quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Expirou o prazo para a entrega dos novos ônibus no DF

Diletas(os),

O prazo para as empresas apresentarem os novos ônibus à população expirou ontem. Enquanto a população espera (impaciente) pelos novos ônibus, ela precisa suportar os velhos, sujos e perigosos ônibus em circulação. Sugiro que acessem o vídeo do Bom Dia DF que foi ao ar hoje pela manhã:


Há um contrato de prestação de serviços a ser zelado pelos novos operadores e gestores públicos. É fundamental que nossos gestores façam cumprir as cláusulas contratuais. Não pode aliviar. Que os novos ônibus possam entrar em circulação o quanto antes. E não basta simplesmente entrar em circulação. Devem ser fiscalizados também as metas de qualidade e de desempenho, de forma a proporcionar um serviço adequado à população.

Relembremos o que é um serviço adequado, segundo a Lei das Concessões dos Serviços Públicos (Lei nº 8.987/95):

Art. 6o Toda concessão ou permissão pressupõe a prestação de serviço adequado ao pleno atendimento dos usuários, conforme estabelecido nesta Lei, nas normas pertinentes e no respectivo contrato.
§ 1o Serviço adequado é o que satisfaz as condições de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas.

Em relação a população e os usuários, precisamos realizar nosso papel de controle social e cobrar um serviço adequado e humano!

Grande abraço!

3h30min para chegar em casa...


Imagina você saindo 16h do trabalho. Bom? Agora imagina você saindo 16h do trabalho e chegando em casa às 19h30min, gastando 3h30min só no deslocamento trabalho-casa. Pois é... conheço duas amigas que passam por isso quase que diariamente, pois dependem do transporte público coletivo do DF. Elas trabalham no Plano Piloto e moram em Brazlândia, que fica cerca de 45 km do centro da Capital Federal. Essa semana elas me contaram como é a maratona delas.

Boa parte desse excessivo tempo é esperando o ônibus na Rodoviária do Plano Piloto. Também não é para menos, com uma frota operacional bem menor que a necessária, a frequência dos ônibus é extremante grande e irregular. Não se sabe quando vai poder contar com o ônibus. Por falar em ônibus, essas usuárias (e heroínas) do transporte público coletivo me informaram que os veículos são antigos, barulhentos, inseguros... 

Falei em insegurança. A situação dos ônibus é precária. Os pneus são carecas. Se os pneus, um item que todo mundo vê o estado deles, estão carecas, sabe-se lá como estão as revisões desses veículos, as condições dos freios e fluidos, etc. Diante dessa situação, dizem que ainda há espaço para descontração no ônibus, no qual há a recomendação para que os usuários mantenham suas identidades no bolso da calça ou em algum lugar acessível para facilitar a identificação dos corpos em caso de acidente.

Além disso, em função da desordem operacional e da oferta precária de ônibus, as viagens são realizadas lotadas. Em uma dessas viagens chegaram a contar 103 usuários apertados em um ônibus que leva cerca de 80 pessoas. São pessoas trabalhadoras se espremendo umas nas outras para poder chegar aos seus ofícios. 

Por que trabalhadores de bem precisam se sujeitar a um tratamento desumano desses? (Tarefa de casa: confrontem esse relato com o Art. 14 da Lei 12.587/2012, referente aos direitos do usuários).

As novas concessões não estão operando nessas linhas que ligam Brazlândia à Rodoviária do Plano Piloto. Quem as opera é a cooperativa Alternativa. Os cidadãos de Brazlândia são contemplados com as novas concessões em linhas que ligam a cidade à Taguatinga e a Av. W3.

A revolta é tão grande que ontem e hoje tivemos manifestações sobre o assunto. Vejam as matérias do G1:



Hoje consegui conversar com essas amigas de Brazlândia. Primeiro fiquei surpreso! Mesmo com essas manifestações e bloqueios, elas vieram ao trabalho, com inúmeras dificuldades, mas vieram. Parabéns para elas! Depois disso, perguntei como elas iriam fazer para voltar para casa no fim do expediente. Elas me disseram que vai ser complicado, mas que uma solução é ir para Taguatinga (pagando R$ 3,00) e depois pegar outro ônibus para Brazlândia (e gastar mais R$ 3,00, recursos extras que o patrão não vai pagar).

Pessoas precisam ser tratadas como pessoas, com dignidade e respeito. O foco do sistema de transporte público precisa ser no ser humano!

Estamos juntos! Grande abraço!

Obs.: Lene e Dora, meu muito obrigado! Abraço grande!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Ciclovias na Ceilândia: Relato do usuário


Pessoal,

O Pedro Ivo Pellicano (um grande amigo, das antigas!) nos enviou suas experiências como ciclista assíduo nas ciclovias de Ceilândia e Taguatinga, enriquecendo o conteúdo do nosso blog e contribuindo para que possamos ter uma cidade melhor! Confiram!


Sou usuário assíduo das vias do DF, em especial Taguatinga e Ceilândia, usando a bicicleta para me locomover. O atual governo adora divulgar em sua propaganda que é amigo do ciclista e que está construindo não sei quantos quilômetros de ciclovias. Legal, né? Vou aqui fazer uma pequena descrição das ciclovias de Ceilândia.

São umas gracinhas, antes de mais nada. Feitas com asfalto bom, bem sinalizadas e não acumulam água. Quando está molhada, pouco espirra roda acima. Bons pontos positivos. A intensão é obviamente das melhores, e o governo deu um passo importante para melhora na locomoção urbana.
Só que, por melhor que ela seja, as ciclovias do DF, em especial as da Ceilândia são repletas de erros e falhas que comprometem a segurança dos ciclistas e dos pedestres. O primeiro defeito é que as intersecções com a pista, apesar de sinalizadas, estão no nível do asfalto, onde o ideal e mais seguro seria o nível com a ciclovia. Aqui vemos que ainda a prioridade é da agilidade para carros.

Segundo defeito: tampas de bueiro. No trajeto entre o Campus da UnB de Ceilândia e a Estação Centro Metropolitano do Metrô (onde a ciclovia simplesmente acaba) existem duas. Em uma delas, eu caí. Caí, mesmo porque a bagaça está abaixo do nível da ciclovia! Machuquei um ombro em uma dessas.

Terceiro defeito: a ciclovia está repleta de pedestres, principalmente no fim da tarde. Oras, se é uma ciclovia, por que está cheia de pedestres? Falta de educação? Falta de sinalização? Essas seriam falhas que vemos nas ciclovias do Plano Piloto, que também tem pedestres que preferem andar ali do que na calçada, sabe-se lá porque. Em Ceilândia o problema é: NÃO EXISTE CALÇADA! Isso mesmo! Os pedestres fazem sua caminhada diária ou sua corridinha na ciclovia simplesmente porque não tem outro lugar para o fazerem! O mais engraçado é que a ciclovia possui placas avisando o ciclista que há pedestres. Então é como se a ciclovia fosse uma calçada de asfalto, pois o risco para os pedestres é exatamente o mesmo de um ciclista andando pela calçada.

A descontinuidade da via é um defeito geral para todas as ciclovias do DF. Não vale a pena nem comentar.

Se existe alguém no meio político que tem interesse real em melhorar a mobilidade urbana, que atente-se a esses pequenos detalhes. Ciclovias são excelentes ideias, mas tem que ser bem elaboradas, de forma que a segurança de todos seja garantida.
Pedro Ivo Pellicano
Foto: nossaceilandia.blogspot.com.br
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Um aspecto que achei interessante foi a infraestrutura cicloviária ter que se adequar à geometria/nivelamento das vias de tráfego geral. Já vimos que a Lei da Mobilidade Urbana é clara ao estabelecer prioridade dos modos de transporte não motorizados sobre os motorizados (Lei nº 12.587/2012, art. 6º, inciso II). Neste caso, é notório que a concepção do projeto ainda foi pautada na ótica do veículo automotor.

Em relação aos bueiros, entendo que todo recurso público deve ser utilizado com o maior zelo possível. Portanto, o cidadão merece infraestrutura de qualidade.

Sobre a falta de calçadas, esse assunto posso também servir de testemunha. Frequento a Ceilândia ao menos uma vez por semana e, por lá, caminho pela cidade. De fato existem muitos lugares que simplesmente não há calçadas (ex.: Sol Nascente - estive recentemente lá e estou preparando uma matéria). Outros lugares as calçadas são completamente inadequadas (ex.: ao longo da Via Leste, no canteiro central, as calçadas são irregulares e são prejudicadas pelas raízes das árvores que sobem à superfície, forçando os pedestres a transitar pela ciclovia). Quanto a acessibilidade... não vou nem comentar agora...

É isso aí pessoal! Vamos exercer nosso papel de controle social e lutarmos para termos uma cidade que respeite e priorize os ciclistas e pedestres. Forte abraço!

Obs.: Pedro Ivo, parceiro e amigo, meu muito obrigado! Estamos juntos nessa luta! Fique a vontade em mandar outras contribuições!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Erosão em Taguatinga: São remotas as chances de danos ao Metrô, mas existe a preocupação


Semana passada postamos aqui a situação da erosão na Av. Elmo Serejo (Via Estádio) em Taguatinga (clique aqui). Vamos agora ver uma matéria do Jornal de Brasília feita com um especialista na área sobre o assunto. Percebam como é extremamente importante a necessidade de se realizar planejamentos adequados e fiscalizações periódicas em nossa cidade, observando os aspectos naturais da região entre outros. O desrespeito as essas regras podem implicar em consequências negativas gigantescas. No caso em questão, imaginem se a estrutura do Metrô-DF fosse comprometida?

Abraços!

E a erosão avança na Elmo Serejo
Publicação: Terça-feira, 03/12/2013 às 08:00:00
Eric Zambon
Especial para o Jornal de Brasília

A erosão que provocou interdição no sentido Plano Piloto da avenida Elmo Serejo, a popular Via Estádio, em Taguatinga, poderia ter sido evitada. A constatação é do especialista Dickran Berberian, que na tarde de ontem compareceu ao local onde há um enorme buraco ao lado da pista. “A rede de águas pluviais não foi dimensionada corretamente, porque não foi previsto o inchamento  da cidade”, afirma. “Esses estabelecimentos construídos aqui perto não deveriam existir”, completa, apontando para uma floricultura e um clube.

Para Dickran, a erosão no mesmo local constatada no ano passado, conforme noticiado pelo Jornal de Brasília na última quarta-feira, era o sinal de um “câncer”, que já se transformou em um “melanoma”. “Agora, consertar o estrago não vai ser um trabalho fácil nem barato. Quando viram o problema no ano passado, preferiram somente 'apagar o fogo'. Acredito que nem pensaram na possibilidade de acontecer essa erosão agora”, diz.

O asfaltamento promovido no ano passado na avenida, ao custo de R$ 10 milhões, pode também ter contribuído para a situação atual da Elmo Serejo. O especialista explicou que a massa asfáltica e o concreto não permitem a infiltração devida da água, que vai para o Córrego do Cortado. “Com mais água indo para o córrego, a rede de escoamento fica sobrecarregada e não aguenta a pressão. Acontece um vazamento e temos a erosão”, conclui.

Trânsito

A Defesa Civil estima um aumento de quase 30 metros no diâmetro do buraco desde o último dia 25. O órgão garantiu só liberar a área para circulação de veículos quando emitir um laudo atestando segurança do local. O governo estima que 100 mil carros transitem pela avenida, nos dois sentidos da Via Estádio, diariamente.

Como será consertado

A Novacap informou que o trabalho de recuperação da área acontecerá em duas etapas
1º prazo:  no mínimo 20 dias - Será feito um aterramento do solo que desmoronou. As equipes da companhia tornarão o chão estável para estruturar o talude (lateral da área erodida), com estacas de concreto no subsolo para evitar novos processos erosivos na área.
2º prazo:  90 dias a partir da conclusão da primeira parte - A vegetação ao redor da pista deverá ser recuperada.

Alternativas para evitar as longas filas

A Defesa Civil e o Detran-DF decidiram interditar completamente o trecho próximo ao buraco. Uma faixa no sentido Ceilândia foi invertida para tentar comportar o volume de carros, gerando grandes congestionamento, em especial, nos horários de pico.
Os transtornos fizeram com que um grupo de pessoas protestasse no local,impedindo os motoristas de prosseguirem no sentido Cêilândia. Eles pediram que providências fossem tomadas para evitar que a erosão acontecesse pela terceira vez no ano que vem.

Solução
Para não somente atender à demanda dos manifestantes como também para melhorar, em definitivo, a qualidade do solo na região, a Novacap fará serviços no local por até três meses. O especialista Dickran Berberian diz que a ação veio na hora certa, mas que o ideal é a fiscalização e vistoriar pelo menos a cada três anos, para evitar que a situação se repita no local e em outras regiões do DF. 
Devido aos problemas, o Detran segue sugerindo aos motoristas que busquem alternativas para evitar passar pela avenida Elmo Serejo. As melhores opções, segundo o órgão, são pistas alternativas em Samamabaia e Taguatinga Norte, as vias Hélio Prates, QNL e BR-070, especialmente pela manhã.

Saiba Mais
Para impedir que a erosão progrida ainda mais (já atingiu o subsolo da pista sentido Plano Piloto), está sendo feito um matacão, que consiste em apoiar blocos de concreto na parede de terra que ainda não cedeu. Isso deve conter novos desmoronamentos.
Segundo a Novacap e o especialista Dickran, a chance de a erosão alcançar a outra via da Elmo Serejo e a linha de metrô ao lado é remota, até porque o problema imediato está sendo tratado.

Fonte: http://www.clicabrasilia.com.br/site/noticia.php?e-a-erosao-avanca-na-elmo-serejo&id=515165