quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Recesso...

Pessoal,

Vamos fazer um recesso por duas semanas. Voltamos no dia 11 de novembro de 2013! Até lá!

Abraços

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

População pobre enfrenta os maiores problemas de mobilidade urbana nas grandes cidades brasileiras


Pessoal,

Ontem o IPEA divulgou um comunicado a respeito dos dados do PNAD/IBGE relativos à mobilidade urbana. Com o aumento de renda do brasileiro, cresce também a taxa de motorização da população e se agravam os tempos gastos nas viagens casa-trabalho. Quem mais sofre com isso são as pessoas pobres com renda per capita entre meio e um salário mínimo. Outra observação interessante é a de que os benefícios do vale-transporte pouco influenciam pessoas em condição de extrema pobreza (renda per capita inferior a meio salário mínimo), evidenciando a necessidade de se implantar políticas específicas de mobilidade para trabalhadores informais e desempregados.

E você, prezado(a) leitor(a)? Em sua rotina de deslocamentos casa-trabalho, você tem gastado mais tempo a cada ano que se passa?

Brasileiro gasta, em média, 30 minutos para chegar ao trabalho
Comunicado do Ipea, divulgado nesta quinta-feira, 24, analisou dados da PNAD sobre mobilidade urbana
23/10/2013 16:19

Apesar de ter melhorado a renda e aumentado a posse de veículos automotores, a população pobre ainda enfrenta os maiores problemas de mobilidade urbana nas grandes cidades brasileiras. Entre as pessoas com renda per capita de meio a um salário mínimo, 17% passam mais de uma hora no deslocamento casa/trabalho. Essa proporção é seis pontos percentuais superior à registrada nas famílias mais ricas (acima de cinco salários mínimos).

Os extremamente pobres (renda de até um quarto do salário mínimo), por outro lado, passam, em média, tempo menor presos em engarrafamentos (58% gastam menos de 30 minutos). Essa situação, porém, reflete a falta de condições de mobilidade desse estrato da população, que se vê obrigado a trabalhar em locais próximos de casa por não poder pagar os custos do transporte público.

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE) 2012 sobre os deslocamentos casa/trabalho, assim como sobre a posse de veículos automotores e o acesso à política de auxílio-transporte, foram apresentados pelo Ipea nesta quinta-feira, 24, durante a coletiva de divulgação do Comunicado nº 161 – Indicadores de mobilidade urbana da PNAD.

Padrão de mobilidade
O texto do Comunicado afirma que “o padrão de mobilidade urbana no Brasil vem se alterando nos últimos anos com o aumento acelerado da taxa de motorização da população, o que significa mais acidentes de trânsito, maior poluição veicular e perda de tempo em função dos congestionamentos nos centros urbanos”.

Entre 2008 e 2012, a proporção de domicílios com algum tipo de veículo privado saltou oito pontos percentuais. Atualmente 54% dos lares brasileiros tem na garagem um carro e/ou moto. “É a primeira vez que este número ultrapassa a marca dos 50%”, ressaltou o técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea Carlos Henrique Ribeiro de Carvalho, coordenador da pesquisa.

Como resultado do maior número de veículos nas ruas, o tempo médio gasto para chegar ao trabalho pelos habitantes das regiões metropolitanas atingiu 40,8 minutos - a média, no Brasil, é 30,2 minutos. As capitais do Norte e Nordeste tiveram as pioras mais significativas nas condições de tráfego. Belém, Salvador e Recife apresentaram, entre 1992 e 2012, taxas de crescimento do tempo de viagem de 35%, 27,1% e 17,8%, respectivamente.

Auxílio-transporte
Outra constatação do estudo do Ipea foi a ineficácia das políticas de auxílio-transporte para as camadas pobres. De acordo com a PNAD, apenas 11% das pessoas extremante pobres recebem vale-transporte. “As classes baixas têm os maiores percentuais de informalidade no trabalho, de forma que a política do vale-transporte não atinge justamente quem mais precisa”, ressalta o texto.

O Comunicado conclui ser inevitável a tendência de aumento na taxa de motorização da população, especialmente com a contínua melhora na renda dos trabalhadores, o que gerará impactos sobre as condições de mobilidade e exigirá investimentos vultosos por parte dos governos em melhoria da infraestrutura de mobilidade nas próximas décadas.



Acesse o texto original clicando aqui.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Persiste a greve dos metroviários

Parece que o tempo para o sindicato dos metroviários passa mais lentamente do que para o resto do mundo. Havíamos noticiado na segunda-feira passada (clique aqui) que os funcionários do metrô iriam fazer uma paralisação por 24 horas de forma a reivindicar a realização de um concurso público para o órgão. Acontece que até hoje (vamos completar 72 horas) o metrô continua a operar de forma restrita, com a circulação de poucos trens.

Pelo que eu converso com as pessoas, a maioria é favorável a ter no quadro do Metrô-DF funcionários concursados ao invés de terceirizados. Acredito que a reivindicação do SindMetrô/DF teria apoio da população e dos usuários. Mas, o sindicato em vez de ter o usuário a favor do pleito, prefere prejudicá-lo em um desentendimento que diz respeito entre o sindicato e o governo.

O cidadão de bem (que paga seus impostos e que procura desenvolver trabalhos para o bem da sociedade) não pode ser prejudicado em seus deslocamentos diários (que em muitos casos já são bem desgastantes). Fica a dica: no lugar de prejudicar o cidadão/usuário com greves/paralisações, pode-se tentar envolver o usuário na luta, informando-o sobre as reivindicações e lhe pedindo um apoio (abaixo-assinado, por exemplo).

Vejam abaixo a notícia do CorrerioWeb sobre a situação da negociação para o fim da greve.

Metrô-DF e metroviários se reúnem no TRT para negociar fim de greve
Durante encontro, GDF se comprometeu a lançar o edital do concurso público - reivindicação dos grevistas - até 31 de dezembro deste ano

Publicação: 23/10/2013 12:32 Atualização: 23/10/2013 12:55
Representantes da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) e do Sindicato dos Metroviários do DF (Sindmetrô-DF) se reuniram na manhã desta quarta-feira (23/10), no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), para discutir a nulidade da greve dos servidores, iniciada com a paralisação na segunda-feira (21/10).
Durante o encontro, representantes do sindicato pediram a realização de um concurso público para a contratação de profissionais para as áreas de segurança, manutenção, e bilhetagem do Metrô-DF. Os grevistas disseram que não aceitam a contratação de terceirizados para ocupar os cargos dos setores mencionados.

Vejam a matéria na fonte clicando aqui.
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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Ministério das Cidades realiza Seminário de Sensibilização para a Política e o Plano de Mobilidade Urbana


Estimadas(os),

A Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades realiza hoje em seu Auditório* o Seminário de Sensibilização para a Política e o Plano de Mobilidade Urbana. O evento se destina a iniciar um processo de capacitação de agentes públicos municipais, distritais e estaduais sobre a Lei de Mobilidade Urbana (Lei nº 12.587/12), bem como estimular a necessidade de elaboração de Planos Municipais de Mobilidade Urbana.

A programação conta com palestra sobre a Política Nacional de Mobilidade Urbana (Principais Tópicos da Lei nº 12.587/12) e três mesas redondas com os seguintes temas: 1) Desafios Políticos da Implementação da Lei; 2) Debate sobre Planos de Mobilidade e Instrumentos de Gestão; e, 3) Debate sobre Controle Social e Política Tarifária.

Este importante seminário está sendo conduzido e coordenado pela Dra. Martha Martorelli, Analista de Infraestrutura do Ministério das Cidades, e também pelo Dr. Marco Antonio Vivas Motta, Analista de Infraestrutura e Diretor do Ministério das Cidades**. 

Mais do que um cumprimento da Lei***, este seminário, que circula o país, é fundamental para que haja ampla divulgação da Lei da Mobilidade Urbana, conscientizando políticos e auxiliando os gestores públicos sobre a necessidade de se repensar a mobilidade urbana em nossas cidades.

Estou participando do Seminário e vejo um debate bastante rico de ideias e propostas que visam a democratização do espaço público, transporte público de qualidade, valorização do andar e do uso da bicicleta, além de questões relacionadas a gestão democrática e controle social.

Tomara que este evento não vá ao vento, mas que crie raízes de forma a frutificar cidades (inclusive Brasília) acessíveis, sustentáveis e que confiram dignidade ao ser humano no que diz respeito às suas necessidades de deslocamentos.

Grande abraço a todos!

*SAUS Qd.1, Lotes 01/06, Bloco H, Ed. Telemundi II, Asa Sul, Brasília-DF
**O evento conta também com a participação de grandes nomes da mobilidade urbana como Paula Coelho da Nóbrega (MCidades), Fernando Araldi (MCidades), Clarisse Linke (ITDP), Alexandre Gomide (IPEA), Nazareno Stanislau Affonso (Conselho das Cidades), Daniela Facchini (EMBARQUE), José Ribamar Rocha de Góes (CODEPLAN), Inês Damaceno (Conselho das Cidades), Umberto Rafael de Menezes Filho (Secretaria de Transportes do DF), Renato Boareto (IEMA), entre outras autoridades de municípios do entorno do DF e de outros estados.
***Lei mº 12.587/12, art. 16, II: Art. 16.  São atribuições da União: I -...; II - contribuir para a capacitação continuada de pessoas e para o desenvolvimento das instituições vinculadas à Política Nacional de Mobilidade Urbana nos Estados, Municípios e Distrito Federal, nos termos desta Lei;