domingo, 6 de julho de 2014

Higor Guerra e uma Nova Política de Mobilidade Urbana para o DF


Amigas(os),

Chegou a hora! Desde o final do ano de 2012, eu venho trabalhando em uma Nova Política de Mobilidade Urbana para o DF. Quando resolvi entrar para a política, busquei um padrinho que fosse honesto, ético, coerente, sério e referência na política do Distrito Federal. A primeira pessoa que pensei foi José Antônio Reguffe, Deputado Federal pelo PDT. Fui muito bem acolhido pelo parlamentar e sua equipe, bem como pelo partido. Por acreditar no trabalho do Reguffe, o meu compromisso com ele foi de desenvolver uma Nova Política de Mobilidade Urbana, baseada nos princípios, diretrizes e objetivos da Lei 12.587/12.

Em 2013, eu desenvolvi diversos trabalhos, a exemplo da apresentação de uma tese no tema de infraestruturas urbanas e rurais para o 5º Congresso Nacional do PDT. Na ocasião também fui convidado para ser o relator da comissão dessa mesma temática. Agora o principal trabalho que julgo ter feito em 2013 foi a criação deste blog, onde buscamos tratar sobre a mobilidade urbana do DF, além de divulgar a Política Nacional de Mobilidade Urbana.

Neste ano, além do blog, eu me dediquei na elaboração de um plano de governo na área de mobilidade urbana. Não medi esforços para fazer o melhor, por meio de um bom planejamento e buscando boas práticas nacionais e internacionais. Além disso, coordenei o tema Transporte e Mobilidade Urbana do PDT-DF. No âmbito do Plano de Governo da coligação PSB/PDT/SDD/PSD/REDE, fui o indicado pelo PDT para contribuir nos temas do planejamento, das infraestruturas e da mobilidade urbana. Muito do que defendemos aqui está inserido no plano de governo!

Após muitas conversas, recebi o convite do Deputado Reguffe para participar deste pleito eleitoral como candidato a Deputado Distrital. E foi com muita alegria que aceitei o desafio e quero honrar muito esta oportunidade. Minha plataforma política é o Projeto Acredita Brasília: www.acreditabrasilia.com.br

Não vou explorar este blog como base eleitoral, pois quando o criei foi sem fins partidários. Sempre buscamos identificar problemas concretos e propor soluções tecnicamente adequadas, com base na Política Nacional de Mobilidade Urbana. Assim, vamos continuar com esse propósito. Entretanto, vou aproveitar esta oportunidade como candidato para percorrer vários locais do DF e postar aqui problemas e continuar contribuindo com soluções para melhoria da nossa querida cidade. Vamos criar a Série Especial "EXPERIÊNCIA DE UM CANDIDATO". Certamente esta será minha principal contribuição nestas eleições!

Contem comigo!
Forte abraço!
Higor Guerra

terça-feira, 1 de julho de 2014

Metrô não opera no túnel e usuário fica confuso e sem informação


Hoje foi um dia complicado e confuso para ir ao trabalho (veja matéria do CorreioWeb abaixo). Cheguei na estação Águas Claras do Metrô desejando desembarcar na estação Galeria no Plano Piloto. Antes de passar na catraca, uma funcionária nos alertou que havia problemas na parte elétrica no sistema e que o metrô não estava circulando no túnel, só indo até a estação Asa Sul. Além disso, para quem desejasse ir até a Rodoviária do Plano Piloto (ou qualquer uma das estações localizadas ao longo da Asa Sul), ela disse que a orientação  era desembarcar na estação de integração da Asa Sul e pegar ônibus para complementar a viagem, sem necessidade de pagar nova passagem.

Diante disso, embarquei na estação Águas Claras. Não demorou muito para chegar um trem, mas estava lotado. Normalmente o percurso entre as estações Águas Claras e Galeria o trem gasta cerca de 25 minutos. Hoje o trem foi em uma velocidade menor. Gastamos 30 minutos entre Águas Claras e a Estação Asa Sul (integrada com o Terminal Asa Sul).

No terminal de integração, eu não encontrei uma informação sobre onde deveria pegar o ônibus. nem mesmo fomos orientados por funcionários. As informações conseguidas foram por meio dos próprios usuários. Havia diversas filas para embarque. Algumas pessoas diziam que achavam que determinada fila era para ir para determinado lugar. Entrei em uma dessas que diziam fazer o percurso do metrô (via Eixo Rodoviário). Com poucos minutos essa fila simplesmente se desfez. Tive que procurar outra fila.

Diversas filas para esperar ônibus. Sem informações ao usuário.


Nessa outra fila o ônibus parou e houve o embarque dos passageiros, mas sem obedecer a ordem. Muitos "espertinhos" furavam a fila e entravam no ônibus assim que as portas eram abertas. Muita confusão e falta de informação. Cada um por si. Os ônibus saiam lotados.


Quase não deu, mas consegui entrar em um ônibus! Fiquei exatos 22 minutos para fazer a integração. Lá dentro mais uma novidade! Tem que pagar. Questionei dizendo que estava vindo do metrô e que havia a orientação que o transbordo seria gratuito. O motorista do ônibus disse que não estava sabendo de nada sobre isso. Ou seja, pelo jeito a orientação só valia para o usuário e não para o motorista. Resultado: tive que pagar mais R$ 2,00 para poder chegar aonde queria.


O ônibus estava lotado. Com exceção da superlotação, a viagem foi feita sem grandes problemas para o pessoal que estava embarcado, pois o ônibus não parou nos pontos de parada. Mas em compensação, quem estava ao longo do trajeto, não conseguia embarcar, pois o ônibus estava lotado e o motorista nem parava, só acenava informando que não cabia mais ninguém.

Em determinado momento, um rapaz pagou a passagem e quis passar pela catraca, mas a mesma travou. Então o motorista gritou: "Dá uma batidinha no validador". Conforme orientação, o rapaz deu umas batidas no validador e a catraca voltou a funcionar! Impressionante!


Cheguei no meu destino com cerca de 40 minutos de atraso.

Infelizmente, o usuário ainda não recebe o devido tratamento. Vejamos o que diz a Lei da Mobilidade Urbana sobre o assunto:

"Art. 14.  São direitos dos usuários do Sistema Nacional de Mobilidade Urbana, sem prejuízo dos previstos nas Leis nos 8.078, de 11 de setembro de 1990, e 8.987, de 13 de fevereiro de 1995: 

I - receber o serviço adequado, nos termos do art. 6o da Lei no 8.987, de 13 de fevereiro de 1995; 
...
III - ser informado nos pontos de embarque e desembarque de passageiros, de forma gratuita e acessível, sobre itinerários, horários, tarifas dos serviços e modos de interação com outros modais;"

Hoje foi um dia atípico. Mas, de qualquer forma, poderia ter uma equipe que pudesse realizar uma melhor trabalho de orientação ao usuário. Devemos ter em mente que o usuário está sempre em primeiro lugar!

Abraço Forte!
Higor Guerra


Com percurso reduzido, metrô passa a circular com menos trens
Problema elétrico prejudicou várias pessoas que precisavam chegar ao Plano Piloto
Publicação: 01/07/2014 12:56 
Atualização: 01/07/2014 12:56
Matéria original, clique aqui.

Com o rompimento de um cabo de energia no túnel por onde passam os trens da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), na manhã desta terça-feira (1º/7), os trabalhos do metrô foram reduzidos. Dos 24 trens que circulam em dias normais, apenas 12 continuam operando. 

Segundo a companhia, não há a necessidade de circular com a frota completa já que o percurso foi reduzido para a manutenção. Agora eles irão apenas até a estação Asa Sul, onde os passageiros precisam desembarcar para seguir viagem de ônibus.

As pessoas que precisavam chegar ao trabalho pela manhã reclamaram da demora na espera do transporte, no entanto, o Metrô-DF informou que opera na velocidade habitual. São 30 minutos desde a estação Samambaia até a Asa Sul. Ainda não há previsão de quando as demais estações voltarão a funcionar. As equipes técnicas continuam trabalhando no local.

Quem precisa vir até o Plano Piloto pode desembarcar na estação Asa Sul e embarcar em um dos ônibus que faz integração. Segundo a assessoria do Metrô, não será cobrada passagem adicional por este trecho da viagem. O Metrô-DF informou ainda que o número de ônibus foi reforçado.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Tendências: os Jovens e a Mobilidade Urbana


Prezadas(os),

O que pensam os jovens sobre trânsito, transporte, acessibilidade e mobilidade urbana? Segue abaixo uma interessante matéria sobre o que pensa a geração entre 18 e 24 anos. Percebe-se uma conscientização de soluções que privilegiem o coletivo, a sustentabilidade, a acessibilidade, a democracia e a cidade para o cidadão!

É necessária uma nova Política de Mobilidade Urbana para o Distrito Federal. Uma renovação na forma de pensar os deslocamentos e os potenciais de um Sistema de Mobilidade Urbana. Vamos renovar, vamos fazer a cidade que queremos!

Contem comigo!
Forte abraço!
Higor Guerra


Desinteresse dos jovens por carros preocupa montadora
A geração entre 18 e 24 anos está se importando mais com os outros e com o mundo em que vivem

Fonte: EMBARQ Brasil
Autor: Maria Fernanda Cavalcanti
Postado em: 09 de abril de 2012
Créditos da foto: Fernando Weno
Publicação: Mobilize Brasil.

Um recente artigo do The New York Times, da jornalista Amy Chozick, é mais uma prova de que os jovens mudaram. A geração entre 18 e 24 anos está se importando mais com os outros e com o mundo em que vivem, superando antigos valores e necessidades de consumo que já não os convencem e, muito menos, os satisfazem. Uma dessas mudanças importantes está no modo com que os jovens se relacionam com a mobilidade.

Há poucas décadas, o carro representava o ideal de liberdade para muitas gerações. Hoje, com ruas congestionadas, doenças respiratórias e falta de espaço para as pessoas nas cidades, os jovens se deram conta de que isso não tem nada a ver com ser livre, e passaram a valorizar meios de transporte mais limpos e acessíveis, como bicicleta, ônibus e trajetos a pé. Além do mais, “hoje Facebook, Twitter e mensagens de texto permitem que os adolescentes e jovens de 20 e poucos anos se conectem sem rodas. O preço alto da gasolina e as preocupações ambientais não ajudam em nada”, diz o artigo.

Para entender esse movimento, o texto conta que a GM, uma das principais montadoras de automóvel do mundo, pediu ajuda à MTV Scratch, braço de pesquisa e relacionamento com jovens da emissora norte-americana. A ideia é desenvolver estratégias adaptadas à realidade dos carros e focadas no público jovem para reconquistar prestígio com o pessoal de 20 e poucos anos – público que tem poder de compra calculado em 170 bilhões de dólares, segundo a empresa de pesquisa de mercado comScore.

Porém, a situação não parece ser reversível. “Em uma pesquisa realizada com 3 mil consumidores nascidos entre 1981 e 2000 – geração chamada de ‘millennials’ – a Scratch perguntou quais eram as suas 31 marcas preferidas. Nenhuma marca de carro ficou entre as top 10, ficando bem abaixo de empresas como Google e Nike”, diz o artigo. Além disso, 46% dos motoristas de 18 a 24 anos declararam que preferem acesso a Internet a ter um carro, segundo dados da agência Gartner, também citados no texto do NY Times.

O que parece é que os interesses e as preocupações mudaram e as agência de publicidade estão correndo para entendê-los e moldá-los, mais uma vez. Só que, agora, com o poder da informação na ponta dos dedos e o movimento da mudança nos próprios pés fica bem mais difícil acreditar que a nossa liberdade dependa de uma caixa metálica que desagrega e polui a nossa cidade.

Jovens brasileiros preferem transporte público de qualidade

Essa tendência de não-valorização do carro já foi apontada também pelos nossos jovens aqui no Brasil. A pesquisa O Sonho Brasileiro, produzida pela agência de pesquisa Box1824, questionou milhares de ‘millenials’ sobre sua relação com o país e o que esperavam para o futuro. As respostas, que podem ser acessadas na íntegra no site, mostram entusiasmo e vontade de transformação, especialmente, frente aos desafios sociais e urbanos como falta de educação e integração.

A problemática do transporte público se repete nos comentários dos internautas no site da pesquisa, que mantém o espaço virtual aberto para todos que quiserem deixar sua contribuição de desejo de mudança para o local em que vivem. A maioria das pessoas que opina enxerga o carro como um vilão que polui e tira espaço da cidade e acredita que a solução está em investimento em transporte público de qualidade. Esse é o desejo dos jovens brasileiros que também já mudaram e agora estão sonhando, mas de olhos bem abertos para cuidar do mundo em que vivem.

Este texto foi publicado originalmente no site The City Fix Brasil, por Maria Fernanda Cavalcanti.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Colabore com a Segurança do Trânsito




Amigas(os),

Temos postando matérias sobre a (in)segurança no trânsito nos últimos dias. Infelizmente nossa cidade passa por sérios problemas sobre o assunto. Várias são as medidas que podem ser tomadas para reduzir o número e a gravidade dos acidentes.

Uma forma de contribuir com esse bom propósito é por meio dos estudos e pesquisas acadêmicas, que irão produzir frutos que poderão subsidiar ações governamentais e projetos de lei. Nessa linha, há um Questionário na internet que visa propor melhorias para a segurança em nossas vias. Eu respondi em 10 minutos e gostei da abordagem. Vale a pena! O questionário é anônimo e confidencial.


Segundo o questionário, o estudo irá "coletar dados demográficos, identificar as percepções dos motoristas sobre os seus próprios “comportamentos” e finalmente determinar o nível de importância que você dá aos comportamentos de risco na via e às ações para melhoria da segurança viária".

Contribua com a segurança do trânsito! A sua experiência e opinião é muito importante! Ajude também a divulgar esse importante trabalho acadêmico!

Forte abraço,
Higor Guerra