scratch perguntou quais eram as suas 31 marcas preferidas. Nenhuma marca de carro ficou entre as top 10, ficando bem abaixo de empresas como Google e Nike”, diz o artigo. Além disso, 46% dos motoristas de 18 a 24 anos declararam que preferem acesso a Internet a ter um carro, segundo dados da agência Gartner, também citados no texto do NY Times.

O que parece é que os interesses e as preocupações mudaram e as agência de publicidade estão correndo para entendê-los e moldá-los, mais uma vez. Só que, agora, com o poder da informação na ponta dos dedos e o movimento da mudança nos próprios pés fica bem mais difícil acreditar que a nossa liberdade dependa de uma caixa metálica que desagrega e polui a nossa cidade.

Jovens brasileiros preferem transporte público de qualidade

Essa tendência de não-valorização do carro já foi apontada também pelos nossos jovens aqui no Brasil. A pesquisa O Sonho Brasileiro, produzida pela agência de pesquisa Box1824, questionou milhares de ‘millenials’ sobre sua relação com o país e o que esperavam para o futuro. As respostas, que podem ser acessadas na íntegra no site, mostram entusiasmo e vontade de transformação, especialmente, frente aos desafios sociais e urbanos como falta de educação e integração.

A problemática do transporte público se repete nos comentários dos internautas no site da pesquisa, que mantém o espaço virtual aberto para todos que quiserem deixar sua contribuição de desejo de mudança para o local em que vivem. A maioria das pessoas que opina enxerga o carro como um vilão que polui e tira espaço da cidade e acredita que a solução está em investimento em transporte público de qualidade. Esse é o desejo dos jovens brasileiros que também já mudaram e agora estão sonhando, mas de olhos bem abertos para cuidar do mundo em que vivem.

Este texto foi publicado originalmente no site The City Fix Brasil, por Maria Fernanda Cavalcanti.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Dia de Bike ao Trabalho




Maio é o mês da bicicleta, comemorado em todo mundo, e hoje (09/05) é o dia escolhido para ir de bike ao trabalho (confira a reportagem clicando aqui). Nesse espírito, vamos hoje dedicar uma matéria às questões relacionadas ao transporte por bicicleta.

Apresentação Rodas da Paz

Ontem eu participei do GT de Mobilidade do Movimento Nossa Brasília. A ONG Rodas da Paz, por meio do seu Presidente Jonas Bertucci, fez uma rica e qualificada apresentação sobre o transporte por bicicleta no Distrito Federal, apresentando diagnósticos, gráficos, avaliações das ações governamentais, políticas públicas, boas práticas de outras cidades, entre outros. 

Além da apresentação, o tema foi debatido em profundidade entre pessoas que vivenciam o transporte por bicicleta. Destaco a questão de implantação de uma política pública que trate o transporte por bicicleta como uma alternativa de deslocamento urbano (saudável, seguro, sustentável e ágil), no qual o cidadão consiga de fato cumprir uma viagem desde sua origem até o seu destino. O planejamento integrado, repensando e priorizando o transporte não motorizado, é fundamental na construção de uma nova ordem de circulação no espaço urbano. 

É muito raso tratar o assunto simplesmente com a implantação de infraestrutura. Assim, os parâmetros a serem utilizados na política de transporte por bicicleta não deveriam se ater  apenas a questões relacionadas à quilometragem de ciclovias implantadas, mas também considerar o número de usuários que utilizam a bicicleta, estatísticas de segurança viária, dados sobre qualidade do ar, entre outros.

Interessante também é o documento com contribuições do Rodas da Paz no Seminário Mobilidade Sustentável  promovido pela Câmara Legislativa do Distrito Federal. Trata-se de propostas que são divididas em 5 eixos (no qual aprofundaremos em outra oportunidade):

  • Mudança de Paradigma de Segurança
  • Controle Social
  • Transporte Público e Desestímulo ao Uso do Automóvel
  • Política Cicloviária
  • Valorização do Pedestre

Leis Distritais

Segue uma lista de leis distritais sobre o sistema cicloviário do DF:
  • Lei nº 3.885, de 07 de julho de 2006, no qual "assegura, na forma que especifica, política de mobilidade urbana cicloviária de incentivo ao uso da bicicleta no Distrito Federal, e dá outras providências".

Guia com informações para pedalar nas cidades brasileiras

Por fim, aproveito também para divulgar o Guia Bicicletando, no qual é possível encontrar várias informações para pedalar nas cidades brasileiras: http://www.bicicletando.com.br/guia/.

Espero ter contribuído e contem comigo!
Forte abraço,
Higor Guerra



sexta-feira, 25 de abril de 2014

Documentário Paz no Trânsito


Pessoal,

Vejam esse documentário sobre a Paz no Trânsito do Jornalista Hércules Silva e conheça a história que levou Brasília ser reconhecida como capital da faixa de pedestre. Muito bom! Interessante a maneira que foi realizada para "fazer que a Lei pegasse" na sociedade, trata-se de uma questão que vai além de fiscalizar o cumprimento da lei: criação de ambiente favorável e mudança de mentalidade.

No início da década de 1990, havia um cenário de trânsito urbano onde os veículos circulavam a altíssimas velocidades (100, 120, 140 km/h...), prática comum de rachas, altíssimo índice de acidentes (inclusive com vítimas fatais), pedestres que se ariscavam a atravessar as vias em quaisquer lugares, etc. Nesse ambiente, o conflito de interesses entre pedestres e motoristas (e entre os próprios motoristas) no espaço viário era muito acentuado, e sempre prejudicial ao pedestre.

O que fazer? Colocar os agentes de trânsito na rua e multar? Não, só isso não basta. O documentário mostra como os gestores trataram o assunto. Foram tomadas medidas como: a realização de estudo sério do ambiente urbano (pontos de acidentes, áreas de conflito, etc), pesquisas de práticas e comportamentos internacionais, campanha permanente de educação no trânsito, sinalização, fiscalização eletrônica do excesso de velocidade (que era desaprovada por parte da população e muitos políticos), envolvimento de instituições públicas e privadas e movimentos populares. O documentário mostra também a parceria entre a impressa e o governo pela Paz no Trânsito.

Essa ação conjunta mostra que é possível aplicar essas medidas governamentais em outras cidades brasileiras. Entretanto, fica o alerta que esse tipo de ação não pode ser realizada de forma pontual, mas deve ser de caráter permanente. Em determinadas áreas de Brasília, vejo um certo relaxamento à questão do respeito à faixa de pedestre, o que deve ser combatido.

Interessante também é que essa mobilização (poder público, iniciativa privada, imprensa, sociedade etc) pode ser aplicada a outras questões/áreas para que possamos ter uma cidade sustentável, acessível, democrática e humana.

Assista o documentário clicando aqui. Veja também a matéria sobre o assunto publicada no Portal Rodas da Paz.

Um forte abraço!
Higor Guerra

terça-feira, 22 de abril de 2014

O que é um BRT?


Prezadas(os),

Ultimamente o brasiliense tem ouvido bastante sobre o Expresso DF, ou BRT Sul, sistema de ônibus de alta capacidade que liga Gama e Santa Maria ao Plano Piloto. Já falamos sobre este sistema aqui no blog.

Mas, você sabe o que é um BRT? Bus Rapid Transit (ou Trânsito Rápido por Ônibus) é um termo que vem sendo utilizado por especialistas, políticos, gestores e também pelos cidadãos. O termo vem ganhando força e vem conferindo um certo status no campo político.

Não há unanimidade na definição de BRT, nem mesmo no âmbito do governo federal. Inclusive, existem nomenclaturas que buscam agrupar diferentes níveis de BRT. O Manual de BRT (clique aqui), por exemplo, classifica os BRTs em: BRT leve, BRT e BRT completo. Já um grupo internacional (ITDP, giz, Climate Works Foundation, icct, Rockefeller Foundation) desenvolveu um sistema de pontuação do padrão de qualidade de BRT, no qual classifica os sistemas em: BRT Standard Gold (Ouro), BRT Standard Silver (Prata) e BRT Standard Bronze (Bronze). Em outra oportunidade vamos abordar essa metodologia (adiante-se e conheça a publicação, clicando aqui).

O vídeo acima (disponível também com legenda em português) aborda elementos mínimos para caracterizar um sistema de ônibus como BRT. Pessoalmente, entendo que mais do que um emblema no qual confere a um determinado sistema como sendo um BRT, é preciso certificar se a solução é a mais adequada a realidade da localidade. A proposta deve ser eficaz (atender a demanda), eficiente (atender com otimização de recursos) e efetiva (ser realmente o que a população quer).

Neste cenário, é importante observar alguns elementos que vão conferir um sistema de BRT atrativo ao usuário: 1) rapidez no deslocamento, que pode ser conseguido com uso de faixas exclusivas e priorização nos cruzamentos viários, etc; 2) conforto e segurança, por meio de veículos modernos, seguros e acessíveis, estações climatizadas, pavimento nivelado, etc; 3) informações ao usuário, mediante uso da tecnologia de ponta, painéis, totens, etc; 4) racionalização do sistema e modicidade tarifária, por meio de integrações práticas e ágeis (incluindo bicicletas e outros meios de transporte) e adequado planejamento dos serviços. Existem outros elementos que conferem a atratividade do BRT, mas que no momento não temos a pretensão em exauri-los.

Uma simples definição que gosto de usar para definir um BRT é: um sistema de ônibus com operação semelhante ao metrô. Ou seja, vias exclusivas (sem interferências), embarque pré-pago, embarque e desembarque em nível e com total acessibilidade nas estações e arredores, e integração com outros meios de transporte (pois é um sistema troncal que precisa ser alimentado).

Um forte abraço a todas(os)!
Higor Guerra

Ajude-nos a divulgar este blog: fale com seus colegas de trabalho, vizinhos, parentes e amigos. O tema da mobilidade urbana é estratégico e faz parte do nosso dia-a-dia. Vamos juntar esforços e melhorar nossa cidade!
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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Copa 2014: Conheça o Google Transit


Prezadas(os),

Enquanto não produzimos tecnologia para facilitar a vida do cidadão nos deslocamentos, o Google anunciou um serviço de dados que permite que o usuário planeje seus deslocamentos na cidade, inclusive usando o transporte público como alternativa (leia a matéria abaixo). Fornecidos a origem e o destino, o Google Transit gera rotas considerando o uso de carro, metrô, ônibus (informando as linhas), bicicleta e deslocamentos a pé. Apresenta também uma estimativa de tempo para o deslocamento.

Fiz um teste. Coloquei como origem o Brasília Shopping e o destino o Taguatinga Shopping. O sistema gerou as rotas de carro, metrô, ônibus e a pé (a bicicleta não resultou rota). Achei bem interessante e coerente. Fiquei na dúvida quanto a linha de ônibus: 0.871. Entrei no site da Secretaria de Transporte para confrontar a informação de que essa linha realmente tinha o itinerário. Resultado: o site da Secretaria de Transportes travou e não me forneceu a informação!

Façam vocês o teste. Basta clicar neste link: 

https://maps.google.com/transit

Há também a versão para smartphones: Android e IOS.

Um forte abraço.
Higor Guerra.


Google Transit orienta sobre transporte público
em 12 cidades sede da Copa
por João Kurtz
17/04/2014 09h22 - 
Atualizado em 17/04/2014 09h22
TechTudo, globo.com
Fonte: clique aqui.

Faltando menos de dois meses para a Copa do Mundo, o Google anunciou que seu serviço de dados sobre transporte público, o Google Transit, já está disponível nas 12 cidades sede do mundial. O recurso chegou na quarta-feira (16) aos mapas de Brasília, Cuiabá, Manaus, Natal, Recife e Salvador.

As outras seis sedes – Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo – já eram cobertas pelo serviço. A funcionalidade permite que o usuário planeje suas rotas na cidade, com dados de trajetos de transportes públicos, como ônibus e metrô. A ideia é facilitar a mobilidade urbana para os moradores e turistas que encontrem na plataforma uma ajuda para não se perder pela cidade. 


O banco de dados possui informações que incluem linhas, rotas, horários, número de paradas, distância e, em alguns casos, o total da tarifa. O sistema pode ser acessado a partir do Google Maps, tanto em versões desktop e dispositivos móveis iOS e Android. As informações também estão disponíveis em outros idiomas, além do português, para os turistas.


O Google Transit foi lançado no final de 2005 nos Estados Unidos e desde então está presente em mais de 2,8 mil cidades do mundo, incluindo 22 brasileiras. Segundo o Google, o recurso possui informações de mais de um milhão de pontos de ônibus, estações de metrô, trem e balsa, com cobertura superior a um bilhão de quilômetros por dia, em todo o mundo.

"O lançamento de hoje faz parte de nossos esforços para tornar o Google Maps cada vez mais abrangente, preciso e útil para milhões de pessoas que usam transporte público", afirma o diretor de Novos Negócios do Google Brasil, Alessandro Germano. 

sexta-feira, 11 de abril de 2014

e-Mobility e a recarga de veículos elétricos por indução


Olá pessoal!

Como será nossa cidade no futuro? O que acontecerá com os veículos elétricos? Bom, só teremos respostas a essas perguntas no futuro. Mas, podemos construir um futuro a partir de hoje! Na atualidade, existem tecnologias que começam a se destacar e que possuem vasto campo de crescimento em um futuro próximo. Um exemplo disso é o wireless, já presente nos lares de muitas famílias brasileiras.

Movimentar veículos (trens, ônibus, carros, bicicletas...) requer energia. É possível transferir energia por indução, ou seja, sem necessidade de contato físico, sem fio. Assim, por que não pensar em vias dotadas de infraestrutura que permitem a recarga de veículos sem o uso de fios? Pois bem, existem empresas já desenvolvendo estas ideias e cidades implantado essa tecnologia.

Já disse aqui no blog que Brasília poderia se tornar um polo de desenvolvimento na área de mobilidade urbana, com políticas públicas de incentivo aos estudos, pesquisas e produção tecnológica. Vamos dar um passo além e buscar redirecionar nossas ações para que possamos ter uma Brasília Sustentável, Acessível, Democrática e Humana!

Um forte abraço e contem comigo!
Higor Guerra


O futuro da mobilidade urbana com veículos elétricos
Leia o primeiro "miniartigo" do novo colaborador do Mobilize que, de Portugal, comentará novidades sobre: sustentabilidade, energia nos transportes e novas tecnologias


Fonte: Mobilize Brasil 
Autor: Cláudio Mantero*
Postado em: 30 de janeiro de 2014

O primeiro assunto que tratarei será tecnologia em eletrificação. Para começar, vamos imaginar para além do que vemos hoje na mobilidade urbana utilizando veiculos elétricos. E a canadense Bombardier já deu o passo adiante ao desenvolver o projeto Primove.

A nova tecnologia criada pela empresa permite que bondes, ônibus e carros elétricos (talvez até bicicletas elétricas) possam rodar pelas ruas usando um mesmo sistema de alimentação sem fios. O segredo está na instalação subterrânea elétrica que transfere a energia para os veículos por um sistema de indução. Sem cabos, com menos manutenção, menor interferência visual e com mais segurança. O melhor, para entender, é ver o vídeo da Bombardier sobre o novo sistema.


Sistema de recarga por indução Primove

O modelo já foi implantado em algumas cidades da Europa, como Augsburg, Braunschweig e Mannheim (Alemanha), e Lommes (Bélgica). É o futuro: uma solução promissora, em que os vários modos são integrados numa rede de recarga rápida e abrangente, por proximidade (wireless). 

*Cláudio Mantero lidera o Departamento de Pesquisa e Planejamento da empresa Horários do Funchal - Transportes Públicos S.A. (Portugal)


sexta-feira, 4 de abril de 2014

Carro desprezado


Estimadas(os),

Estudo realizado em São Paulo aponta uma mudança na relação do usuário com seu automóvel. Conforme pesquisa, as classes A e B reduziram o uso de automóveis em 6% e, na mesma proporção, aumentaram as viagens a pé ou transpdesprezadoorte público em relação ao ano de 2007. Possível explicação: trânsito caótico, aumento da oferta de transporte público (principalmente metrô) e crescente conscientização socioambiental da população. O estudo também apontou maior uso do táxi e das bicicletas como alternativas. 


Saiba mais acessando o texto na íntegra no site da Mobilize: O carro já não é mais o mesmo


Acredito que as conclusões e apontamentos realizados no estudo feito em São Paulo, em alguma medida, vão se aplicar (ou já estão sendo aplicadas) também à Brasília. O caos no trânsito está sufocando a nossa cidade, gerando insatisfação dos brasilienses. Muitos motoristas já são pautados em suas viagem pelo trânsito: "Ah, não vou sair agora por conta do trânsito! Só compensa sair daqui uma hora!"

Todavia, para muitos não é fácil dizer que vai largar o carro em casa, pois a cidade ainda carece de oferta de transporte público de qualidade, carece de infraestrutura cicloviária apropriada e carece de calçadas acessíveis e decentes. Há ainda a maior insegurança por parte de quem usa o transporte público e não motorizados (pedestres e ciclistas) em relação ao usuário do veículo particular.

Sinceramente, acredito que o principal motivo que levam os usuários de carro a repensarem nas suas formas de deslocamentos é o trânsito caótico e a dificuldade de encontrar estacionamento. Para os mais ricos, a variável mais importante é o tempo; ou seja, realizar a viagem no menor tempo possível, independente do custo. Já para os menos endinheirados, o custo do deslocamento possui maior peso na decisão.

Desta forma, é fundamental que o usuário tenha a opção de escolher: se vai de carro, de metrô, de ônibus (confortável e rápido) ou de bicicleta. O que não dá é o usuário ficar refém do seu próprio carro, por falta de condições dignas de uso nos outros meios de transporte.

Um grande abraço a todos e um bom fim de semana!
Higor Guerra






sexta-feira, 28 de março de 2014

Ônibus elétrico recordista em autonomia


Prezadas(os),

Conheçam o ônibus elétrico recordista em autonomia! Mais um ganho na sustentabilidade urbana! Brasília precisa incentivar esse tipo de iniciativa. Brasília poderia ser um polo nacional de desenvolvimento tecnológico, estudos e pesquisas em Mobilidade Urbana Sustentável. Isso seria bom para nossa cidade e iria promover uma mudança nesse cenário poluído e de extrema dependência do carro. Vamos pensar nisso!

Abraços todas(os) e tenham um ótimo fim de semana!
Higor Guerra


Copenhague testa ônibus elétrico com autonomia recorde
Investida é parte dos planos da cidade dinamarquesa para se tornar neutra em carbono até 2025. Ônibus faz 325 km com uma única carga de bateria
Fonte: Exame 
Autor: Vanessa Barbosa
Postado em: 26/03/2014


Paraíso dos ciclistas e cidade modelo em mobilidade sustentável,Copenhague quer revolucionar a forma de se locomover, de novo. Depois das bicicletas, a capital da Dinamarca resolveu apostar nos ônibus 100% elétricos.

A investida é parte dos ambiciosos planos desse país europeu de alcançar a neutralidade em carbono até 2025. Mas não se trata de qualquer ônibus, claro, mas sim de um recordista. Os resultados do período de testes impressionam.

O veículo feito pela BYD, uma empresa chinesa especializada em fabricação de baterias, percorreu 325 km com uma única carga, um recorde para um ônibus apenas movido a eletricidade. Detalhe: mesmo depois do longo trajeto, o veículo ainda tinha 8% de carga.

Os primeiros testes com os dois e-bus que estão em cirulação começaram há pouco mais de quatro meses e têm duração prevista de dois anos. Eles percorrem rotas variadas sob as mais diferentes condições de trânsito.

Neste primeiro momento, os testes acontecem em torno de rotas turísticas da cidade. Com capacidade para 40 pessoas, os ônibus elétricos são menores e mais estreitos do que os convencionais, facilitando o acesso a ruas antigas.

No longo prazo, com a introdução dos veículos à frota convencional, a prefeitura da cidade espera não só reduzir as emissões de gases de efeito estufa e outros poluentes, como gerar economia nos gastos com energia, uma vez que a eletricidade custa menos do que o diesel por lá.

Acesse aqui a matéria original da Mobilize Brasil.

terça-feira, 11 de março de 2014

Especial Tóquio: Lições Sobre o Transporte Urbano


Estimadas(os),

Recentemente meu grande amigo, Geraldo Garcia, fez um curso no Japão sobre planeamento urbano, com ênfase no transporte urbano. Ele nos enviou algumas lições que aprendeu e vivenciou por lá. O aprendizado veio em momento oportuno, uma vez que Brasília e outras grandes cidades brasileiras vivem um caos na mobilidade urbana. 

A Região Metropolitana de Tóquio é mais do que 10 vezes maior do que Brasília e cidades do entorno. A lição aprendida é que é possível viver em uma cidade grande sem muitos problemas de mobilidade urbana. Chamou-me a atenção o planeamento urbano integrado, a quantidade de deslocamentos feitos por automóvel, a decisão de implantar ruas exclusivas para o pedestre, a rede e a qualidade do transporte público, além de aproveitar as infraestruturas de transporte para promover o desenvolvimento urbano.

Muito bom! Temos que analisar as boas práticas nacionais e internacionais e promovê-las, no que for possível, em nossa querida cidade! 

Geraldo, parceiro, meu muito obrigado e estamos juntos por uma Brasília melhor!

Um forte abraço!
Higor Guerra

Tóquio – Lições Sobre o Transporte Urbano

Estive no Japão durante 2 meses no final de 2013 participando do treinamento “Comprehensive Urban Transportation Planning and Project”. O curso contou com a presença de pessoas de 17 diferentes países, todos, países em desenvolvimento.

E não poderia haver lugar melhor para estudar transportes urbanos: A região metropolitana de Tóquio tem uma população de 37 milhões de habitantes, o que representa quase o dobro da população da grande São Paulo e mais de 10 vezes a do Distrito Federal, e Tóquio é uma cidade limpa, moderna, organizada, grandes espaços abertos mesmos nas regiões mais adensadas e muitas, mas muitas mesmo, ruas exclusivas para pedestres. 

Tama New Town

O transporte público funciona de tal forma bem que apenas pouco mais do que 10% dos deslocamentos pessoais na cidade são feitos com o uso do automóvel, ainda que a infraestrutura viária seja de ótima qualidade e conte com uma rede de vias expressas com mais de 300 km. O resultado é que Tóquio, grande como é, sofre menos com engarrafamentos do que qualquer cidade brasileira com mais de 1 milhão de habitantes. O metrô de Tóquio tem 13 linhas e 290 estações percorrendo 304 km, ele ainda é acrescido dos trens urbanos que formam um anel em torno e com linhas por dentro da região central da cidade, além de um conjunto de outras linhas de transportes sobre trilhos menores, como monorails, que fazem a conexão com as áreas mais distantes do centro. Este gigantesco e complexo sistema possibilita que as pessoas circulem por todos os lugares da cidade usando o transporte público. Mas não só esta abrangente cobertura incentiva seu uso intensivo, outros cuidados são também importantes: O metrô e os trens são pontuais, circulam em grande quantidade e alta frequência durante todo o dia, têm qualidade, oferecem segurança e há uma fartura de informações em todas as estações sobre as linhas, os itinerários e as tarifas.

Odaiba – Yanamote line

Uma das mensagens mais importantes que assimilei no treinamento é que o planejamento dos transportes urbanos é indissociável do planejamento urbano, a área urbana deve ser vista de forma orgânica e, neste paralelo, os transportes urbanos representariam o sistema circulatório do organismo. Uma novidade conceitual que conheci neste período foi o TOD – Transit Oriented Development que propõe o desenvolvimento de centros urbanos ao longo das linhas de metrô e trem urbano e, em especial, em torno de suas estações. São áreas residenciais e comerciais adensadas, podendo incluir shoppings, universidades, hospitais, órgãos de governo e, certamente, grandes prédios residenciais. Estas estações devem ser agradáveis aos pedestres, oferecendo grandes calçadas e passarelas, e acessíveis aos ciclistas oferecendo, inclusive, estacionamentos para as bicicletas.

Estação Central de Tóquio


No Brasil há uma carência muito grande no que se refere aos transportes coletivos e, portanto um desafio importante para os próximos anos. Há um uso excessivo dos transportes individuais motorizados, e, mesmo com os grandes investimentos atuais em transporte público pelo país, a precariedade do planejamento pode fazer com que os resultados obtidos não tragam os benefícios na escala esperada. Os conceitos absorvidos no Japão são perfeitamente aplicáveis às nossas cidades e a expectativa é que possamos rever as regras dos nossos programas de suporte financeiro aos municípios de forma que os investimentos do governo sejam, de forma mais efetiva, indutores do desenvolvimento dos nossos municípios e tragam os tantos benefícios que o transporte público traz para as áreas urbanas e para seus moradores.

JR East - Tohoku Through Line

Geraldo Freire Garcia
Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental
Secretaria Nacional de Transportes e da Mobilidade Urbana
Ministério das Cidades
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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Táxi ou Ônibus? Conheça o Kutsuplus


Kutsuplus é uma espécie de híbrido de taxi e ônibu
Kutsuplus é uma espécie de híbrido de taxi e ônibus
créditos: Divulgação
Prezadas(os),

Que tal um sistema transporte que lhe dê um serviço quase tão prático e cômodo como o táxi por um preço médio entre o táxi e o sistema convencional de ônibus? Poderíamos talvez enquadrá-lo como um serviço especial de ônibus (tipo frescão), mas sem itinerário pré-definido e com tarifa variável. Muito interessante e explora os recursos tecnológicos. Vejam na matéria da Mobilize.

Finlândia cria sistema de transporte
que mescla táxi e ônibus
Você paga por ele como se fosse um ônibus, mas ele te pega 
e te deixa no lugar que você precisa ir
Autor: Da redação|Postado em: 04 de dezembro de 2013|Fonte: Catraca Livre/FastCompany

Aqui está uma nova ideia para se locomover pelas cidades. Nem táxi, nem ônibus convencional, o Kutsuplus é uma espécie de híbrido dos dois que está sendo testado em Helsinque, Finlândia.

Para pegá-lo, é preciso se registrar online e pagar previamente uma tarifa de €3,50. Depois, selecionar endereço de partida, destino e horário.

Conforme chegam os pedidos, o sistema calcula diferentes rotas em tempo real e agrupa passageiros que estejam partindo ou indo para locais próximos.

Em seguida, o sistema encaminha o usuário para um ponto, onde ele mostra ao motorista seu número de confirmação e se junta a seus companheiros de viagem.

O micro-ônibus com capacidade para nove pessoas leva os passageiros para o mais perto possível de onde eles pretendem ir.


O Kutsuplus é um híbrido entre táxi e ônibus e seu preço, consequentemente,
fica na média entre os dois meios de transporte. Foto: Divulgação Kutsuplus

Uma vez no ponto de chegada, o Kutsuplus fornece um mapa que mostra a eles como caminhar até seu destino final.

Atualmente, existem 10 ônibus, que operam das 7h30 até às 18h30, e mais 35 estão previstos. O preço é um valor médio entre uma corrida de táxi e uma passagem de ônibus local: os €3,50 iniciais e fixos, mais 45 centavos por quilômetro.

Os criadores do sistema reconhecem que o Kutsuplus é mais fácil de ser implementado em cidades como Helsinque (com 604 mil habitantes) do que em grandes metrópoles, mas acreditam que a ideia deve ser incentivada.


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Interessante! Hoje é sexta-feira, dia que muitos amigos gostam de um happy hour. Talvez esse tipo de serviço de transporte atendesse muitas pessoas que gostam de tomar umas cervejinhas e que (conscientes) não dirigem. Todavia, para pegar aqui no Brasil, acredito que a primeira coisa a ser feita é escolher um nome mais popular para este sistema de transporte. Que tal Táxi-bus? O que acharam desse sistema? Alguma outra sugestão de nome? Comentem!

Pessoal, um ótimo fim de semana!

Grande abraço!

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

10 Pontos de ônibus para você não esquecer!


Bom dia pessoal!

Hoje é sexta-feira! Que tal umas curiosidades sobre a arquitetura de alguns pontos de ônibus! Matéria do nosso parceiro Mobilize Brasil! Grande abraço e um excelente fim de semana!

10 pontos de ônibus como você nunca viu antes
Ficar esperando em filas, no banco, no médico, na praça de alimentação, é algo muito chato. Esperar ônibus então, nem fala

Autor: Aline Croce em parceria com a Kanui  |  Postado em: 04 de novembro de 2013  |  Fonte: Catraca Livre

O Canadá teve uma ideia genial quando colocaram um ponto de ônibus com cadeiras de balanço musicais. Mas, já pensou se o ponto tivesse ar condicionado ou um morango gigante? 
Sim, isso existe. Confira os pontos de ônibus mais criativos, espalhados pelos quatro cantos do mundo, inclusive no Brasil e descubra qual o seu próximo destino, ou melhor,qual o ponto de ônibus onde você gostaria de esperar pelo busão.

 Califórnia, Estados Unidos

 Konagai, Japão

 Dubai, Arábia Saudita

 Atenas, Geórgia (Estados Unidos)

 Yosemite Village, Califórnia – EUA

 Paris, França

 Minneapolis, Estados Unidos

 Curitiba, Brasil

 Florença, Itália

Rainier Valley, Seattle


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

População pobre enfrenta os maiores problemas de mobilidade urbana nas grandes cidades brasileiras


Pessoal,

Ontem o IPEA divulgou um comunicado a respeito dos dados do PNAD/IBGE relativos à mobilidade urbana. Com o aumento de renda do brasileiro, cresce também a taxa de motorização da população e se agravam os tempos gastos nas viagens casa-trabalho. Quem mais sofre com isso são as pessoas pobres com renda per capita entre meio e um salário mínimo. Outra observação interessante é a de que os benefícios do vale-transporte pouco influenciam pessoas em condição de extrema pobreza (renda per capita inferior a meio salário mínimo), evidenciando a necessidade de se implantar políticas específicas de mobilidade para trabalhadores informais e desempregados.

E você, prezado(a) leitor(a)? Em sua rotina de deslocamentos casa-trabalho, você tem gastado mais tempo a cada ano que se passa?

Brasileiro gasta, em média, 30 minutos para chegar ao trabalho
Comunicado do Ipea, divulgado nesta quinta-feira, 24, analisou dados da PNAD sobre mobilidade urbana
23/10/2013 16:19

Apesar de ter melhorado a renda e aumentado a posse de veículos automotores, a população pobre ainda enfrenta os maiores problemas de mobilidade urbana nas grandes cidades brasileiras. Entre as pessoas com renda per capita de meio a um salário mínimo, 17% passam mais de uma hora no deslocamento casa/trabalho. Essa proporção é seis pontos percentuais superior à registrada nas famílias mais ricas (acima de cinco salários mínimos).

Os extremamente pobres (renda de até um quarto do salário mínimo), por outro lado, passam, em média, tempo menor presos em engarrafamentos (58% gastam menos de 30 minutos). Essa situação, porém, reflete a falta de condições de mobilidade desse estrato da população, que se vê obrigado a trabalhar em locais próximos de casa por não poder pagar os custos do transporte público.

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE) 2012 sobre os deslocamentos casa/trabalho, assim como sobre a posse de veículos automotores e o acesso à política de auxílio-transporte, foram apresentados pelo Ipea nesta quinta-feira, 24, durante a coletiva de divulgação do Comunicado nº 161 – Indicadores de mobilidade urbana da PNAD.

Padrão de mobilidade
O texto do Comunicado afirma que “o padrão de mobilidade urbana no Brasil vem se alterando nos últimos anos com o aumento acelerado da taxa de motorização da população, o que significa mais acidentes de trânsito, maior poluição veicular e perda de tempo em função dos congestionamentos nos centros urbanos”.

Entre 2008 e 2012, a proporção de domicílios com algum tipo de veículo privado saltou oito pontos percentuais. Atualmente 54% dos lares brasileiros tem na garagem um carro e/ou moto. “É a primeira vez que este número ultrapassa a marca dos 50%”, ressaltou o técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea Carlos Henrique Ribeiro de Carvalho, coordenador da pesquisa.

Como resultado do maior número de veículos nas ruas, o tempo médio gasto para chegar ao trabalho pelos habitantes das regiões metropolitanas atingiu 40,8 minutos - a média, no Brasil, é 30,2 minutos. As capitais do Norte e Nordeste tiveram as pioras mais significativas nas condições de tráfego. Belém, Salvador e Recife apresentaram, entre 1992 e 2012, taxas de crescimento do tempo de viagem de 35%, 27,1% e 17,8%, respectivamente.

Auxílio-transporte
Outra constatação do estudo do Ipea foi a ineficácia das políticas de auxílio-transporte para as camadas pobres. De acordo com a PNAD, apenas 11% das pessoas extremante pobres recebem vale-transporte. “As classes baixas têm os maiores percentuais de informalidade no trabalho, de forma que a política do vale-transporte não atinge justamente quem mais precisa”, ressalta o texto.

O Comunicado conclui ser inevitável a tendência de aumento na taxa de motorização da população, especialmente com a contínua melhora na renda dos trabalhadores, o que gerará impactos sobre as condições de mobilidade e exigirá investimentos vultosos por parte dos governos em melhoria da infraestrutura de mobilidade nas próximas décadas.



Acesse o texto original clicando aqui.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

São Paulo será palco do filme Bikes X Cars


Estimadas(os),

A cidade de São Paulo será palco do filme Bikes X Cars. Vejam a matéria abaixo da Mobilize Brasil (para acessar o original clique aqui). Recomendo também assistirem o trailler do filme clicando aqui.

Bikes x Cars: dê seu apoio a este documentário
Produção do cineasta Fredrik Gertten vai abordar os problemas provocados pelo excesso de carros. O diretor quer receber apenas o apoio de pessoas, que podem doar um dólar

Autor: Marcos de Sousa  |  Postado em: 14 de outubro de 2013  |  Fonte: Mobilize Brasil

As bicicletas em São Paulo vão ser destaque no documentário Bikes x Cars, em produção pelo cineasta sueco Fredrik Gertten, da WG Film. Autor de vários documentários premiados (veja mais em wgfilm.com), Gertten escolheu a capital paulista para rodar boa parte de seu novo filme, que também terá gravações em Los Angeles, Toronto, Bogotá, Copenhague e Shangai. A proposta é abordar o beco-sem-saída do uso indiscriminado do automóvel em todo o mundo e suas consequências para o ambiente urbano e para o clima global. Hoje o mundo já tem 1 bilhão de carros. Em 2020, daqui a sete anos, serão 2 bilhões de automóveis circulando pelas grandes cidades do planeta, diz o trailler do filme.

Para viabilizar a produção, que custará 50 mil dólares, Gertten não quer o patrocínio de empresas - "elas têm seus interesses particulares" -, mas apenas de pessoas, que podem doar qualquer valor a partir de um dólar. A ideia é viabilizar o documentário com o apoio de cidadãos que sejam interessados em um novo modo de mobilidade urbana, explica o diretor. O projeto está aberto para contribuições na ferramenta de crowdfunding Kickstarter, com prazo até o final de outubro.

O roteiro de Bikes x Cars também discute a enorme cadeia econômica dependente do carro, desde a fabricação de aço, veículos e autopeças, à produção de combustíveis, os serviços de estacionamento e os grandes negócios envolvendo a construção sem fim de mais e mais pistas para a rodagem dos carros particulares.

"Toda essa gigantesca engrenagem funciona para atender aos interesses de grupos econômicos e dos políticos a eles vinculados. Formas simples de locomoção, como pedalar ou caminhar podem ser estimulados para mudar o modo de vida nas cidades. Mesmo as grandes obras de metrôs, corredores de ônibus e outros sistemas poderiam ser reduzidas se a cidade e seus fluxos for pensada para o uso dos transportes de baixo impacto", pondera Fredrik Gertten.

Mas por que São Paulo? Gertten explica que a cidade é um exemplo fascinante dos problemas que o excesso de carros pode provocar no ambiente urbano, especialmente neste momento em que a classe média brasileira está em franco crescimento. "Esse fenômeno já aconteceu na Europa, provocou uma série de problemas e agora atinge países como a China, Índia e Brasil. São Paulo, por exemplo, tem um clima ameno e grandes áreas planas que permitiriam a circulação confortável de bicicletas. Imagine se 40% das viagens diárias dos paulistanos fossem feitas de bike. A cidade seria outra. Copenhague, na Dinamarca, fez essa transformação".
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Como seria esse filme se fosse gravado aqui em Brasília?

É importante que tenhamos consciência das nossas escolhas e respeito pelas escolhas do próximo. Acredito que esse filme irá marcar bem isso! O carro tem seu papel dentro das necessidades do ser humano, bem como a bicicleta também possui suas vantagens e racionalidades.

Bom fim de semana a todos!

Abraços!

Higor Guerra

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Proposta de Sistema de Informações de Mobilidade Urbana será apresentada até final do ano

Prezadas e prezados participantes/leitoras(es) deste blog,

Em 11 de setembro de 2013, nós conhecemos um pouco mais sobre o Sistema Nacional de Mobilidade Urbana (Não viu? Clique aqui!). A Lei da Mobilidade Urbana (Lei nº 12587/12), no seu art. 16 inciso III, estabelece o seguinte:

Art. 16.  São atribuições da União: 
...
III - organizar e disponibilizar informações sobre o Sistema Nacional de Mobilidade Urbana e a qualidade e produtividade dos serviços de transporte público coletivo; 

Neste sentido, encontrei informações sobre o assunto no site da Associação Nacional de Transporte Público - ANTP. Veja a matéria abaixo (clique aqui para acessar o texto original):

Proposta de estruturação do Sistema de Informações de Mobilidade Urbana (SIMU) será apresentada até dezembro
11/10/2013 09:00
ANTP

Um grupo técnico criado no âmbito da Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana (SeMob), do Ministério das Cidades, e que conta com a participação da Associação Nacional de Transporte Público (ANTP) e de outras entidades do setor, terá até o final deste ano para apresentar uma proposta de estruturação do Sistema de Informações de Mobilidade Urbana (SIMU). A informação foi prestada pelo diretor de Cidadania e Inclusão Social da SeMob, Marco Antônio Vivas Motta, ao participar em 10 de outubro de 2013 da última sessão do 19º Congresso da ANTP, sobre sistemas de informações para o segmento.

Vivas Motta explicou que a Lei de Mobilidade Urbana (Lei 12.587/12) define como atribuição da União a tarefa de organizar e disponibilizar informações sobre o sistema mobilidade urbana e a qualidade e produtividade dos serviços de transporte público coletivo.

Ele acrescentou que onovo sistema deverá se alimentar de informações de sistemas já existentes, em especial o Sistema de Informações da Mobilidade Urbana (SiMob), da ANTP, criado há dez anos, e o sistema mantido pela Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbanos (NTU). "Não se pretende que o SIMU substitua esses sistemas que já existem”, disse, deixando claro que essas bases de dados atuarão de forma cooperativa.

O SIMU deverá reunir e disponibilizar informações sobre diferentes áreas de interesse para o setor, entre as quais acessibilidade, custos e tarifas, modos de transporte, instrumentos de gestão, planejamento de políticas urbanas, meio ambiente, qualidade de serviços, segurança, gestão institucional e financiamento.

Além da ANTP, da NTU e da própria Secretaria Nacional do Transporte e da Mobilidade Urbana, integram o grupo técnico o Instituto de Pesquisa Econômica Aplica (IPEA), a Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), o Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) e a organização Embarq Brasil.

INFORMAÇÕES

Jorge Kogan, assessor da vice-presidência de Infraestrutura do da vice-presidência do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), apresentou na sessão a série histórica de cinco anos (2007-2011) do Observatório da Mobilidade Urbana (OMU), sistema que iniciou que reúne informações sobre mobilidade urbana em cidades latino-americanas, incluindo cidades brasileiras, e que foi constituído na segunda metade da última com apoio da ANTP. As informações estão disponíveis pelo portal da entidade.

Eleonora Pasos, chefe do escritório da Divisão América Latina (DAL) da União Internacional de Transportes Públicos, fez um histórico dos programas da UITP para reunir e disponibilizar informações sobre mobilidade urbana.

Bernardo Alvim, assessor do escritório do Banco Mundial em Brasília, apresentou ideias da instituição a que pertence para que os países latino-americanos implementem programas de estruturação da mobilidade.

A sessão foi coordenada por Eduardo Alcântara Vasconcellos, um dos responsáveis pela implantação do Sistema de Informações da Mobilidade Urbana (SiMob) da ANTP. Ele fez uma apresentação inicial sobre esse sistema, mostrando exemplos de como osdados são reunidos e disponibilizados. O SiMob pode ser livremente consultado no portal da ANTP

Para quem interessar, há o Relatório Geral da ANTP sobre o Sistema de Informações da Mobilidade Urbana da ANTP, com diversos dados e gráficos sobre o tema. Para acessar basta clicar aqui.

Bom fim de semana a todos!
Grande abraço!

sábado, 5 de outubro de 2013



Conheçam o Herói do Metrô de Tóquio!

"Super-herói" ajuda passageiros nas escadas do metrô de Tóquio
Tadahiro Kanemasu, um jovem de 27 anos, se veste de herói para ajudar pessoas a atravessar os 34 degraus até a saída da estação de metrô

Autor: Da redação  |  Postado em: 01 de outubro de 2013  |  Fonte: Fantástico

Franzino, barrigudinho, ele não tem físico, nem poderes extraordinários. Mas Tadahiro Kanemasu, de 27 anos, desde junho cumpre essa missão. E já conquistou fama internacional como o mais novo super-herói de Tóquio!

Tóquio - cidade famosa pelos prédios, torres... E monstros?! Os seriados japoneses adoravam destruir a cidade. A destruição só não era total por que sempre surgia um herói. Felizmente, sempre foi ficção. Mas que ninguém se engane: na vida real, os perigos podem estar na porta do metrô.

São 34 degraus até a saída da estação. Um tremendo desafio para quem carrega malas, sacolas de compras, ou se você é mãe com um carrinho de bebe. E se você precisa de ajuda, a quem você apela? Em Tóquio, você tem um herói.

Ele está sempre atento, mas é cordial. Cumprimenta todo mundo, dá orientações pra quem está perdido, tira fotos, mas quando percebe alguém carregando algo pesado: parte pra ação!

Após ajudar alguém, se despede e volta correndo ao posto - uma loja desativada, estrategicamente ao lado de uma das saídas da estação.

Ficou famoso ao redor do mundo. “A máscara ele não tira, mas já sabemos o nome dele”, disse uma mulher.

Assim, de perto, vê-se que Tadahiro não tem tantos músculos... E é até meio barrigudinho. Mas não foge da responsabilidade! E o Fantástico começa perguntando: "por que você não tira a mascara e ajuda as pessoas de cara limpa?". Ele responde que tem vergonha, que prefere esconder o rosto. Tadahiro não conta onde trabalha, diz apenas que é numa loja de produtos naturais das redondezas.

"Às vezes, é preciso pedir ajuda a um funcionário do metrô. Mas nem sempre eles podem sair do serviço", disse outra mulher. O herói do metrô de Tóquio se diverte, especialmente no contato com as crianças.

Registramos o momento em que o senhor Sato, dono de uma loja de fantasias, entregou um kit completo. "Ele acredita que em breve surgirão outros heróis. Principalmente depois do terremoto e tsunami de 2011, muita gente descobriu a importância de ser solidário" conta.

Não é todo dia que a gente vê um herói, ainda mais de um herói que faz propaganda de si mesmo. Num cartaz ele pede ajuda, está procurando outros heróis. "Qualquer pessoa pode ser herói desde que tenha disposição e vontade pra tornar essa estação num lugar onde todos podem ser felizes".

Matéria original: Clique aqui.

Também precisamos de uns heróis na mobilidade urbana do DF!

Grande abraço!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Bikes Elétricas: conforto e praticidade


A bikes elétricas estão ganhando maior espaço nas cidades brasileiras como opção aos carros e ao transporte público. Segue o link de um vídeo sobre esse meio de transporte que concilia conforto e praticidade. O vídeo é do Auto Esporte e foi ao ar ontem em homenagem ao Dia Mundial Sem Carro!

http://g1.globo.com/autoesporte/videos/t/todos-os-videos/v/saiba-quais-sao-as-novidades-das-bikes-eletricas/2840647/

Bem que essas bikes poderiam ganhar uns incentivos fiscais e maior produção em escala para reduzir custos! Abraços!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Fator cultural nas soluções de mobilidade urbana

Neste fim de semana passado, eu tive a oportunidade de conhecer o Prof. Sandro, líder de movimento negro, que defende, entre outras, questões relacionadas à infraestrutura em comunidades negras. Dizia ele que os brasileiros são muito influenciados pelas culturas européia e americana, no qual naturalmente nos levam a pensar em soluções dadas naqueles países para equacionar nossos problemas.

Essa conversa me fez refletir sobre o assunto. No campo da mobilidade urbana, por exemplo, diversas soluções adotadas por nós são provenientes de êxitos em países como França, Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos. Podemos citar exemplos: as autopistas americanas e o transporte sobre trilhos dos franceses.

O Brasil absorve aprendizados até mesmo de alguns países asiáticos como o Japão e, recentemente, determinadas tecnologias chinesas e coreanas.

Preciso aqui fazer um parênteses e registrar uma contribuição brasileira voltada ao transporte público coletivo. Trata-se do conceito de Trânsito Rápido por Ônibus que foi concebido na década de 1970 em Curitiba/PR e ganhou o mundo. Apesar de ser uma ideia brasileira, a solução é mais conhecida (inclusive no Brasil) como Bus Rapid Transit - BRT, um nome em inglês.

Porém, poucas soluções o brasileiro usa como sendo provenientes de países africanos. Eles também possuem soluções para seus deslocamentos. O Professor me lembrou do transporte não motorizado com tração animal. Trata-se de um meio bastante utilizado por brasileiros que é muitas vezes negligenciado por gestores públicos e desprezado por usuários do transporte motorizado.

Estamos vivendo as experiências de um mundo globalizado, portanto, é natural que passamos cada vez mais conhecer e adotar as soluções utilizadas em outros países. Mas, me pergunto: será sempre benéfico adotar soluções internacionais para resolver problemas similares nacionais? Tenho chegado a conclusão que não. Por mais que determinados problemas de mobilidade urbana sejam os mesmos, há uma importante variável a ser considerada no equacionamento: a cultura de cada povo.

Cada país tem sua história e sua cultura. A mobilidade urbana é um assunto multidisciplinar que envolve comportamento humano (não há como desconsiderar isso). Portanto, penso que nem sempre boas soluções dadas na Europa são as mais bem aplicadas no Brasil. São culturas distintas. Além do sangue europeu, nosso povo tem grande influência de culturas africanas (e outras). 

Assim, penso que é importante conhecer bem nossas particularidades para poder adaptar soluções provenientes de outros países. Tenho incorporado em meus discursos que as soluções de mobilidade urbana precisam ser eficazes, eficientes e efetivas. Eficaz pois as soluções precisam de fato resolver o(s) problema(s); eficientes pois as soluções precisam resolver da melhor maneira possível (custo benefício); e efetivas pois as soluções precisam refletir o que a população realmente quer.

Para concluir, quero fazer com vocês um pequeno exercício com a figura desta postagem. A figura é um mapa usado em Johanesburgo (África do Sul), que visa orientar o usuário na comunicação com o motorista por gestos, informando-o seu destino (bairro) que pretende ir. Pode ser um tanto complicado para nós, mas é o dia-a-dia daquela comunidade. 

Digamos que os governantes de Johanesburgo resolvam melhorar o sistema de transporte, incluindo o seu sistema de informações ao usuário. Se eles adotarem um sistema de comunicação usado nos metrôs londrinos (totalmente diferente do praticado na região afriacana) sem qualquer adaptação, é bem possível que gere um caos nas primeiras semanas. Com o passar do tempo, é possível que a população se adapte à nova "cultura", mas a implantação pode simplesmente não vingar. Portanto, o ideal é conhecer as soluções mundo a fora voltadas à informação ao usuário e estabelecer qual delas seria a melhor a ser adaptada a sua realidades. Após, fazer um trabalho junto aos usuários de forma a introduzi-las gradualmente.

Abraços!