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sábado, 31 de maio de 2014

Maio Amarelo e as tristes lembranças de um acidente



Prezadas(os),

Iniciamos o mês aderindo ao Movimento Maio Amarelo (relembre aqui), que visa estimular medidas coordenadas com o intuito de reduzir o número de acidentes e a gravidade. Hoje, no último dia de maio, vamos comentar um acidente fatal que ocorreu em Águas Claras justamente no dia das mães, acabando com uma família. A matéria é do Correio Braziliense e se encontra abaixo.

Trata-se de mais dor na nossa sociedade devido a um acidade de trânsito, ocasionado por uma pessoa que resolveu dirigir bêbado e em alta velocidade. É mais uma família que amargura a perda inesperada de pessoas queridas. É mais uma família que se acaba de forma inesperada, encerrando sonhos e planos. Aonde vamos parar?

E o que fazer para reduzir os acidentes? Basicamente nossos governantes têm o dever de garantir/promover: 1) vias adequadas, sinalizadas, seguras e fiscalizadas; 2) veículos aptos à circulação, mediante fiscalização rigorosa, e com dispositivos de segurança; e, 3) maior conscientização dos usuários e rigor na aplicação de penalidades com aqueles que insistem em infringir o Código de Trânsito Brasileiro. Além disso, temos (nós sociedade) que nos conscientizar sobre a necessidade de respeitar as leis de circulação e exigir uma postura adequada dos nossos representantes políticos sobre o assunto.

Na área do acidente, houve o fechamento do cruzamento, impedindo a conversão à esquerda. Realmente aquela conversão era inapropriada, pois não permite uma adequada visualização dos veículos que trafegam no sentido oposto da via.

Agora é preciso que a justiça seja feita. Entretanto, infelizmente, não há nenhuma ação que possa ser feita de forma a recompor essa família.

O mês de maio está acabando, mas nossa luta pela paz no trânsito continua! Vamos juntos!

Um grande abraço!
Higor Guerra

Veja como foi o acidente que matou 
mãe e filha em Águas Claras

Flagrado pelo teste do bafômetro, o responsável pela tragédia acabou preso - ele estava com habilitação suspensa. Justamente por dirigir bêbado


Thiago Soares
Publicação: 12/05/2014 09:39 Atualização: 13/05/2014 00:03
Veja a matéria original, clicando aqui.

Enquanto várias famílias comemoravam o Dia das Mães, uma sofria com a irresponsabilidade no trânsito. A jornalista Alessandra Tibau Trino Oliveira, 33 anos, e a filha, Júlia Trino Oliveira, de 1 ano e meio, morreram após uma picape bater no veículo em que seguiam com Gabriel Faria de Oliveira, 31, marido e pai das vítimas. O condutor da Saveiro, Rafael Yanovich Sadite, 33, além de dirigir em alta velocidade numa via de 60km/h, estava embriagado, conforme resultado do teste do bafômetro - ele estava com a Carteira Nacional de Habitação (CNH) suspensa. O Correio apurou que o condutor perdeu temporariamente a licença justamente por dirigir bêbado em 2010. O enterro das duas será realizado hoje no Cemitério Campo da Esperança. 

O acidente aconteceu por volta da 1h de ontem. A família havia saído de um encontro com parentes no Park Way e voltava para casa, na Quadra 21 de Águas Claras. O corretor de imóveis Gabriel conduzia um Honda Fit pela DF-079, quando passou pelo cruzamento que dá acesso à via de entrada da cidade, na Quadra 5 do Park Way, próximo ao viaduto localizado embaixo da linha do metrô. Ali, o veículo foi atingido pela Saveiro. Com o forte impacto, o Fit capotou. A picape parou a cerca de 80m do ponto da colisão.

O Corpo de Bombeiros prestou atendimento, mas Alessandra morreu no local. Júlia, então em estado grave, e Gabriel foram encaminhados para o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A criança, porém, não resistiu aos ferimentos. O pai teve duas costelas quebradas e ferimentos no rosto. Recebeu alta médica horas depois, e está sob os cuidados de familiares na casa da mãe. Ele chegou a atender uma ligação do Correio, mas, em estado de choque, não teve condições de falar. “É um momento de muita dor, mas a nossa intenção é que os motoristas tomem consciência na hora de pegar o volante. Quando alguém bebe e vai dirigir, está automaticamente dispondo a tirar a vida de alguém. Não vamos trazer elas (mãe e filha) de volta com isso, mas queremos que as pessoas se conscientizem”, disse Ana Carolina Andrade, 29 anos, prima de Alessandra.

Rafael Sadite teve apenas escoriações leves. Recebeu atendimento no Hospital Regional de Taguatinga, onde foi preso em flagrante por agentes da 21º Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul). Ele prestou depoimento e foi indiciado por duplo homicídio doloso e uma tentativa de homicídio dolosa. A Carteira Nacional de Habitação (CNH) dele estava suspensa. O Correio apurou que o condutor perdeu temporiamente a licença justamente por dirigir bêbado em 2010.

Leandro Yanovich Adão, primo de Rafael, estava no banco do carona da Saveiro e quebrou as pernas. Foi levado para o HBDF.

Sorriso
Gabriel e Alessandra se conheciam havia oito anos. Ela morava no Rio de Janeiro e, ao visitar Brasília, foi apresentada ao corretor de imóveis. Ter um filho era o sonho do casal, que planejava aumentar a família desde o casamento, há dois anos. Segundo os parentes, antes do nascimento de Júlia, a jornalista sofreu um aborto. Em 2012, engravidou novamente, e nasceu a Princesinha, como era chamada pelos mais próximos. “Ela era uma criança extremamente alegre e amada por todos. Era impossível não se contagiar com o sorriso dela”, contou Ana Carolina.

Há um mês, a menina atuou como dama de honra no casamento da prima. “Estamos todos sentidos, as duas (mãe e filha) eram verdadeiras companheiras”, comentou. O velório está previsto para hoje, a partir das 8h, no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul.




quarta-feira, 28 de maio de 2014

Brasília: capital das ciclovias?



Estimadas(os),

Com muito orgulho, promovo aqui o vídeo "Brasília: capital das ciclovias" produzido por Uirá Lourenço. Será mesmo que Brasília é referência nacional e internacional no transporte por bicicleta? É importante termos a noção da diferença entre transporte por bicicleta e infraestrutura cicloviária.

Brasília já conta com mais de 400 km de infraestrutura cicloviária, superando muitas grandes cidades que são referência mundial no assunto. As ciclovias e ciclofaixas são apenas parte de um sistema de transporte por bicicleta. É fundamental encarar o assunto com maior profundidade. O usuário ciclista sai de uma origem (casa dele, por exemplo) e segue para um destino (trabalho, por exemplo), necessitando utilizar uma infraestrutura apropriada (ciclovias, ciclofaixas, ciclorotas...), no qual enfrenta obstáculos e conflitos de interesse ao longo do percurso (especialmente com veículos automotores), além de seguir regras básicas de trânsito (no qual conta que os outros usuários do trânsito também observem essas regras de convivência pacífica).

Definitivamente, é preciso encarar a bicicleta como meio de transporte, uma opção de deslocamento do cidadão. Vamos promover campanhas de conscientização no trânsito, ampliar os canais da gestão democrática, rever projetos, criar condições seguras de trânsito noturno (iluminação), reavaliar os traçados da infraestrutura (permitindo o acesso aos principais polos geradores de tráfego e sem descontinuidades), implantar/ampliar a integração com o transporte público coletivo, estimular campanhas de incentivo ao uso da bicicleta, entre outras atividades.

Brasília tem condições para se tornar referência internacional do transporte por bicicleta. Vamos qualificar o tema! Contem comigo!

Uirá, parabéns! Continue mostrando a realidade dos ciclistas do DF!

Abraço grande!
Higor Guerra

segunda-feira, 12 de maio de 2014

De olho em 2020: Necessidade de multi centros no DF e Entorno




Prezadas(os),

Um grande problema que enfrentamos na mobilidade urbano é o fato de termos muitas pessoas indo para os mesmos lugares ao mesmo tempo. O ser humano necessita realizar atividades que dependem de seus deslocamentos no espaço. Essas atividades são trabalho/emprego, saúde, escola, serviços gerais etc.

Polos Geradores de Tráfego

A Figura 1 apresenta um mapeamento dos Polos Geradores de Tráfego do Distrito Federal, mostrando a grande influência da Região Administrativa de Brasília, o que demanda viagens de cidadãos de todo DF à área central. Muitas atividades são largamente oferecidas no centro da Capital Federal ao passo que nas cidades-satélites e cidades do entorno predominam a carência de muitos serviços/bens públicos e privados. Taguatinga é uma das raras exceções.

Hospitais e escolas privadas são mais facilmente encontradas no Plano Piloto. Edificações destinadas a atividades culturais e de lazer dificilmente se encontram nas cidades-satélites e entorno. Verifica-se até mesmo a ausência do poder público em determinadas Regiões Administrativas como é o caso da inexistência de escolas públicas em Águas Claras.

Este quadro do uso do solo no DF gera excessiva dependência de toda cidade em relação ao centro (Plano Piloto), o que contribui para a realização de deslocamentos de longa distância, normalmente feitos por veículos particulares (o que gera congestionamentos e insuficiência de vagas de estacionamento) ou por (insatisfatórios) serviços de transporte público coletivo.

Figura 1: Polos Geradores de Tráfego

Concentração de empregos

Segundo o Plano Diretor de Transporte Urbano do DF (PDTU), a Região Administrativa de Brasília concentra 37,4% dos empregos oferecidos em 2010 a região do Distrito Federal e Entorno. Se considerarmos o Centro Expandido (Brasília, Cruzeiro, Sudoeste/Octogonal, Candangolândia, Guará, Núcleo Bandeirante, e Lagos Sul e Norte), alcança o percentual de cerca de 46,7%. Lembrando que esse centro expandido não representa nem 10% do total da população do DF e municípios do entorno.

Linhas de desejo

Outra forma de "enxergar" essa dependência da área central do DF é por meio das linhas de desejo (PDTU, páginas 65, 66 e 67), que são montadas a partir das matrizes origem-destino. Elas representam as necessidades (desejos) dos usuários em acessar determinadas áreas para realização de alguma atividade (escola, trabalho, lazer etc). As figuras abaixo mostram os relacionamentos (ou necessidades de deslocamentos) entre as cidades. Notem dois pontos: são representadas apenas as linhas a partir de um patamar (acima de 5.000 viagens, por exemplo) e quanto mais grossas as linhas maior a relação de viagens.

Figura 2: Transporte Público Coletivo - Situação 2009

Figura 3: Transporte Individual - Situação 2009

Figura 4: Transporte Público Coletivo - Pico da Manhã - 2010


Figura 5: Transporte Individual - Pico da Manhã - 2010



Perspectivas para 2020

O PDTU traz simulações para 2020. Ele considera dois tipos de cenários econômicos: tendenciais (com curva de crescimento ascendente: taxa média de crescimento econômico de 2,9%) e exploratórios (com estabilização econômica). 

Não sou especialista em economia, mas pelo que acompanho os noticiários, se não forem tomadas determinadas medidas econômicas, o cenário tipo tendencial pode ser considerado demasiado otimista. De toda forma, quero apresentar os resultados alcançados no PDTU (página 94) por esses cenários tendenciais (que preveem a criação significativa de empregos):

- Brasília detém 37,4% dos empregos oferecidos em 2010 na região do Distrito Federal e Entorno, em 2020 passa a 34,9%;
- Centro Expandido: a proporção da concentração de empregos cai de 46,7% em 2010 para 43,6% em 2020;

Percebe-se que o centro da Capital Federal não irá perder seu status de grande pólo gerador de tráfego (veja as Figuras 6 e 7); entretanto, os resultados mostram que é possível descentralizar as atividades (ou reduzir a dependência excessiva) em relação ao Plano Piloto, especialmente nos eixos sul e oeste da cidade, minimizando os impactos negativos projetados para 2020 na mobilidade urbana.

Figura 6: Transporte Público Coletivo - Pico da Manhã - 2020

Figura 7: Transporte Individual - Pico da Manhã - 2020


Conclusões

Diante dessas análises e projeções, quero alertar para o seguinte: é fundamental que a próxima gestão governamental se atente para a necessidade de descentralizar as atividades do Plano Piloto. É fundamental a criação de um programa de incentivos que possibilite o pleno desenvolvimento econômico, social, cultural e ambiental das cidades-satélites. Neste contexto, o Sistema de Transporte Público pode agir como um forte indutor desse processo, contribuindo na orientação o desenvolvimento urbano. Como diretriz da exploração desse potencial, é interessante observar as premissas usadas nas simulações feitas (PDTU, página 83):

- Desenvolvimento de subcentros, por conta de projetos implantados pelo poder público como as Áreas de Desenvolvimento Econômico;
- Concentração de áreas de comércio e serviços em pontos de transbordo do sistema metroviário ou de transportes coletivos;
- Desenvolvimento de subcentros em trechos específicos ao longo de corredores de transportes;
- Compactação dos subcentros de Taguatinga, Guará, Gama, Sobradinho e Ceilândia, que passarão a exercer maior influência na oferta de empregos;
- Formação de novos centros de emprego na área do Centro Administrativo do Distrito Federal e de
outros empreendimentos, como o campus da Universidade de Brasília;
- Continuidade de concentração de atividades terciárias na Área Central de Brasília".



Por uma melhor cidade e uma melhor mobilidade urbana, contem comigo!
Forte abraço,
Higor Guerra

terça-feira, 29 de abril de 2014

Brasília não é acessível para 20% de seus moradores


Estimadas(os),

Hoje eu li a matéria Caminhos Interrompidos da Revista Veja Brasília, de 30/04/2014 (Ano 2, nº 18), no qual aborda o assunto da acessibilidade em Brasília, com foco em alguns pontos turísticos. Vale a pena a leitura! 

Extrai-se da matéria que, conforme o Censo 2010 do IBGE, cerca de 20% da população possui algum tipo de deficiência, somando 573.800 indivíduos. Desse total, os deficientes visuais somam 365.568 pessoas, os cidadãos com dificuldades motoras representam 103.399, os deficientes auditivos são 82.685 e ainda há 22.091 habitantes com déficit intelectual.

Quando falamos em cidade acessível, estamos dizendo que o ambiente urbano deve ser usufruído e vivenciado por todos os cidadãos, especialmente aqueles que possuem algum tipo de limitação ou mobilidade reduzida. Infelizmente nossa Brasília, a Capital Federal, não pode ser considerada uma cidade acessível.

E o pior: não é de hoje que se constata isso! O PDTU (datado de 2010) já alertava que "é comum encontrar nas cidades espaços não acessíveis a pessoas que possuam limitações de seus movimentos em função de deficiências, idade, estatura ou outros condicionantes" (PDTU - Relatório Final, página 41).

Adicionalmente, há o registro de que "as condições da infraestrutura para pedestres na área de estudo do PDTU/DF estão, de modo geral, em mau estado. Em muitos locais, sequer existem calçadas ou passeios, o que desestimula o pedestre, impondo-lhe caminhar sobre grama, terra ou sobre leito carroçável, o que aumenta o risco de acidentes" (PDTU - Relatório Final, página 41).

A título de recomendação (em 2010), havia a seguinte medida de curto prazo: "Recuperar e manter transitáveis calçadas, passeios, passarelas, faixas"; e a seguinte medida de médio/longo prazo: "Aumentar a disponibilidade de calçadas, passeios, passarelas, faixas" (PDTU - Relatório Final, página 302). Todavia, o que vemos é o Programa Asfalto Novo com seus R$ 737,2 milhões, beneficiando exclusivamente os veículos automotores.

Nem mesmo o "moderníssimo" Estádio Nacional Mané Garrincha escapa das críticas. Internamente é bem adaptado para receber pessoas com deficiências, mas seu entorno carece de infraestrutura adequada. Ou seja, do que adianta ter um estádio acessível sendo que o próprio estádio não pode ser acessado?

O desafio proporcionado aos deficientes no âmbito da matéria Caminhos Interrompidos ainda comenta sobre a infraestrutura da Rodoviária do Plano Piloto, no qual "as plataformas não condizem com os novos ônibus acessíveis".

Temos legislação farta sobre a acessibilidade (Leis Federais nº. 10.048 e nº. 10.098, regulamentadas pelo Decreto nº 5.296/2004), temos diagnósticos técnicos (PDTU) e temos recursos financeiros. Só falta a vontade de realmente agir na implantação de calçadas e espaços públicos acessíveis a população, especialmente para aqueles que mais necessitam. Que esse debate seja aprofundado sobretudo na época das campanhas eleitorais. A liberdade do ser humano não tem preço!

Um grande abraço e contem comigo!
Higor Guerra

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Documentário Paz no Trânsito


Pessoal,

Vejam esse documentário sobre a Paz no Trânsito do Jornalista Hércules Silva e conheça a história que levou Brasília ser reconhecida como capital da faixa de pedestre. Muito bom! Interessante a maneira que foi realizada para "fazer que a Lei pegasse" na sociedade, trata-se de uma questão que vai além de fiscalizar o cumprimento da lei: criação de ambiente favorável e mudança de mentalidade.

No início da década de 1990, havia um cenário de trânsito urbano onde os veículos circulavam a altíssimas velocidades (100, 120, 140 km/h...), prática comum de rachas, altíssimo índice de acidentes (inclusive com vítimas fatais), pedestres que se ariscavam a atravessar as vias em quaisquer lugares, etc. Nesse ambiente, o conflito de interesses entre pedestres e motoristas (e entre os próprios motoristas) no espaço viário era muito acentuado, e sempre prejudicial ao pedestre.

O que fazer? Colocar os agentes de trânsito na rua e multar? Não, só isso não basta. O documentário mostra como os gestores trataram o assunto. Foram tomadas medidas como: a realização de estudo sério do ambiente urbano (pontos de acidentes, áreas de conflito, etc), pesquisas de práticas e comportamentos internacionais, campanha permanente de educação no trânsito, sinalização, fiscalização eletrônica do excesso de velocidade (que era desaprovada por parte da população e muitos políticos), envolvimento de instituições públicas e privadas e movimentos populares. O documentário mostra também a parceria entre a impressa e o governo pela Paz no Trânsito.

Essa ação conjunta mostra que é possível aplicar essas medidas governamentais em outras cidades brasileiras. Entretanto, fica o alerta que esse tipo de ação não pode ser realizada de forma pontual, mas deve ser de caráter permanente. Em determinadas áreas de Brasília, vejo um certo relaxamento à questão do respeito à faixa de pedestre, o que deve ser combatido.

Interessante também é que essa mobilização (poder público, iniciativa privada, imprensa, sociedade etc) pode ser aplicada a outras questões/áreas para que possamos ter uma cidade sustentável, acessível, democrática e humana.

Assista o documentário clicando aqui. Veja também a matéria sobre o assunto publicada no Portal Rodas da Paz.

Um forte abraço!
Higor Guerra

segunda-feira, 24 de março de 2014

Estacionamento subterrâneo na Esplanada e o recado implícito da insustentabilidade e do descaso com o cidadão


Por sugestão da minha amiga e vizinha Marilzete, vamos hoje tratar sobre o Estacionamento subterrâneo na Esplanada, que está no PPCUB (conheça mais, clicando aqui).

Sobre o assunto, eu estava lendo o blog do Chico Sant'Anna e encontrei a interessante matéria "A gente não quer estacionamento subterrâneo na Esplanada" (clique aqui e veja!), publicado originalmente no blog Quadrado. Muito bom, recomendo!

Temos que saber o que a gente quer para a nossa cidade! Queremos uma cidade sustentável ou insustentável? Construir um estacionamento subterrâneo implica imaginar que mais carros vão vir até o centro da Capital Federal. É um reforço ao estímulo ao uso do automóvel. É mais congestionamento! É mais deseconomia! É mais estresse! É mais poluição!

Sabe qual é o recado implícito que enxergo nesse estacionamento subterrâneo? São nossos governantes dizendo aos cidadãos: "Aqui está a infraestrutura, agora se vire para realizar seus deslocamentos. Compre seu carro, pague os impostos, o combustível e a manutenção, e venha para a Esplanada". Penso que o correto seria: "Caro cidadão, para se deslocar na cidade, além do seu carro, você tem a opção do metrô, do ônibus de qualidade, da bicicleta e das calçadas. São opções sustentáveis, confortáveis e mais baratas".

Enquanto alguns tomadores de decisão de Brasília continuam vislumbrando este tipo de "solução" para a mobilidade urbana do Distrito Federal, em Paris estão sendo aplicadas ações públicas sustentáveis: incentivos à bicicleta e ao transporte público e desestímulo ao uso do carro. Veja a matéria  abaixo do Portal Mobilize Brasil.



Paris oferece bicicletas e transporte público
 gratuito para driblar poluição
Para solucionar estado de alerta, capital francesa libera uso de metrôs, trens, ônibus e bicicletas
Fonte: Opera Mundi |  Autor: Da redação  |  Postado em: 14 de março de 2014
Acesse o original clicando aqui.

Em estado de alerta máximo devido a um pico de poluição, a Prefeitura de Paris liberou o pagamento de aluguel para bicicletas e carros elétricos desde a manhã desta quinta-feira (13/03). A partir das 5h30 locais de amanhã (14/03), os transportes públicos também serão gratuitos até a noite de domingo (16/03) na região administrativa de Île-de-France, que engloba a capital francesa.

Há três dias em alerta em virtude do clima seco e de temperaturas anormalmente elevadas para os parâmetros de inverno europeu, o sindicato de transportes da île-de-France tomou a decisão de abranger os metros, trens e ônibus. A iniciativa propõe diminuir a frota de carros durante o período para evitar que a poluição aumente nas grandes cidades.

“Considerando os importantes riscos para a saúde dos franceses, decidimos, em conjunto ao governo, garantir que os transportes públicos sejam gratuitos durante este pico de poluição”, declarou o presidente do sindicato da região, Jean-Paul Huchon, ao Le Monde. “Peço que todos os cidadãos privilegiem o uso da rede pública”, acrescentou.

Na quarta (12/03), a Prefeitura de Paris já havia anunciado para hoje o aluguel gratuito das bicicletas de baixo custo “Velib’” (semelhante aos sistemas de bikes dos bancos Itaú e Bradesco em São Paulo) e dos carros elétricos não poluentes, “Autolib’”. Na tentativa de driblar a onda de poluição, as autoridades municipais da capital também se comprometeram a parar com a utilização de todos os veículos municipais que não sejam “estritamente indispensáveis”.

Já nas estradas, o limite de velocidade também foi reduzido de 130 km/h para 110 km/h e de 90 km/h para 70 km/h. De acordo com a polícia local, o controle de velocidade será reforçado e a circulação de caminhões cuja carga supere 3,5 toneladas será suspensa. No sábado (15/03), a prefeitura vai analisar a evolução dos níveis de poluição e, caso não haja melhora, novas medidas devem ser tomadas. 

sexta-feira, 21 de março de 2014

Falha na sinalização causa desmaios de usuários em metrô lotado

Foto: Sóstenes Guerra
Pessoal,

Ontem o problema no Metrô de Brasília não foi incêndio, mas uma falha na sinalização, no qual resultou uma parada dos trens por 15 minutos nas estações. Não precisa ser usuário para sabe que metrô lotado gera desconforto. Já quem é usuário sente na pele esse desconforto e os males associados, especialmente quando os trens ficam muito tempo parados. Qual usuário regular do Metrô-DF nunca presenciou um desmaio?

Meu primo, Sóstenes Guerra, ontem estava no Metrô na Estação Praça do Relógio (em Taguatinga) e presenciou as cenas das fotos. Segundo ele, havia muita gente aglomerada na estação, trens superlotados, e o povo gritando por socorro. Situação tensa! Segundo ele, ao menos 7 pessoas passando mal.

Vejam a matéria do Jornal de Brasília abaixo, ou clique aqui para ver o original.

Sóstenes, obrigado por contribuir! Aqueles recursos para melhoria do Metrô-DF precisam ser logo investidos (não basta só anunciar!), de forma a evitar esse tipo de situação ao usuário! O usuário precisa ser tratado com respeito, afinal de contas é um ser humano!

Um grande abraço e estamos juntos!
Higor Guerra   

Foto: Sóstenes Guerra

Falha na sinalização do Metrô-DF causa pânico em usuários
De acordo com a companhia, houve um problema de sinalização
Publicação: Quinta-feira, 20/03/2014 às 07:20:00
Atualização: 20/03/2014 às 09:25:52
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Na manhã desta quinta-feira (20), os trens da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) ficaram parados por cerca de 15 minutos. Segundo informações preliminares, passageiros chegaram a desmaiar no local.

De acordo com um leitor do Jornal de Brasília, alguns usuários começaram a brigar.  O tumulto aconteceu na Estação Praça do Relógio, no centro de Taguatinga.

De acordo com a companhia, houve um problema de sinalização que bloqueou o trecho entre as estações Asa Sul e Central. O problema foi causado porque a central de controle não conseguiu identificar o circuito.

Ainda de acordo com a assessoria, por volta das 6h35 o problema foi resolvido e a situação se normalizou às 7h. Cada trem leva cerca de mil passageiros. Os vagões ficaram parados com as portas abertas nas estações até que o problema fosse resolvido.  
Foto: Sóstenes Guerra

quarta-feira, 12 de março de 2014

Triste situação das calçadas na W3 Sul



Pessoal,

Segue um link do Portal Mobilize sobre as condições das calçadas na via W3 Sul. Uirá Lourenço fez um interessante vídeo em fevereiro de 2013 e outro exatamente 1 ano após, em fevereiro de 2014. Verifica-se que, mesmo em condições precárias, as calçadas não tiveram qualquer investimento. 


No mesmo período, diversas ruas e avenidas da capital federal foram recapeadas para o uso de veículos automotores. Além da precariedade das calçadas, os vídeos mostram o constante uso das calçadas por carros de passeio como estacionamento, obrigando os pedestres desviarem pela rua. No primeiro vídeo (Fev/13), no minuto 2:10, reparem na dificuldade de um pedestre com deficiência visual para atravessar a avenida W3 Sul.

A Lei da Mobilidade Urbana (Lei nº 12.587), de janeiro de 2012, estabelece como diretriz a priorização do transporte não motorizado sobre o transporte motorizado (art. 6º, II). Adicionalmente, a Lei tem como princípio a Acessibilidade Universal (art. 5º, I).

Desta forma, desde do primeiro vídeo, de fevereiro de 2013, já era possível seguir as orientações da Lei Federal e ter requalificada a calçada na Via W3 Sul, dando condições adequadas de trânsito para pedestres, com acessibilidade. Recursos haviam. Mas houve uma priorização inversa: investiu-se no asfalto no lugar da calçada.

É importante que a próxima gestão governamental no DF siga a Política Nacional de Mobilidade Urbana. É preciso concentrar os investimentos no transporte público, nas calçadas e infraestruturas cicloviárias. Caso contrário, nossa querida Brasília estará fada a ser uma cidade insustentável, inacessível, não democrática e desumana (feita para carros e não para pessoas).

Pense nisso!

Estou com vocês para uma melhor mobilidade urbana!

Grande abraço!
Higor Guerra.

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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Controle Social: BRT Sul - Gama, Santa Maria e Plano Piloto


O exercício do controle social é uma importante contribuição do cidadão para uma cidade melhor. Uma forma prática de acompanhar uma obra é por meio de informações oficiais disponibilizadas na internet. É possível comparar a execução de uma obra com as informações prestadas. O controle social também possibilita saber como os recursos públicos estão sendo aplicados.

Aqui no DF, atualmente está sendo feito o BRT Sul que ligará Gama e Santa Maria ao Plano Piloto. O consórcio que executa a obra disponibiliza o site http://www.brtsul.com.br/, no qual é possível acompanhar as obras e conhecer melhor o empreendimento.

Visite o site e exerça o seu controle social!

Abraços!
Higor Guerra.

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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Manhã de acidentes e um dia de aprendizado...



Hoje Brasília amanheceu com uma série de acidentes: capotamento de uma van escolar na Av. das Nações; outro capotamento na saída da Ponte JK, sentido Asa Sul; outro acidente na DF-180; atropelamento por um carro e uma moto no Eixão Sul, resultando na morte de uma senhora de 66 anos; colisões e engavetamentos em outras vias. Realmente uma manhã de muita dor para os brasilienses. 

(Saiba mais sobre esses lamentáveis acidentes clicando aqui).

Em outras oportunidades já comentamos sobre os danos que os acidentes ocasionam para a sociedade e, especialmente para as famílias diretamente afetadas, principalmente quando há ocorrência de mortes ou vítimas graves. (Clique aqui e relembre). Vou agora falar um pouco do impacto dessas ocorrências na minha manhã de hoje.

Normalmente vou ao meu trabalho de metrô. Todavia, hoje eu tinha uma série de compromissos externos e resolvi sair de casa usando o carro, pois acreditava que ia ser mais rápido, visto a flexibilidade que o carro proporciona. Liguei o rádio e coloquei nas notícias de trânsito, que não paravam de anunciar esses acidentes que acabamos de comentar. Os repórteres de plantão também anunciavam as vias, quase todas congestionadas, inclusive a que eu ia utilizar, a EPTG. Pensei: vou ter que enfrentar isso.

Ocorre que peguei congestionamento ainda dentro de Águas Claras em vias que nunca havia visto um trânsito tão caótico. Desisti de ir de carro. Voltei para casa e deixei o carro. Comuniquei lá em casa que iria adiar alguns compromissos.

Fui para a estação do metrô e peguei um trem lotado, mas pelo menos consegui ler um livro. A viagem foi bem rápida e desci na Estação Central. Na Rodoviária do Plano Piloto, eu fui a um totem buscar informações de ônibus para a L2 Sul. Lá indicava as baias e os horários. Até que haviam muita oferta de ônibus para mim. Embarquei em um ônibus novo da Linha 114, operado pela Pioneira (Área 1). Apesar do atraso para sair, a viagem foi bem tranquila.

Gostei do sistema de acessibilidade eletrônico para cadeirantes que permite melhor embarque e desembarque. Havia uma usuária cadeirante no nosso ônibus. Quando ela foi desembarcar, o cobrador teve que sair do seu posto para acionar eletronicamente o elevador. A usuária não precisou de outra ajuda, por conta própria conseguiu desembarcar. Muito bom essa independência! O tempo total para o desembarque foi cerca de 1 minuto. Só acho que o sistema poderia ser acionado pelo próprio motorista, sem necessidade de sua ausência do posto de trabalho.

Desci na parada da 608 Sul. Resolvi o que tinha para resolver e na saída do estabelecimento um casal de pessoas com deficiência visual me pediu ajuda para atravessar a Av. L2 Sul. Prontamente procurei auxiliá-los. A mulher segurou no senhor que colocou sua mão esquerda no meu ombro e assim fui guiando-os. Passamos na faixa de pedestre semaforizada. Foi bem tranquilo, exceto a parte de uma poça d'água junto à rampa da calçada. Avisei-os sobre a poça. Eles tentaram esticar ao máximo as pernas, mas não teve jeito, acabaram acertando a poça que possuia dimensões bem generosas. Após a travessia da L2 Sul, me prontifiquei de levá-los até a parada de ônibus, mas eles me disseram que estavam tranquilos e que poderiam continuar a viagem a sós. Tenho um colega que também tem deficiência visual e ele me disse que para um cego o que mais importa é a sua independência. Voltei a travessar a via L2 Sul para poder pegar meu ônibus no outro sentido, desta vez rumo ao meu trabalho.

Hoje eu fiquei triste em saber a quantidade e gravidade dos acidentes. Fiquei também frustado em não poder resolver tudo aquilo que havia planejado. Porém, hoje foi um dia que aprendi um pouco mais sobre as dificuldades que muitas pessoas levam em suas vidas em função de algum tipo de restrição e como essas pessoas lidam para tentar resolver suas necessidades, mesmo em uma cidade que ainda carece de infraestruturas de acessibilidade.

Um grande abraço!
Higor Guerra.

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Que tal um caiaque?



Pessoal,

Vejam essas fotos. Resultado de 10 minutos de chuvas intensas de ontem (13/02/2014) na 710 Norte. É preciso providenciar soluções urgentes na drenagem e no escoamento das águas pluviais. Passam os anos e nossos cidadãos continuam sofrendo com esse problema. Áreas mais baixas são mais afetadas. A medida que a cidade cresce mais concreto/asfalto é implantado, reduzindo a capacidade natural de drenagem do solo e aumentando o volume de águas na superfície. Falta planejamento e controle nas ações públicas. Nesta situação apresentada nas fotos, todos são prejudicados em seus deslocamentos, além dos danos aos patrimônios e riscos à saude.


Agradecimento especial ao advogado e amigo Dr. Márcio Lima que colaborou com as fotos.

Grande abraço!
Higor Guerra

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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Os buracos da vida (dos pedestres)

Buraco na calçada do Setor de Autarquias Sul. Imaginem esse buraco a noite! É para quebrar a perna! Nas proximidades, não encontrei um buraco no asfalto. Por que para os pedestres existe esse descaso?


Abraços!
Higor Guerra

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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Ponte JK: Cena desanimadora

Essas são as cenas desanimadoras que meu meu amigo, o Advogado Dr. Márcio Lima, e outras milhares de pessoas tiveram que enfrentar hoje cedo para acessar a Ponte JK em direção ao Plano Piloto. Segundo o relato, houve um acidente que complicou tudo.

É fundamental ter a opção pelo transporte público coletivo de qualidade e de circulação rápida em espaço exclusivo, sem interferências externas que podem prejudicar a fluidez.

Todavia, a região carece de infraestruturas que priorizem a circulação do transporte público coletivo. Só mesmo o carro serve como meio para as viagens diárias casa-trabalho-casa.


Obrigado Márcio pelas contribuições! Estamos na luta para uma melhor mobilidade urbana no DF!

Grande abraço!
Higor Guerra

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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

(I)mobilidade e contradições de Brasília





Prezadas(os),

Mais uma contribuição de nosso amigo Uirá Lourenço, ciclista e grande defensor de uma mobilidade urbana sustentável e respeitosa. Fruto de um dedicado trabalho, Uirá consegui reunir um riquíssimo acervo de fotos que ajudam a diagnosticar a sofrida mobilidade urbana que enfrentamos diariamente em nossas vias e nos serviços prestados no DF. 

Ele também produziu textos que nos levam a diversas reflexões: maus hábitos (infrações) praticados por motoristas, falta de fiscalização, desrespeito ao pedestre e ao ciclista, falta de prioridade aos meios de transporte não motorizados, má aplicação dos recursos públicos, adoção de medidas governamentais equivocadas e incoerentes com as legislações, contrastes entre a magnitude do Estádio Mané Garrincha e seu entorno, etc. Há também diversas contradições detectadas como o caso da Linha "Verde" (EPTG), que mais parece uma Linha Cinza. Além disso, há registros de boas práticas internacionais na área de mobilidade urbana. 

Todo o material encontra-se no site da Mobilize Brasil (clique aqui). Além do texto base e das Leis Distritais sobre o tema, também é possível encontrar os seguintes álbuns fotográficos:
- Transporte por ônibus no DF;
- Condições aos ciclistas no DF;
- Multas cidadãs;
- Pedestres e ciclistas na EPTG;
- Entorno do estádio;
- Condições aos pedestres no DF;
- Inacessibilidade no DF; e,
- Locais hostis a ciclistas e pedestres.

Vejam também os quatro links de vídeo existentes!

Muito bom Uirá, parabéns pelo trabalho! 

Não podemos deixar que poucos grupos econômicos e falsos representantes do povo decidam que cidade construir. Quem faz a cidade são os cidadãos! Precisamos refletir que tipo de cidade nós queremos e, a mobilidade urbana é um dos temas centrais, pois possui um grande potencial de indução de desenvolvimento econômico, social e ambiental. Uma solução bem aplicada pode resultar em grandes benfeitorias para a população, todavia, ações desastrosas e caras podem piorar o quadro da dinâmica urbana, gerando mais deseconomias, tempos perdidos, dependências do automóvel, estresses e exclusões sociais.

Estou junto com vocês para uma melhor mobilidade urbana e, consequentemente, uma melhor cidade!

Grande abraço a todos! 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Bicicleta Branca

Pessoal,

Bonito gesto foi feito nas ruas do Guará nesta semana. Uma homenagem ao ciclista José Ribamar Neres de Andrade, que morreu após ser atingido por um carro no último domingo (08/12/13) no Guará II. Segundo as autoridades, o motorista que causou o acidente estava em alta velocidade e dirigia embriagado. 

Segundo a reportagem do Bom Dia DF (veja o vídeo aqui), cerca de 150 ciclistas fizeram uma pedalada entre o Guará I e II, passando pela Av. Central e Av. do Contorno. O ato demonstrou união entre os grupos de ciclistas do DF e pediram justiça no caso. Além disso, o evento externou a defesa de uma mobilidade urbana sustentável e democrática, com paz e respeito no trânsito. Os ciclistas penduraram uma bicicleta branca para simbolizar essa defesa.

É fundamental que haja harmonia entre as pessoas que utilizam diferente modos de transporte. O espaço público é de todos os cidadãos. Cada um de nós tem o direito de realizar suas viagens seja a pé, de bicicleta, de carro ou usando o sistema de transporte público coletivo. 

As normas de circulação e conduta no trânsito precisam ser respeitadas por todos, lembrando sempre da máxima que diz que "os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres" (Código de Trânsito Brasileiro: Lei 9.503/97, art. 29,§ 2).

Ao Poder Público (Executivo, Legislativo e Judiciário) cabe a elaboração de legislações pautadas nas políticas de trânsito e mobilidade urbana, com a participação popular; a educação dos usuários no Sistema Nacional de Trânsito e no Sistema Nacional de Mobilidade Urbana), a execução de infraestruturas adequadas ao convívio e segurança dos usuários; a fiscalização das normas; os julgamentos pertinentes, entre outros.

Que possamos em um futuro próximo termos um convívio pacificado entre os diferentes usuários dos modos de transporte, tal qual a bicicleta branca nos sugere! Parabéns pela iniciativa ciclistas!

Grande abraço!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

3h30min para chegar em casa...


Imagina você saindo 16h do trabalho. Bom? Agora imagina você saindo 16h do trabalho e chegando em casa às 19h30min, gastando 3h30min só no deslocamento trabalho-casa. Pois é... conheço duas amigas que passam por isso quase que diariamente, pois dependem do transporte público coletivo do DF. Elas trabalham no Plano Piloto e moram em Brazlândia, que fica cerca de 45 km do centro da Capital Federal. Essa semana elas me contaram como é a maratona delas.

Boa parte desse excessivo tempo é esperando o ônibus na Rodoviária do Plano Piloto. Também não é para menos, com uma frota operacional bem menor que a necessária, a frequência dos ônibus é extremante grande e irregular. Não se sabe quando vai poder contar com o ônibus. Por falar em ônibus, essas usuárias (e heroínas) do transporte público coletivo me informaram que os veículos são antigos, barulhentos, inseguros... 

Falei em insegurança. A situação dos ônibus é precária. Os pneus são carecas. Se os pneus, um item que todo mundo vê o estado deles, estão carecas, sabe-se lá como estão as revisões desses veículos, as condições dos freios e fluidos, etc. Diante dessa situação, dizem que ainda há espaço para descontração no ônibus, no qual há a recomendação para que os usuários mantenham suas identidades no bolso da calça ou em algum lugar acessível para facilitar a identificação dos corpos em caso de acidente.

Além disso, em função da desordem operacional e da oferta precária de ônibus, as viagens são realizadas lotadas. Em uma dessas viagens chegaram a contar 103 usuários apertados em um ônibus que leva cerca de 80 pessoas. São pessoas trabalhadoras se espremendo umas nas outras para poder chegar aos seus ofícios. 

Por que trabalhadores de bem precisam se sujeitar a um tratamento desumano desses? (Tarefa de casa: confrontem esse relato com o Art. 14 da Lei 12.587/2012, referente aos direitos do usuários).

As novas concessões não estão operando nessas linhas que ligam Brazlândia à Rodoviária do Plano Piloto. Quem as opera é a cooperativa Alternativa. Os cidadãos de Brazlândia são contemplados com as novas concessões em linhas que ligam a cidade à Taguatinga e a Av. W3.

A revolta é tão grande que ontem e hoje tivemos manifestações sobre o assunto. Vejam as matérias do G1:



Hoje consegui conversar com essas amigas de Brazlândia. Primeiro fiquei surpreso! Mesmo com essas manifestações e bloqueios, elas vieram ao trabalho, com inúmeras dificuldades, mas vieram. Parabéns para elas! Depois disso, perguntei como elas iriam fazer para voltar para casa no fim do expediente. Elas me disseram que vai ser complicado, mas que uma solução é ir para Taguatinga (pagando R$ 3,00) e depois pegar outro ônibus para Brazlândia (e gastar mais R$ 3,00, recursos extras que o patrão não vai pagar).

Pessoas precisam ser tratadas como pessoas, com dignidade e respeito. O foco do sistema de transporte público precisa ser no ser humano!

Estamos juntos! Grande abraço!

Obs.: Lene e Dora, meu muito obrigado! Abraço grande!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Ciclovias na Ceilândia: Relato do usuário


Pessoal,

O Pedro Ivo Pellicano (um grande amigo, das antigas!) nos enviou suas experiências como ciclista assíduo nas ciclovias de Ceilândia e Taguatinga, enriquecendo o conteúdo do nosso blog e contribuindo para que possamos ter uma cidade melhor! Confiram!


Sou usuário assíduo das vias do DF, em especial Taguatinga e Ceilândia, usando a bicicleta para me locomover. O atual governo adora divulgar em sua propaganda que é amigo do ciclista e que está construindo não sei quantos quilômetros de ciclovias. Legal, né? Vou aqui fazer uma pequena descrição das ciclovias de Ceilândia.

São umas gracinhas, antes de mais nada. Feitas com asfalto bom, bem sinalizadas e não acumulam água. Quando está molhada, pouco espirra roda acima. Bons pontos positivos. A intensão é obviamente das melhores, e o governo deu um passo importante para melhora na locomoção urbana.
Só que, por melhor que ela seja, as ciclovias do DF, em especial as da Ceilândia são repletas de erros e falhas que comprometem a segurança dos ciclistas e dos pedestres. O primeiro defeito é que as intersecções com a pista, apesar de sinalizadas, estão no nível do asfalto, onde o ideal e mais seguro seria o nível com a ciclovia. Aqui vemos que ainda a prioridade é da agilidade para carros.

Segundo defeito: tampas de bueiro. No trajeto entre o Campus da UnB de Ceilândia e a Estação Centro Metropolitano do Metrô (onde a ciclovia simplesmente acaba) existem duas. Em uma delas, eu caí. Caí, mesmo porque a bagaça está abaixo do nível da ciclovia! Machuquei um ombro em uma dessas.

Terceiro defeito: a ciclovia está repleta de pedestres, principalmente no fim da tarde. Oras, se é uma ciclovia, por que está cheia de pedestres? Falta de educação? Falta de sinalização? Essas seriam falhas que vemos nas ciclovias do Plano Piloto, que também tem pedestres que preferem andar ali do que na calçada, sabe-se lá porque. Em Ceilândia o problema é: NÃO EXISTE CALÇADA! Isso mesmo! Os pedestres fazem sua caminhada diária ou sua corridinha na ciclovia simplesmente porque não tem outro lugar para o fazerem! O mais engraçado é que a ciclovia possui placas avisando o ciclista que há pedestres. Então é como se a ciclovia fosse uma calçada de asfalto, pois o risco para os pedestres é exatamente o mesmo de um ciclista andando pela calçada.

A descontinuidade da via é um defeito geral para todas as ciclovias do DF. Não vale a pena nem comentar.

Se existe alguém no meio político que tem interesse real em melhorar a mobilidade urbana, que atente-se a esses pequenos detalhes. Ciclovias são excelentes ideias, mas tem que ser bem elaboradas, de forma que a segurança de todos seja garantida.
Pedro Ivo Pellicano
Foto: nossaceilandia.blogspot.com.br
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Um aspecto que achei interessante foi a infraestrutura cicloviária ter que se adequar à geometria/nivelamento das vias de tráfego geral. Já vimos que a Lei da Mobilidade Urbana é clara ao estabelecer prioridade dos modos de transporte não motorizados sobre os motorizados (Lei nº 12.587/2012, art. 6º, inciso II). Neste caso, é notório que a concepção do projeto ainda foi pautada na ótica do veículo automotor.

Em relação aos bueiros, entendo que todo recurso público deve ser utilizado com o maior zelo possível. Portanto, o cidadão merece infraestrutura de qualidade.

Sobre a falta de calçadas, esse assunto posso também servir de testemunha. Frequento a Ceilândia ao menos uma vez por semana e, por lá, caminho pela cidade. De fato existem muitos lugares que simplesmente não há calçadas (ex.: Sol Nascente - estive recentemente lá e estou preparando uma matéria). Outros lugares as calçadas são completamente inadequadas (ex.: ao longo da Via Leste, no canteiro central, as calçadas são irregulares e são prejudicadas pelas raízes das árvores que sobem à superfície, forçando os pedestres a transitar pela ciclovia). Quanto a acessibilidade... não vou nem comentar agora...

É isso aí pessoal! Vamos exercer nosso papel de controle social e lutarmos para termos uma cidade que respeite e priorize os ciclistas e pedestres. Forte abraço!

Obs.: Pedro Ivo, parceiro e amigo, meu muito obrigado! Estamos juntos nessa luta! Fique a vontade em mandar outras contribuições!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Erosão em Taguatinga: São remotas as chances de danos ao Metrô, mas existe a preocupação


Semana passada postamos aqui a situação da erosão na Av. Elmo Serejo (Via Estádio) em Taguatinga (clique aqui). Vamos agora ver uma matéria do Jornal de Brasília feita com um especialista na área sobre o assunto. Percebam como é extremamente importante a necessidade de se realizar planejamentos adequados e fiscalizações periódicas em nossa cidade, observando os aspectos naturais da região entre outros. O desrespeito as essas regras podem implicar em consequências negativas gigantescas. No caso em questão, imaginem se a estrutura do Metrô-DF fosse comprometida?

Abraços!

E a erosão avança na Elmo Serejo
Publicação: Terça-feira, 03/12/2013 às 08:00:00
Eric Zambon
Especial para o Jornal de Brasília

A erosão que provocou interdição no sentido Plano Piloto da avenida Elmo Serejo, a popular Via Estádio, em Taguatinga, poderia ter sido evitada. A constatação é do especialista Dickran Berberian, que na tarde de ontem compareceu ao local onde há um enorme buraco ao lado da pista. “A rede de águas pluviais não foi dimensionada corretamente, porque não foi previsto o inchamento  da cidade”, afirma. “Esses estabelecimentos construídos aqui perto não deveriam existir”, completa, apontando para uma floricultura e um clube.

Para Dickran, a erosão no mesmo local constatada no ano passado, conforme noticiado pelo Jornal de Brasília na última quarta-feira, era o sinal de um “câncer”, que já se transformou em um “melanoma”. “Agora, consertar o estrago não vai ser um trabalho fácil nem barato. Quando viram o problema no ano passado, preferiram somente 'apagar o fogo'. Acredito que nem pensaram na possibilidade de acontecer essa erosão agora”, diz.

O asfaltamento promovido no ano passado na avenida, ao custo de R$ 10 milhões, pode também ter contribuído para a situação atual da Elmo Serejo. O especialista explicou que a massa asfáltica e o concreto não permitem a infiltração devida da água, que vai para o Córrego do Cortado. “Com mais água indo para o córrego, a rede de escoamento fica sobrecarregada e não aguenta a pressão. Acontece um vazamento e temos a erosão”, conclui.

Trânsito

A Defesa Civil estima um aumento de quase 30 metros no diâmetro do buraco desde o último dia 25. O órgão garantiu só liberar a área para circulação de veículos quando emitir um laudo atestando segurança do local. O governo estima que 100 mil carros transitem pela avenida, nos dois sentidos da Via Estádio, diariamente.

Como será consertado

A Novacap informou que o trabalho de recuperação da área acontecerá em duas etapas
1º prazo:  no mínimo 20 dias - Será feito um aterramento do solo que desmoronou. As equipes da companhia tornarão o chão estável para estruturar o talude (lateral da área erodida), com estacas de concreto no subsolo para evitar novos processos erosivos na área.
2º prazo:  90 dias a partir da conclusão da primeira parte - A vegetação ao redor da pista deverá ser recuperada.

Alternativas para evitar as longas filas

A Defesa Civil e o Detran-DF decidiram interditar completamente o trecho próximo ao buraco. Uma faixa no sentido Ceilândia foi invertida para tentar comportar o volume de carros, gerando grandes congestionamento, em especial, nos horários de pico.
Os transtornos fizeram com que um grupo de pessoas protestasse no local,impedindo os motoristas de prosseguirem no sentido Cêilândia. Eles pediram que providências fossem tomadas para evitar que a erosão acontecesse pela terceira vez no ano que vem.

Solução
Para não somente atender à demanda dos manifestantes como também para melhorar, em definitivo, a qualidade do solo na região, a Novacap fará serviços no local por até três meses. O especialista Dickran Berberian diz que a ação veio na hora certa, mas que o ideal é a fiscalização e vistoriar pelo menos a cada três anos, para evitar que a situação se repita no local e em outras regiões do DF. 
Devido aos problemas, o Detran segue sugerindo aos motoristas que busquem alternativas para evitar passar pela avenida Elmo Serejo. As melhores opções, segundo o órgão, são pistas alternativas em Samamabaia e Taguatinga Norte, as vias Hélio Prates, QNL e BR-070, especialmente pela manhã.

Saiba Mais
Para impedir que a erosão progrida ainda mais (já atingiu o subsolo da pista sentido Plano Piloto), está sendo feito um matacão, que consiste em apoiar blocos de concreto na parede de terra que ainda não cedeu. Isso deve conter novos desmoronamentos.
Segundo a Novacap e o especialista Dickran, a chance de a erosão alcançar a outra via da Elmo Serejo e a linha de metrô ao lado é remota, até porque o problema imediato está sendo tratado.

Fonte: http://www.clicabrasilia.com.br/site/noticia.php?e-a-erosao-avanca-na-elmo-serejo&id=515165

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Taguatinga: 2 Faixas da Via Estádio são interditadas por causa da erosão


Prezadas(os),

Ontem o brasiliense amanheceu com a greve dos rodoviários. Hoje o brasiliense (especialmente os que moram em Ceilândia, Taguatinga e Samambaia) amanhece com a interdição de faixas de rolamento na Av. Elmo Serejo (Via Estádio), sentido Ceilândia-Taguatinga. O bloqueio de duas faixas deve continuar até sexta-feira. Confira nas matérias abaixo.

Não é de hoje que a avenida Elmo Serejo, em Taguatinga, sofre com problemas ocasionados pela erosão. O assunto merece especial atenção dos nossos gestores e políticos, pois o problema é extremamente grave (veja a foto) e compromete seriamente a via e, consequentemente, a segurança dos usuários. Estamos em um período chuvoso, o que agrava ainda mais o problema.

Quem mora na região sabe da importância da Av. Elmo Serejo e das dificuldades que é se deslocar entre Ceilândia e Taguatinga em vias paralelas à avenida. Portanto, é fundamental que medidas estruturantes sejam tomadas antes que o pior aconteça.

Grande abraço a todos!

Faixas na Avenida Elmo Serejo são bloqueadas devido a erosão
Detran manterá interdição, e agentes de trânsito estarão no local 
para orientar o motorista nos horários críticos
  Da Redação, com informações do Detran-DF
Terça, 26 Novembro 2013 20:21

TAGUATINGA (26/11/13) – O Detran-DF bloqueou, a partir desta terça-feira (26), duas faixas do trânsito na avenida Elmo Serejo, sentido Ceilândia/Taguatinga, devido a erosão no aterro da pista sul que ocorreu esta semana no local.

Até que os órgãos responsáveis pela correção na falha concluam o serviço, as faixas continuarão bloqueadas na altura do Córrego Cortado, próximo à Floricultura Onoyama. A estimativa de fluxo naquela avenida gira em torno de 50 mil veículos/dia em cada sentido.

Enquanto não houver laudo da Defesa Civil que ateste a segurança naquele trecho, o Detran manterá a interdição das duas faixas, e agentes de trânsito estarão no local para orientar os motoristas nos horários mais críticos e garantir a sinalização do desvio.

Em caso de chuva forte, há a possibilidade de fechamento total do trecho. Dessa forma, é recomendado que os condutores evitem o local e busquem pistas alternativas em Samambaia ou Taguatinga Norte como, por exemplo, as vias Hélio Prates, QNL e BR-070 , principalmente no período da manhã.


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Recuperação da rede de esgoto da Elmo Serejo deve ser concluída na sexta
Segundo a Caesb, o vazamento provocado pela erosão do solo já foi estancado
Publicação: 27/11/2013 10:27 Atualização: 27/11/2013 09:35

A recuperação da rede de esgoto da Avenida Elmo Serejo, na altura do Córrego do Cortado, deve ser concluída nesta sexta-feira (29/11), de acordo com a Companhia de Saneamento Básico (Caesb). A rede foi danificada após a chuva forte que atingiu a região na última segunda-feira (25/11) e provocou a erosão do solo. 

Na terça-feira (26/11), a Caesb informou que conseguiu estancar o vazamento da tubulação. A Companhia disse ainda que os trabalhos para recuperar a rede não afeta o serviço de esgoto da região. 

Bloqueio de pistas

Até o fim da recuperação do local e da entrega do laudo da Defesa Civil que ateste a segurança do tráfego na região, duas faixas no sentido  Ceilândia - Taguatinga ficarão bloqueadas, pois há riscos de acidentes. Agentes de trânsito irão orientar os motoristas nos horários de pico.