sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Princípio de incêndio atinge trem do metrô em Samambaia


Princípio de incêndio atinge trem do metrô 
em Samambaia, no DF
Metrô informou que problema técnico causou incêndio; não há vítimas.
Após incidente, passageiros quebraram vidros e caminharam por trilho.
20/12/2013 08h46 - Atualizado em 20/12/2013 10h21

Um problema técnico em um trem do metrô causou um princípio de incêndio próximo à estação final de Samambaia, no Distrito Federal. O incidente ocorreu na manhã desta sexta-feira (20), por volta de 6h45. Não há registro de vítimas.

Segundo informações do Metrô-DF, a fumaça ficou localizada no terceiro vagão do trem. Os passageiros quebraram e soltaram a janela de emergência do carro e pularam nos trilhos. De acordo com o Metrô, os trilhos foram desenergizados.

Conforme passageiros, ocorreram explosões no vagão e houve tumulto. Um usuário do trem disse que os funcionários do Metrô-DF só chegaram ao local por volta de 7h05 , e o Corpo de Bombeiros às 7h10.

O Metrô-DF informou que retirou, por volta das 8h, o trem que apresentou defeito. Ainda segundo a empresa, servidores foram destacados para fazer uma perícia. No horário, não registrados atrasos em nenhuma outra estação.

Acesse aqui a matéria original (portal G1).

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Quanto tempo leva para concluir um viaduto ferroviário?


Natal chegando e muitas famílias se organizam para poder participar das festividades e celebrar o nascimento de Jesus Cristo. O que você costuma fazer entre os dias 24/12 e 28/12? Muitos costumam viajar no período e aproveitar também para descansar após um intenso ano de trabalho.

Agora imaginem que nessa sua viagem de ida (dia 24/12) você passe por um viaduto qualquer e, na volta para sua cidade (dia 28/12), no mesmo trecho da pista, você encontre um outro (novo) viaduto no lugar do antigo. Impossível? 


Reparem na organização do canteiro de obras, a coordenação dos serviços que são executados e o baixo impacto no desvio do tráfego de veículos.

Trata-se da substituição de um viaduto ferroviário. Normalmente as ferrovias são concedidas a grupos econômicos que exploram a infraestrutura. Eles sabem muito bem qual é o custo de uma obra parada ou que demora a ser executada. Portanto, não são medidos esforços para que as obras possam ser realizadas da forma mais rápida e economicamente viável.

Em via de regra, quando temos um bom planejamento, uma boa articulação/gestão, um projeto completo e detalhado, uma licitação estrategicamente adequada e transparente e um bom contrato; a obra flui bem e é concluída rapidamente. Todavia, se o planejamento é inexistente ou inadequado, não há gestão satisfatória, o projeto é deficiente ou insuficiente, a licitação é obscura e inadequada e o contrato é cheio de falhas; as obras tendem a ter diversos problemas, inclusive com embargos judiciais e questionamentos de órgãos de controle. Isso sem falar dos inúmeros aditivos contratuais, deseconomias geradas pelo atraso e os aborrecimentos por parte dos usuários.

Obrigado ao meu amigo Otávio Soares que sugeriu a matéria e o link do vídeo!

Grande abraço! 

Quem tiver alguma ideia interessante (matéria, vídeo, relato de experiência pessoal etc), fique a vontade em entrar em contato comigo: hoguerra@gmail.com.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

(I)mobilidade e contradições de Brasília





Prezadas(os),

Mais uma contribuição de nosso amigo Uirá Lourenço, ciclista e grande defensor de uma mobilidade urbana sustentável e respeitosa. Fruto de um dedicado trabalho, Uirá consegui reunir um riquíssimo acervo de fotos que ajudam a diagnosticar a sofrida mobilidade urbana que enfrentamos diariamente em nossas vias e nos serviços prestados no DF. 

Ele também produziu textos que nos levam a diversas reflexões: maus hábitos (infrações) praticados por motoristas, falta de fiscalização, desrespeito ao pedestre e ao ciclista, falta de prioridade aos meios de transporte não motorizados, má aplicação dos recursos públicos, adoção de medidas governamentais equivocadas e incoerentes com as legislações, contrastes entre a magnitude do Estádio Mané Garrincha e seu entorno, etc. Há também diversas contradições detectadas como o caso da Linha "Verde" (EPTG), que mais parece uma Linha Cinza. Além disso, há registros de boas práticas internacionais na área de mobilidade urbana. 

Todo o material encontra-se no site da Mobilize Brasil (clique aqui). Além do texto base e das Leis Distritais sobre o tema, também é possível encontrar os seguintes álbuns fotográficos:
- Transporte por ônibus no DF;
- Condições aos ciclistas no DF;
- Multas cidadãs;
- Pedestres e ciclistas na EPTG;
- Entorno do estádio;
- Condições aos pedestres no DF;
- Inacessibilidade no DF; e,
- Locais hostis a ciclistas e pedestres.

Vejam também os quatro links de vídeo existentes!

Muito bom Uirá, parabéns pelo trabalho! 

Não podemos deixar que poucos grupos econômicos e falsos representantes do povo decidam que cidade construir. Quem faz a cidade são os cidadãos! Precisamos refletir que tipo de cidade nós queremos e, a mobilidade urbana é um dos temas centrais, pois possui um grande potencial de indução de desenvolvimento econômico, social e ambiental. Uma solução bem aplicada pode resultar em grandes benfeitorias para a população, todavia, ações desastrosas e caras podem piorar o quadro da dinâmica urbana, gerando mais deseconomias, tempos perdidos, dependências do automóvel, estresses e exclusões sociais.

Estou junto com vocês para uma melhor mobilidade urbana e, consequentemente, uma melhor cidade!

Grande abraço a todos! 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Bicicleta Branca

Pessoal,

Bonito gesto foi feito nas ruas do Guará nesta semana. Uma homenagem ao ciclista José Ribamar Neres de Andrade, que morreu após ser atingido por um carro no último domingo (08/12/13) no Guará II. Segundo as autoridades, o motorista que causou o acidente estava em alta velocidade e dirigia embriagado. 

Segundo a reportagem do Bom Dia DF (veja o vídeo aqui), cerca de 150 ciclistas fizeram uma pedalada entre o Guará I e II, passando pela Av. Central e Av. do Contorno. O ato demonstrou união entre os grupos de ciclistas do DF e pediram justiça no caso. Além disso, o evento externou a defesa de uma mobilidade urbana sustentável e democrática, com paz e respeito no trânsito. Os ciclistas penduraram uma bicicleta branca para simbolizar essa defesa.

É fundamental que haja harmonia entre as pessoas que utilizam diferente modos de transporte. O espaço público é de todos os cidadãos. Cada um de nós tem o direito de realizar suas viagens seja a pé, de bicicleta, de carro ou usando o sistema de transporte público coletivo. 

As normas de circulação e conduta no trânsito precisam ser respeitadas por todos, lembrando sempre da máxima que diz que "os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres" (Código de Trânsito Brasileiro: Lei 9.503/97, art. 29,§ 2).

Ao Poder Público (Executivo, Legislativo e Judiciário) cabe a elaboração de legislações pautadas nas políticas de trânsito e mobilidade urbana, com a participação popular; a educação dos usuários no Sistema Nacional de Trânsito e no Sistema Nacional de Mobilidade Urbana), a execução de infraestruturas adequadas ao convívio e segurança dos usuários; a fiscalização das normas; os julgamentos pertinentes, entre outros.

Que possamos em um futuro próximo termos um convívio pacificado entre os diferentes usuários dos modos de transporte, tal qual a bicicleta branca nos sugere! Parabéns pela iniciativa ciclistas!

Grande abraço!