sexta-feira, 28 de março de 2014

Ônibus elétrico recordista em autonomia


Prezadas(os),

Conheçam o ônibus elétrico recordista em autonomia! Mais um ganho na sustentabilidade urbana! Brasília precisa incentivar esse tipo de iniciativa. Brasília poderia ser um polo nacional de desenvolvimento tecnológico, estudos e pesquisas em Mobilidade Urbana Sustentável. Isso seria bom para nossa cidade e iria promover uma mudança nesse cenário poluído e de extrema dependência do carro. Vamos pensar nisso!

Abraços todas(os) e tenham um ótimo fim de semana!
Higor Guerra


Copenhague testa ônibus elétrico com autonomia recorde
Investida é parte dos planos da cidade dinamarquesa para se tornar neutra em carbono até 2025. Ônibus faz 325 km com uma única carga de bateria
Fonte: Exame 
Autor: Vanessa Barbosa
Postado em: 26/03/2014


Paraíso dos ciclistas e cidade modelo em mobilidade sustentável,Copenhague quer revolucionar a forma de se locomover, de novo. Depois das bicicletas, a capital da Dinamarca resolveu apostar nos ônibus 100% elétricos.

A investida é parte dos ambiciosos planos desse país europeu de alcançar a neutralidade em carbono até 2025. Mas não se trata de qualquer ônibus, claro, mas sim de um recordista. Os resultados do período de testes impressionam.

O veículo feito pela BYD, uma empresa chinesa especializada em fabricação de baterias, percorreu 325 km com uma única carga, um recorde para um ônibus apenas movido a eletricidade. Detalhe: mesmo depois do longo trajeto, o veículo ainda tinha 8% de carga.

Os primeiros testes com os dois e-bus que estão em cirulação começaram há pouco mais de quatro meses e têm duração prevista de dois anos. Eles percorrem rotas variadas sob as mais diferentes condições de trânsito.

Neste primeiro momento, os testes acontecem em torno de rotas turísticas da cidade. Com capacidade para 40 pessoas, os ônibus elétricos são menores e mais estreitos do que os convencionais, facilitando o acesso a ruas antigas.

No longo prazo, com a introdução dos veículos à frota convencional, a prefeitura da cidade espera não só reduzir as emissões de gases de efeito estufa e outros poluentes, como gerar economia nos gastos com energia, uma vez que a eletricidade custa menos do que o diesel por lá.

Acesse aqui a matéria original da Mobilize Brasil.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Pesquisa sobre a Política Nacional de Trânsito

Pessoal,

Divulgando pesquisa sobre a Política Nacional de Trânsito que está sendo realizada pelo DENATRAN. Vale a pena participar, é bem rápida e você ainda contribui para um trânsito melhor!

Abraços,
Higor Guerra


Do site do DENATRAN
Revisão da Política Nacional de Trânsito - Para o decênio 2015/2024

O Departamento Nacional de Trânsito - DENATRAN, visando definir os objetivos da PNT - Política Nacional de Trânsito para a década de 2015 a 2024, pretende colher informações da sociedade sobre o nível de satisfação quanto às condições no trânsito. Dessa forma foi elaborado um pequeno formulário, com questões básicas, para registrar as suas observações a respeito do trânsito em sua cidade.

Contribua com suas observações respondendo a pesquisa.

Para responder a pesquisa clique aqui (Site do DENATRAN).

quarta-feira, 26 de março de 2014

Como será o trânsito de Brasília em 2020?

Figura 1: Brasília 2020, se nada for feito
Estimadas(os),

Como está o trânsito em Brasília hoje? Péssimo? Já imaginou em 2020? A Figura acima (figura 1) é o quadro nebuloso do nosso sistema viário em 2020, se nada for feito. Havia comentado do Plano Diretor de Transporte Urbano e Mobilidade do DF. Pois bem! Vamos esclarecer esta figura retirada do próprio Plano Diretor (Simulação de Cenários e Alternativas, Capítulo 7).

Tecnicamente, um aspecto considerado é o nível de serviço do sistema viário, ou seja, a suas condições de fluidez no trânsito. Basicamente, divide-se o volume de veículos nos horários de pico pela capacidade da via (volume máximo de veículos por hora). A representação é feita por trechos viários

Há seis níveis de serviço: A, B, C, D, E e F, sendo que o "A" significa trafegar na melhor condição; e o "F" um estado gravíssimo de congestionamento no trânsito (mais veículos que a via pode suportar). Os níveis de serviço são apresentados graficamente pelas cores nos trechos viários e pela largura dos segmentos de linhas (quanto mais largo mais crítico o nível de serviço). A cor preta representa a condição "F". Ou seja, no mapa acima teremos em 2020 um quadro extremamente caótico, inclusive em vias arteriais e coletoras. Trata-se de um cenário muito preocupante e que vai reduzir bastante a qualidade de vida do brasiliense e moradores das cidades do entorno do DF. Sem falar nas deseconomias, poluição etc.

Só para efeito de comparação, a figura abaixo (figura 2) mostra o mesmo sistema viário simulado para 2010. Vejam a diferença nas cores e largura nos segmentos de linhas.

Figura 2: Brasília 2010

Essas simulações são feitas a partir de dados reais, critérios pré-definidos e estimativas futuras. Nesses estudos, são também apresentadas simulações considerando investimentos em infraestrutura (viária, transporte público coletivo, ciclovias etc), políticas públicas e ações governamentais. A Figura 3 mostra um cenário menos pessimista para 2020, se forem investidos até lá quase R$ 8,0 bilhões em Sistema de Transporte Público Coletivo (dados do PDTU-DF).

Figura 3: Brasília 2020, se investir R$ 8 bilhões (aprox.)

Estamos acompanhando os anúncios de investimentos público no DF para o transporte público coletivo. Já temos mais de R$ 4 bilhões anunciados. Precisamos de mais recursos e também transformar esses recursos já anunciados em obras; precisamos ainda aperfeiçoar a gestão dos sistemas de transporte público. Só assim teremos um cenário menos pessimista. Estamos pagando caro pelos atrasos em investimentos públicos no transporte público. Penso que esses investimentos deveriam ter sido iniciados antes do ano 2000.

Ajude a divulgar! Estou junto com vocês para que possamos ter melhores dias no nosso Sistema de Mobilidade Urbana!
Contem comigo!
Um forte abraço,
Higor Guerra

segunda-feira, 24 de março de 2014

Estacionamento subterrâneo na Esplanada e o recado implícito da insustentabilidade e do descaso com o cidadão


Por sugestão da minha amiga e vizinha Marilzete, vamos hoje tratar sobre o Estacionamento subterrâneo na Esplanada, que está no PPCUB (conheça mais, clicando aqui).

Sobre o assunto, eu estava lendo o blog do Chico Sant'Anna e encontrei a interessante matéria "A gente não quer estacionamento subterrâneo na Esplanada" (clique aqui e veja!), publicado originalmente no blog Quadrado. Muito bom, recomendo!

Temos que saber o que a gente quer para a nossa cidade! Queremos uma cidade sustentável ou insustentável? Construir um estacionamento subterrâneo implica imaginar que mais carros vão vir até o centro da Capital Federal. É um reforço ao estímulo ao uso do automóvel. É mais congestionamento! É mais deseconomia! É mais estresse! É mais poluição!

Sabe qual é o recado implícito que enxergo nesse estacionamento subterrâneo? São nossos governantes dizendo aos cidadãos: "Aqui está a infraestrutura, agora se vire para realizar seus deslocamentos. Compre seu carro, pague os impostos, o combustível e a manutenção, e venha para a Esplanada". Penso que o correto seria: "Caro cidadão, para se deslocar na cidade, além do seu carro, você tem a opção do metrô, do ônibus de qualidade, da bicicleta e das calçadas. São opções sustentáveis, confortáveis e mais baratas".

Enquanto alguns tomadores de decisão de Brasília continuam vislumbrando este tipo de "solução" para a mobilidade urbana do Distrito Federal, em Paris estão sendo aplicadas ações públicas sustentáveis: incentivos à bicicleta e ao transporte público e desestímulo ao uso do carro. Veja a matéria  abaixo do Portal Mobilize Brasil.



Paris oferece bicicletas e transporte público
 gratuito para driblar poluição
Para solucionar estado de alerta, capital francesa libera uso de metrôs, trens, ônibus e bicicletas
Fonte: Opera Mundi |  Autor: Da redação  |  Postado em: 14 de março de 2014
Acesse o original clicando aqui.

Em estado de alerta máximo devido a um pico de poluição, a Prefeitura de Paris liberou o pagamento de aluguel para bicicletas e carros elétricos desde a manhã desta quinta-feira (13/03). A partir das 5h30 locais de amanhã (14/03), os transportes públicos também serão gratuitos até a noite de domingo (16/03) na região administrativa de Île-de-France, que engloba a capital francesa.

Há três dias em alerta em virtude do clima seco e de temperaturas anormalmente elevadas para os parâmetros de inverno europeu, o sindicato de transportes da île-de-France tomou a decisão de abranger os metros, trens e ônibus. A iniciativa propõe diminuir a frota de carros durante o período para evitar que a poluição aumente nas grandes cidades.

“Considerando os importantes riscos para a saúde dos franceses, decidimos, em conjunto ao governo, garantir que os transportes públicos sejam gratuitos durante este pico de poluição”, declarou o presidente do sindicato da região, Jean-Paul Huchon, ao Le Monde. “Peço que todos os cidadãos privilegiem o uso da rede pública”, acrescentou.

Na quarta (12/03), a Prefeitura de Paris já havia anunciado para hoje o aluguel gratuito das bicicletas de baixo custo “Velib’” (semelhante aos sistemas de bikes dos bancos Itaú e Bradesco em São Paulo) e dos carros elétricos não poluentes, “Autolib’”. Na tentativa de driblar a onda de poluição, as autoridades municipais da capital também se comprometeram a parar com a utilização de todos os veículos municipais que não sejam “estritamente indispensáveis”.

Já nas estradas, o limite de velocidade também foi reduzido de 130 km/h para 110 km/h e de 90 km/h para 70 km/h. De acordo com a polícia local, o controle de velocidade será reforçado e a circulação de caminhões cuja carga supere 3,5 toneladas será suspensa. No sábado (15/03), a prefeitura vai analisar a evolução dos níveis de poluição e, caso não haja melhora, novas medidas devem ser tomadas.