quarta-feira, 31 de julho de 2013
Passarelas em rodovias: É solução para o pedestre?
Ontem tivemos mais uma notícia triste de morte por atropelamento. Foi na BR-060 (saída para Goiânia). Veja a matéria clicando aqui.
É um conjunto de questões que conjugadas aumentam os riscos de atropelamentos em trechos urbanos de rodovias.
Em alguns lugares da rodovia, mesmo sabendo de alta demanda de pedestres que necessitam atravessar a via, as autoridades dizem que não é possível colocar redutores de velocidade ou semáforos para pedestres. Trata-se da velha cultura de privilégios para o transporte motorizado.
Aí a solução é anunciar a construção de passarelas (quando de fato elas serão implantadas é outra questão).
Mas o problema não para por aí. Em alguns casos essas passarelas são implantadas em lugares inadequados, longe das paradas de ônibus e de pólos geradores de viagem. Além disso, em muitos casos a implantação de passarelas se resume a colocar as passarelas, esquecendo-se das calçadas para acessá-las e da iluminação nos arredores.
Ainda bem que ultimamente as passarelas possuem rampas, não ficando só nas escadas. Mesmo assim, penso o quão sacrificante é para uma pessoa que usa cadeira de rodas subir e descer essas passarelas. Instalar elevadores? Aí as autoridades vão achar caro demais e a manutenção seria muito complexa.
Para vocês verem como os valores parecem estar distorcidos. Uma vez um professor do mestrado fez uma reflexão conosco. Foi algo do tipo: da forma como são as coisas o pedestre é que dê um jeito de gastar sua energia para chegar até as passarelas, subi-las e desce-las. Quanto ao motorista, que está usando a energia do combustível de seu possante, tem o privilégio de se manter em nível (passar reto). Não deveria ser o contrário?
Agora vai uma alfinetada para alguns "corajosos" (ou "espertos") pedestres. Em muitos casos as passarelas estão ao lado do pedestre, novinhas, com calçadas, rampas e tudo mais. O fluxo de veículos na via é extremamente elevado. Há barreiras no canteiro central para desestimular a travessia pela via. Mesmo assim, vemos saudáveis pedestres desafiando a morte e passando entre os carros. Além disso, ainda arrumam uma brechinha nas barreiras do canteiro central.
É isso aí pessoal. Vamos utilizando as nossas passarelas existentes e cobrando das autoridades que ao menos elas sejam feitas com maior celeridade e de fato adequadas ao pedestre.
Abraços!
terça-feira, 30 de julho de 2013
O que é que os gringos têm que nós não temos? (Não motorizado - Parte 4)
No que se refere à mobilidade por bicicleta, acredito que as fotos acima ilustram bem as diferenças e ajudam a responder a pergunta do título desta postagem.
Não é apenas uma questão de falta de infraestrutura ou de má gestão dos recursos públicos, mas também de falta de conscientização no trânsito. O pessoal da Mobilize publicou interessantes imagens sobre a situação das ciclovias na Asa Norte. Em contraponto, há também imagens de ciclovias e ciclofaixas na Europa. As fotos (incluindo as postadas neste blog) são do ciclista Uirá Lourenço, um grande defensor do transporte por bicicleta. Recomendo fortemente acessar esse trabalho para ver essas diferenças (acesse este link). Lá tem dois arquivos com as fotos.
As imagens ajudam a entender um pouco o que a Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei nº 12.587/12) quer dizer com priorizar o transporte não motorizado sobre os motorizados. Não se trata apenas de um discurso, mas de uma realidade que tem que ser debatida e respeitada.
Recentemente foi criado o fórum de mobilidade por bicicleta no DF com a participação de diversas secretarias de estado, especialistas no setor e representantes da sociedade civil (clique aqui). A ideia é acompanhar e fiscalizar a execução de projetos no setor, de forma a garantir a fiel execução do plano de mobilidade por bicicleta, que prevê o estímulo ao uso de veículo não motorizado.
Segundo o GDF, o Plano está baseado em questões ambientais, urbanísticas e de saúde pública. Além do lazer, há previsão de estímulo ao uso das bicicletas no transporte escolar, ações de educação para o trânsito (incluindo o respeito ao ciclista), implantação de cerca de 600km de ciclovias e ciclofaixas e de um sistema de empréstimo de bikes públicas, entre outros.
Se realmente queremos uma melhor mobilidade urbana, temos que nos envolver no assunto e procurar participar das atividades.
Grande abraço!
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Linha Expressa >> GDF solicita ao Governo Federal R$ 4,8 bilhões em obras de mobilidade urbana
Lembram daquele anúncio do Governo Federal de R$ 50 bilhões em mobilidade urbana que ocorreu logo após as manifestações populares? Pois bem, nesta árvore de recursos financeiros da União, chegou a hora do Governo do Distrito Federal subir para pegar alguns desses desejados frutos. O Governo Federal chamou o GDF para apresentar as propostas de mobilidade urbana. Veja a notícia clicando aqui.
Foram apresentadas 6 novas propostas para a mobilidade urbana:
1) BRT Expresso DF - Eixo Norte (Planaltina, Sobradinho e Plano Piloto);
2) BRT Expresso DF - Eixo Sudoeste (Recanto das Emas, Riacho Fundo, Núcleo Bandeirante, Candangolândia e Águas Claras);
3) Expansão do Metrô para a Asa Norte (7,5 km);
4) VLT W3 Sul e Norte;
5) Expansão do BRT Expresso DF - Eixo Sul para atender as cidades goianas de Valparaíso, Ocidental e Luziânia; e,
6) Aquisição de Material Rodante (trens) para o Metrô e o VLT.
Segundo o site Diário do Poder, o Governo Federal já recebeu demandas de R$ 56 bilhões em propostas de outras cidades. Após esta fase de recebimento de propostas, haverá seleção.
Fiquemos na torcida para que esse fruto a ser capturado seja muito bem degustado por todos nós!
O que acharam das propostas?
Bom fim de semana a todos! Abraços!
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Curiosidades >> Dados de mobilidade urbana sustentável das principais capitais brasileiras
Pessoal,
O especialista no setor de mobilidade urbana (e meu grande amigo) Aguiar Gonzaga*, me sugeriu publicar o trabalho feito pela Associação Abaporu por meio do Site Mobilize Brasil (acesse aqui). Trata-se de um portal brasileiro de conteúdo exclusivo sobre mobilidade urbana sustentável.
É possível encontrar notícias, estatísticas, blogs, estudos, fotos, vídeos entre outros dados e informações sobre a mobilidade urbana.
Sugiro acesso ao link: http://www.mobilize.org.br/acompanhe-a-mobilidade/. Lá é possível encontrar gráficos e indicadores das 15 principais cidades brasileiras, incluindo Brasília. Alguns dados interessantes:
- Porcentagem de ônibus acessíveis;
- Mortes em acidentes de trânsito;
- Extensão de vias adequadas ao trânsito de bicicletas;
- Quilometragem de metrô e trem;
- Emissões de CO2;
- % de domicílios com calçadas;
- % de domicílios com identificação de logradouro no entorno.
Como está Brasília em relação as outras capitais? Veja, conclua e comente. Em outra oportunidade vou opinar também.
Grande abraço!
* Valeu Aguiar por participar e colaborar! Esse tipo de trabalho que você sugeriu enriquece nosso propósito de conscientização sobre a mobilidade urbana!
Obs.: Mande você também algo interessante para a gente compartilhar! Basta enviar email para hoguerra@gmail.com.
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