quinta-feira, 12 de junho de 2014

Legado da Copa



Amigas(os),

A Copa do Mundo FIFA 2014 começa hoje! O futebol é o esporte mais popular no Brasil e anima muita gente! Verdadeiramente uma festa! Receber o mundial aqui no Brasil foi positivo por um lado, mas também trouxe grandes desafios e um conjunto de exigências da FIFA (que obrigou o Brasil alterar algumas legislações e aceitar muitas questões polêmicas).

No âmbito dessa competição mundial, que irá durar um pouco mais de um mês, foram realizados (e prometidos) diversos investimentos públicos (estádios, aeroportos, segurança, tecnologia etc) nas cidades-sedes (e algumas turísticas). Portanto, cabe a conscientização de que o mais importante com todo esse investimento é o legado que isso irá proporcionar ao povo brasileiro, e não simplesmente o atendimento do evento esportivo da FIFA.

Muitas promessas para a melhoria da mobilidade urbana para a Copa do Mundo não foram concretizadas a tempo da realização dos jogos, por diversos motivos. Aqui em Brasília, por exemplo, o VLT não saiu do papel. Espero ao menos que esses investimentos possam ser concluídos o mais rápido possível, observando o zelo pelos recursos públicos.

Vamos ficar na torcida para que o Brasil consiga mais um campeonato no futebol! Porém, no que se refere a investimentos públicos (especialmente na área da mobilidade urbana), não podemos jamais ficar apenas na torcida, mas realmente ter uma firme participação popular e um efetivo controle social!

Que possamos marcar muitos golaços na mobilidade urbana nos próximos anos! Contem comigo para isso!

Abraço grande!
Higor Guerra

terça-feira, 10 de junho de 2014

Contribuições Rodas da Paz>> Parte 5: VALORIZAÇÃO DO PEDESTRE



Vamos dar continuidade a apresentação das contribuições da ONG Rodas da Paz para melhoria do Sistema de Mobilidade Urbana de Brasília. A Série é composta por 5 partes, conforme os eixos propostos pelo movimento: Mudança de Paradigma de Segurança, Controle Social, Transporte Público e Desestímulo ao Uso do Automóvel, Política Cicloviária e Valorização do Pedestre. Hoje vamos detalhar a última: Valorização do Pedestre!

Abraço grande!
Higor Guerra


Seminário Mobilidade Sustentável 
Contribuições para a elaboração do documento final – Rodas da Paz 
Brasília, março de 2014
E-Mail: contato@rodasdapaz.org.br 
 www.rodasdapaz.org.br 
Documento original

E) VALORIZAÇÃO DO PEDESTRE

⇒ Toda intervenção deve ter em conta as condições de trânsito de pedestres em primeiro lugar. Como isso não foi feito pelo GDF, diversos problemas tem sido documentados pelo uso das ciclovias por pedestres que não tem espaço adequado de circulação. Isso tem levado várias pessoas ao hospital, com ferimentos graves;

⇒ Instalar foco semafórico para pedestres em todos os cruzamentos com semáforo para veículos, preferencialmente com temporizador; 

⇒ Reduzir as vias da cidade que não possuem 1m20cm livre para calçada

⇒ Associar obrigatoriamente instalação de iluminação pública onde for feito requalificação ou construção de calçada e ciclovia; 

⇒ Fazer requalificação linear de quilômetros de calçadas acessíveis, em especial no entorno de faixas de pedestres; 

⇒ Requalificação das faixas de pedestres, a começar pelas cidades satélites mais populosas e retomar a campanha de conscientização sobre a prioridade do pedestre na faixa; 

⇒ Elaboração de critérios para decisão de instalação de passarela elevada, semáforo ou faixa de pedestre, de acordo com tráfego de pedestres, de automóveis e velocidade da via; 

Equipar pontos de ônibus com abrigo da chuva e com disponibilização visual de informação sobre linhas de ônibus.

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Acesse aqui a Parte 1: MUDANÇA DE PARADIGMA DE SEGURANÇA
Acesse aqui a Parte 2: CONTROLE SOCIAL
Acesse aqui a Parte 3: TRANSPORTE PÚBLICO E DESESTÍMULO AO USO DO AUTOMÓVEL
Acesse aqui a Parte 4: POLÍTICA CICLOVIÁRIA

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Parabéns Taguatinga!


Pessoal,

Vamos entrar em um pequeno recesso. Voltaremos na próxima segunda-feira (09/06)!

Aproveito para parabenizar minha querida cidade natal pelos seus 56 anos: Taguatinga! E todos cidadãos que ajudaram a construir essa importante cidade!

Forte abraço a todos!
Higor Guerra

terça-feira, 3 de junho de 2014

Contribuições Rodas da Paz>> Parte 4: POLÍTICA CICLOVIÁRIA




Continuando a apresentação das contribuições da ONG Rodas da Paz para melhoria do Sistema de Mobilidade Urbana de Brasília, vamos hoje detalhar a Política Cicloviária! A Série é composta por 5 partes, conforme os eixos propostos pelo movimento: Mudança de Paradigma de Segurança, Controle Social, Transporte Público e Desestímulo ao Uso do Automóvel, Política Cicloviária e Valorização do Pedestre.

Abraço grande!
Higor Guerra


Seminário Mobilidade Sustentável 
Contribuições para a elaboração do documento final – Rodas da Paz 
Brasília, março de 2014
E-Mail: contato@rodasdapaz.org.br 
 www.rodasdapaz.org.br 
Documento original

D) POLÍTICA CICLOVIÁRIA

O Governo do DF recomendou à população que fosse a pé ao estádio, porém esta área é cercada de grandes avenidas e há poucos pontos de travessia de pedestres definidos para se chegar lá. Também as ciclovias não levam até pontos fundamentais da cidade, como o estádio, que não tem paraciclos seguros. Visando superar esses limites, as sugestões abaixo listadas vêm sendo apresentadas ao GDF repetidamente nos últimos anos: 

⇒ Encaminhamento das contribuições da sociedade civil: é necessário ouvir aqueles que utilizam a bicicleta no dia a dia e dar respostas satisfatórias as contribuições e sugestões de melhorias; 

⇒ Garantir a circulação segura de bicicletas e outros veículos não motorizados em todas as vias da cidade, não apenas através de construção de infraestrutura específica (como ciclovias, ciclofaixas e calçadas compartilhadas), mas também através da promoção de medidas que facilitem o compartilhamento da via com os demais veículos; 

⇒ Tratamento dos pontos de conflitos: garantir prioridade com fluidez para as bicicletas nas travessias de vias não semaforizadas (conforme o artigo 214 do Código de Trânsito Brasileiro) por meio de estrutura, campanhas educativas e fiscalização. A decisão de marcação do sinal de PARE voltado ao ciclista tem caráter político e não técnico e, caso permaneça, constitui uma demonstração da negligência dos órgãos responsáveis por uma política adequada de segurança cicloviária – é recomendado que, como em diversos lugares no mundo e no Brasil (Rio de Janeiro ou Curitiba) haja um tratamento adequado de tais pontos; 

⇒ Definição no Plano Diretor de uma rede estrutural de transporte cicloviário articulada aos demais modais de transporte urbano, equipamentos públicos e centralidades; 

⇒ Mudança das metas: atualmente centradas na quilometragem de ciclovias, as metas devem visar o
aumento do número de usuários e a redução das mortes e colisões;

⇒ Definição de diretrizes, componentes e ações estratégicas para o sistema de circulação de bicicletas e pedestres e garantir fonte de recursos para implementação de infraestrutura cicloviária e voltada a pedestres;

⇒ Realização de estudos: a contagem de ciclistas e os estudos do tipo origem-destino e caracterização de colisões envolvendo ciclistas são fundamentais para a redefinição das metas do plano cicloviário;

⇒ Realizar a conexão, hoje inexistente, das rotas cicláveis, permitindo acesso rápido, fácil e seguro entre as cidades e às áreas de trabalho, cultura e lazer; 

⇒ Priorização de uso de recursos para regiões carentes: há atualmente uma inversão de prioridades. Apesar de praticamente não haver acidentes graves em relação a outras cidades do DF, o plano piloto receberá uma quantidade muito maior de ciclovias com um custo muito superior as ciclovias das demais cidades. Deve-se, no entanto, dar mais atenção às cidades onde se encontra a população de baixa renda, que mais utiliza a bicicleta como meio de transporte e onde há maior risco de atropelamentos, como EPTG, Estrutural e outros; 

⇒ Aplicação dos recursos provenientes de multas efetivamente em campanhas educativas de massa; e inclusão na formação dos condutores de automóveis noções da legislação referente ao papel da bicicleta como meio de transporte, seus direitos e deveres; 

⇒ Implementação de alterações efetivas no trânsito do Parque da Cidade, reduzindo limites de velocidade e ampliando o espaço para circulação de bicicletas tanto para transporte com para treino.
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Acesse aqui a Parte 1: MUDANÇA DE PARADIGMA DE SEGURANÇA
Acesse aqui a Parte 2: CONTROLE SOCIAL
Acesse aqui a Parte 3: TRANSPORTE PÚBLICO E DESESTÍMULO AO USO DO AUTOMÓVEL